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Quadrilha do RJ fazia abortos até em meninas de 13 anos Quadrilha do RJ fazia abortos até em meninas de 13 anos

A polícia fazia uma operação nesta terça-feira (14) para desarticular uma quadrilha que realizava abortos no Rio de Janeiro. Ao todo, são 75 mandados de prisão e 118 mandados de busca e apreensão contra integrantes da organização apontada como a principal responsável pela prática de abortos no estado. Segundo a Corregedoria da Polícia Civil no Rio de Janeiro, há registros de que a quadrilha desmantelada nesta terça-feira (14) realizava abortos em meninas de 13 anos de idade. Até as 11h40, 55 pessoas já tinham sido presas, em vários pontos do estado e uma no interior de São Paulo.

Entre os presos na operação Herodes está o médico Aloísio Soares Guimarães, considerado pela polícia como um dos chefes da quadrilha. Ele, que é morador do Leblon, faria abortos desde 1972 em uma clínica clandestina em Copacabana. Também foram presos três médicos, quatro policiais civis, dois policiais militares –- entre eles um major – e um bombeiro. Há também apreensão de material, como medicamentos e documentos.

Polícia prende um dos 75 suspeitos de integrar
quadrilha de aborto no Rio (Foto: Reprodução/
TV Globo)

 

De acordo com o delegado da corregedoria, Felipe Bittencourt do Vale, a demanda era muito maior do que a oferta. “Em determinadas clínicas, o médico chegava a se recusar a atender mais de 10 gestantes por dia”, afirmou.

Outro médico foi preso na cidade de Cruzeiro, no interior de São Paulo. O ginecologista foi detido em casa, no bairro Retiro da Mantiqueira.

Na ação, a polícia apreendeu pelo menos R$ 532 mil, grande parte em dólares. O dinheiro foi encontrado na casa do médico Aloísio Soares Guimarães (a maior parte) e do inspetor da Polícia Civil Francisco de Paula da Silva.

Polícia apreende dinheiro durante Operação
Herodes contra quadrilha de abortos no RJ
(Foto: Janaína Carvalho/G1)

A investigação, que durou 15 meses, é a maior já realizada para combater esse tipo de prática criminosa no Brasil, em um inquérito policial com 56 volumes e 14.108 páginas. O levantamento mostrou que duas mil mulheres teriam se submetido a alguma intervenção em clínicas clandestinas e 80 delas já foram ouvidas pela polícia.

Durante a apuração, a Corregedoria Interna da Polícia Civil do Rio de Janeiro (Coinpol) constatou que a organização criminosa era dividida em sete núcleos – Campo Grande, Copacabana, Botafogo, Bonsucesso, Rocha, Tijuca, Guadalupe – com área de atuação na capital e na Região Metropolitana.

De acordo com as investigações, o público alvo da quadrilha eram mulheres, inclusive menores de idade, nas mais variadas etapas de gestação, até o sétimo mês de gravidez. Os valores cobrados pelo grupo por procedimento abortivo é de até R$ 7.500. Por mês, cada núcleo chegava a lucrar até R$ 300 mil.

Indiciados por integrar quadrilha de prática de
aborto no Rio (Foto: Janaína Carvalho/ G1)

Com base em documentos apreendidos pela Coinpol em uma clínica em Bonsucesso, no Subúrbio do Rio, foi possível identificar cerca de dois mil procedimentos realizados, com receita provável acumulada de R$ 2.771.150.

A organização criminosa, além de atender gestantes do Rio de Janeiro, prestava serviços para mulheres grávidas de outros estados, atendendo sempre em locais sem quaisquer condições de higiene e salubridade, expondo a risco a integridade física e a saúde das pacientes.

A Operação Herodes conta com a participação de 70 delegados e 430 agentes da Polícia Civil, com o uso de 150 viaturas e apoio da Corregedoria Geral Unificada (CGU), da Corregedoria Interna da Polícia Militar e do Exército Brasileiro. Havia equipes de policiais civis também em São Paulo e Espírito Santo para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão.

‘Marco’
Segundo o chefe de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Fernando Veloso, a operação representa um marco na história desse tipo de crime. “A história dessas pessoas demonstra que eles já vêm há muitos anos numa história de crimes sem punição. A legislação é muito benevolente com esse tipo de crime”, afirmou Veloso, destacando que até hoje essas pessoas eram presas apenas em flagrante e depois acabavam sendo soltas por alguma medida cautelar. Na ação desta terça a polícia visa cumprir mandados de prisão preventiva contra os 75 indiciados.

Para fugir da ação policial, a quadrilha chegou a usar o esquema de clínica itinerante. “Usavam, inclusive, a residência de seus integrantes para burlar a polícia. Há registros também de membros da clínica de Campo Grande atuando em Xerém, em Duque de Caxias”, afirmou o delegado Felipe Bitencourt.

De acordo com a polícia, entre os médicos presos na operação desta terça há casos como o do médico Aloísio Soares Guimarães, que teve a primeira anotação criminal pelo crime de aborto em 1972, e o do médico Bruno Gomes da Silva, que teve a primeira anotação em 1977. Ambos continuavam cometendo o crime de prática abortiva até hoje. Além de 180 mil dólares apreendidos na casa do médico, também foram encontrados documentos da abertura de uma conta na Suíça e um extrato de 5 milhões, que a polícia está apurando se na moeda real ou dólar.

Na casa de Aloísio também foram encontrados dois aparelhos de sucção utilizados para realizar abortos. “Os médicos que estão sendo presos hoje são açougueiros humanos. Eles matam como se estivessem matando bezerros. Essa é a visão dessas pessoas”, criticou o delegado Glaudiston Galeno, ressaltando que apenas a médica Ana Maria G. Barbosa, presa na manhã desta terça, já havia sido denunciada em 2001 pela prática de 6.352 abortos.

Crimes além do aborto
Os 75 indiciados respondem pela prática de 37 abortos, mas ao longo dos 15 meses de investigação também forma apurados diversos crimes que foram imputados diversos deles de formas variadas, são eles: corrupção passiva, prevaricação, exercício ilegal da medicina, associação para o tráfico de drogas, corrupção ativa e associação criminosa armada.

Entre os agentes públicos presos na ação estão o major da Polícia Militar Paulo Roberto Nigri, e o inspetor da Polícia Civil Alexandre Vieira de Lima, que dariam proteção ao esquema da clínica de abortos de Copacabana, uma das que possuía maior faturamento.
Ainda de acordo com a Corregedoria, a sensação de impunidade e a alta lucratividade motivavam médicos indiciados. “Essas apreensões são só o começo. Todos eles moravam na Zona Sul e na Barra, tinham carros como Mercedes Bens, Audi e Toyota Corola e moravam em apartamentos de luxo”, afirmou Galeno.

Beltrame: ‘Nossa função é cortar na própria carne’
Para o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, a polícia do Rio deu um passo a frente no combate a esse tipo de crime. “A polícia do Rio de Janeiro da um exemplo para todo o Brasil. Esses não é um problema aqui do Rio de Janeiro, é um problema recorrente em varios lugares, mas o Rio de Janeiro na dimensão desse trabalho arranca na frente”, disse Beltrame.

Sobre a atuação de policiais civis e militares na quadrilha, Beltrame voltou a garantir que qualquer policial que cometa crimes será investigado e punido. “Não escolhemos trabalho. Se for policial civil ou militar a gente tem que fazer esse trabalho. É função nossa cortar a própria carne. Eu acho que a polícia ela só ganha com isso. Mostra para a sociedade que ela busca a autoria em quem tiver praticando esse tipo de ato”, garantiu o secretário que não descarta a possibilidade de expulsão dos agentes, mas lembrou que é preciso dar a esses policiais a chance da ampla defesa, como determina a constituição.

Casos recentes
Dois casos recentes de abortos chamaram a atenção da sociedade. Jandira Magdalena dos Santos, de 27 anos, morreu durante o procedimento de aborto. O corpo foi encontrado dentro de um veículo queimado na Zona Oeste da cidade. Depois de mais de um mês de investigações, nove pessoas foram indiciadas pelos crimes de homicídio qualificado, aborto, ocultação de cadáver e formação de quadrilha.

Jandira dos Santos morreu durante procedimento de
aborto (Foto: Reprodução / Facebook)

Elizângela Barbosa, de 32 anos, também morreu depois de ser submetida a um aborto em Niterói, Região Metropolitana do Rio. A mulher, que tinha três filhos, estava grávida de cinco meses e decidiu não ter o quarto filho. Na operação, um tubo de plástico foi deixado dentro do útero, fato que foi comprovado pelos legistas. Na delegacia, o marido dela disse que deixou a esposa na periferia de São Gonçalo, onde ela se encontrou com um homem que a levaria à clínica de aborto. Na bolsa, a vítima levava R$ 2,8 mil para pagar pelo procedimento.

 

G1.com

Operação contra quadrilha de aborto prende médicos e PMs Operação contra quadrilha de aborto prende médicos e PMs

Quadrilha faturou cerca de R$ 2 milhões com 2.500 abortos
Criminosos trabalhavam em sete núcleos espalhados pela cidade e o lucro era de R$ 300 mil por mês

Rio – Considerada a maior quadrilha especializada em abortos do Rio foi desmantelada na manhã desta terça-feira na Operação Herodes, da Corregedoria Interna da Polícia Civil do Rio de Janeiro (Coinpol). De acordo com os policiais, eles trabalhavam em sete núcleos espalhados pela cidade e cobravam até R$ 7.500,00 por procedimento. Ainda segundo a investigação, a quadrilha realizou por volta de 2.500 abortos, com um lucro estimado de R$ 2 milhões. Nesta terça, foram apreendidos R$ 532 mil em espécie, entre reais e dólares.

Policiais civis, PMs, médicos, advogados, um bombeiro e um militar do Exército estão entre os presos na operação para desmantelar uma quadrilha especializada em abortos Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia

A operação contou com a participação de 70 delegados e 430 agentes da Polícia Civil e apoio da Corregedoria Geral Unificada (CGU), da Corregedoria Interna da Polícia Militar e do Exército Brasileiro. Durante entrevista coletiva na Cidade da Polícia, que teve a participação do chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, a Corregedora da Polícia Civil, delegada Adriana Mendes, e os delegados Glaudiston Galeano e Felipe Bittencourt, da Coinpol, foi explicado como agia a quadrilha.

A investigação durou 15 meses e até o momento, 56 pessoas foram presas por envolvimento no esquema. Desse total, cinco já estavam presas. O objetivo era cumprir 75 mandados de prisão e 118 mandados de busca e apreensão. Entre os presos, há três médicos, quatro policiais civis, dois PMs e um bombeiro. Há também apreensão de material, como medicamentos e documentos. Guilherme Estrela Aranha, Evangelista Pinto da Silva Pereira, Iracema Ferreira Piske, José Luís Pereira, André Luiz da Silva, Aloísio Soares Guimarães e José Luiz Gonçalves são considerados os líderes da quadrilha.

Um médico acusado de fazer parte da quadrilha especializada em abortos foi preso nesta terça-feira, na Av. Atlântica, em Copacabana Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia

Na Avenida Atlântica, 3.700, na orla de Copacabana, Zona Sul do Rio, policiais da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) prenderam o perito legista aposentado. No apartamento do acusado foram apreendidos documentos, computadores e alguns objetos de interesse específico da investigação, segundos agentes.

Na Rua Antônio Basílio, 493, na Tijuca, na Zona Norte, agentes da Coinpol prenderam um major que seria lotado em um batalhão da PM na Zona Sul. Os presos estão sendo levados para a Cidade da Polícia.

Ao longo das últimas décadas, eles realizavam manobras abortivas em mulheres nas mais variadas fases de gestação, incluindo as avançadas, pelas quais eram cobradas quantias mais elevadas. Além disso, eles atendiam gestantes de outros estados. O atendimento acontecia sempre em locais sem quaisquer condições de higiene e salubridade, expondo a risco a integridade física e a saúde das pacientes.

Traficantes atiram contra policiais na Zona Oeste

Durante a operação, os policiais civis que estão na Vila Vintém, em Realengo, na Zona Oeste, encontraram resistência dos traficantes. Houve troca de tiros e moradores da região ficaram assustados. No entanto, não há registro de feridos.

O DIA
Quadrilha que usava criança de 3 anos comprava droga em MS Quadrilha que usava criança de 3 anos comprava droga em MS

A Polícia Federal (PF), junto com o Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam), deflagrou uma operação contra a quadrilha que comandava o tráfico de drogas na Região Oeste de Belo Horizonte, atuando também no Centro da cidade. A ação policial começou na madrugada desta quinta-feira (9), no Aglomerado Morro das Pedras. Onze pessoas foram presas.

Droga apreendida em operação da Polícia Federal
(Foto: Polícia Federal / Divulgação)

A droga era adquirida nos estados de Mato Grosso do Sul e Paraná, trocada por automóveis ou por meio de depósitos bancários em nome de “laranjas”. Segundo a PF, um deles é uma criança de 3 anos de idade, filha do líder do bando.

As investigações começaram em outubro do ano passado e identificaram vários depósitos para esse fim, totalizando R$ 1.350.000,00 em transferências para contas em Mato Grosso do Sul e Paraná entre outubro de 2012 e fevereiro de 2014. O líder do grupo tinha antecedentes por homicídio, tráfico de drogas e estava em prisão domiciliar.

Ainda de acordo com a Polícia Federal, 120 policiais federais e militares participaram do cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão e 17 de prisão temporária, todos expedidos pela Justiça de Minas. Dos 11 presos, dois foram conduzidos em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e posse de drogas.

Também foram apreendidos três veículos avaliados em cerca de R$ 250 mil, três motocicletas, um revólver calibre .38, 80 pinos de cocaína, aproximadamente R$ 65 mil em dinheiro e quatro máquinas caça-níquéis.

Os 17 integrantes da quadrilha foram indiciados pela Polícia Federal. Eles devem responder por tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa, podendo ser condenados a 40 anos de prisão. Outros podem responder por posse de arma de fogo e lavagem de dinheiro, cuja pena é 18 anos de prisão.

EM.COM.BR
PF faz ‘devassa’ na Câmara de Vereadoes; 10 pessoas estão detidas PF faz ‘devassa’ na Câmara de Vereadoes; 10 pessoas estão detidas

Polícia Federal e Ministério Público Federal desencadearam nas primeiras horas da manhã de hoje a Operação Athenas, na cidade de Naviraí. Dez pessoas estão presas.

Policiais Federais apreenderam documentos e computadores na Câmara de Navirai
Foto – Cido Costa/DOURADOSAGORA

Uma das primeiras ações foi a apreensão de computadores e documentação do Legislativo naviraiense. A ação também inclui apreensões em escritórios de advogados, de empresários e nas residências de vereadores de Naviraí.

A ação conta com cerca de 200 policiais federais que estão fazendo uma ‘devassa’ naquele município com o objetivo de apurar denúncias de crimes de desvio de recursos públicos, corrupção, extorsão contra o poder Executivo e formação de quadrilha.

Foto – Cido Costa/DOURADOSAGORA

As investigações, deflagradas em 2013, indicam que alguns parlamentares teriam supostamente recebido vantagens para aprovação de leis e interferido na expedição de alvarás para estabelecimentos comerciais. Viagens não realizadas, pagas com dinheiro público, também constam na lista de denúncias apuradas pelo MPF.

O grupo cumpre sete mandados de prisão preventiva, três de prisão temporária e 35 de busca e apreensão. Além disso, houve a conduções coercitivas de 28 pessoas para a sede da delegacia da Polícia Federal de Navirai, conforme informações da assessoria da PF.

Segundo informações preliminares, vereadores estão sendo à delegacia, para prestar esclarecimentos, juntamente com outras pessoas, entre essas, políticos, servidores e profissionais liberais.

Foto – Cido Costa/DOURADOSAGORA

Entre os vereadores que já estão falando com a PF, estão o presidente da Câmara, conhecido como “Cicinho”, que chegou juntamente com a esposa dele; Adriano Silveira e Marcos Douglas, que foi candidato a deputado estadual na última eleição de 5 de novembro.

Veículos da Polícia Federal foram vistos em frente a casa de pelo menos seis dos 13 vereadores de Navirai, na manhã de hoje, e uma loja foi lacrada no centro comercial de Navirai.

A equipe do Douradosagora está no local, acompanhando toda Operação que será apresentada por volta das 10h durante entrevista coletiva à imprensa.

Com Informações Dourados Agora
Polícia desmonta quadrilha que vendia gado furtado em MS Polícia desmonta quadrilha que vendia gado furtado em MS

Uma Operação conjunta entre as Polícias Militar e Civil juntamente com a Patrulha Rural prenderam três homens, de 33, 39 e 41 anos acusados de furtar e vender gado, em São Gabriel do Oeste. Os flagrantes ocorreram ontem, durante patrulhamento na rodovia MS-435, na região do Distrito do Areado.

Foto Ilustrativa

Segundo a polícia, o gado estava num caminhão Ford/Cargo boiadeiro com dois homens de 27 e 33 anos, que relatou aos policiais que pretendiam carregar gados em uma fazenda próximo ao Córrego Macaco, porém não soube informar a procedência do rebanho. Na área indicada pela dupla, a polícia prendeu o homem de 41 anos, que seria o capataz da fazenda e o sujeito de 33 anos, que iria comprar o gado por R$ 500.

O capataz não apresentou as documentações do rebanho, que estava na mangueira, pronta para o embarque. Ele confessou que as 22 cabeças de gados eram produtos de furtos, oriundos da fazenda vizinha, propriedade de um senhor de 70 anos.

Em checagem nos celulares dos autores foram encontradas várias ligações e mensagens nos celulares de ambos, que apontavam o intermediador do negócio, um autor de 36 anos. Foi constatado que a quadrilha agia há muito tempo e realizava estes furtos em toda a região. Também foi encontrado de posse do capataz um revólver de calibre 22 de fabricação argentina e trinta munições intactas.

A quadrilha foi presa em flagrante e encaminhada para a delegacia local, juntamente com o gado, a arma, a munição e os celulares apreendidos para as providências cabíveis

Polícia identifica quadrilha por trás de caso de injúria racial a casal na web Polícia identifica quadrilha por trás de caso de injúria racial a casal na web

A Polícia Civil de Muriaé já identificou mais de 50 internautas envolvidos no crime de injúria racial ocorrido com um casal de namorados de Muriaé, após publicação de fotos no Facebook. Maria das Dores Martins, de 20 anos é negra, e Leandro, de 18 anos é branco. Eles foram ofendidos com comentários preconceituosos.

Foto Reprodução

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Segundo o delegado responsável pelo caso, Eduardo Freitas da Silva, os internautas não agiram de forma individual e ainda podem responder por outro crime: formação de quadrilha. “A maioria se organizou para aquele fim específico – de denegrir a imagem das vítimas. Nesse caso, além da injúria racial há o crime de formação de quadrilha”, explicou.

O delegado Eduardo afirmou ainda que foi feita uma parceria com a Polícia Civil São Paulo, visto que a maioria dos identificados são de lá. Ele deve ir até a capital para acompanhar o desenrolar das investigações e possíveis autuações, mas a data ainda não foi definida.

O casal namora há um ano e oito meses e esta foi a primeira vez que eles foram vítimas de preconceito. Em julho, a foto do casal foi publicada na rede social em modo público (ou seja, aberta para qualquer internauta da rede ver, curtir ou comentar) e em agosto começaram as manifestações ofensivas. Dentre os comentários estavam frases como: “Onde comprou essa escrava?”, “Seu dono?”, “Me vende ela”, “Parece que estão na senzala” e “Eu acho que você roubou o branco pra tirar foto”. Um dos comentários teve “aprovação” de 24 pessoas.

Segundo a polícia, a maioria dos agressores é de São Paulo e tem idade entre 15 e 20 anos. A polícia também verificou alguns perfis como falsos. O G1 procurou o casal nesta terça-feira (2) para falar sobre o assunto, mas as ligações não foram atendidas.

Crime recorrente

Eduardo Freitas ressaltou que a quadrilha também foi identificada em crimes envolvendo outros casais. “Eles agem de forma orquestrada e escolhem as vítimas aleatoriamente. No caso do casal de Muriaé, eles até criaram uma página [na rede social]. Nesse espaço, o grupo utilizou de xingamentos e insultos para difamar as vítimas”, confirmou.

O delegado garantiu que a intenção da polícia é identificar o chefe da quadrilha, que se reúne com intuito de promover insultos racistas. Sobre a página criada que ainda está no ar, o delegado disse que as pessoas podem denunciar para que ela seja excluída o quanto antes pelo Facebook. “O banco de dados do Facebook fica nos Estados Unidos. Por esse motivo é necessário mais tempo para que uma solicitação seja atendida. A sociedade pode auxiliar no processo fazendo as denúncias”, ressaltou.

O crime

Maria das Dores Martins registrou a ocorrência no dia 26 de agosto e relatou à Polícia Militar (PM) que tomou conhecimento do fato no dia 17 de agosto. Um inquérito foi instaurado pela Polícia Civil de Muriaé, que a princípio tem 30 dias para ser finalizado, mas o tempo deve ser prorrogado devido à complexidade da ocorrência.

A jovem participou do programa Encontro com Fátima Bernardes e falou sobre os comentários preconceituosos que ela e o namorado sofreram no Facebook. Ela contou que a primeira atitude do casal foi bloquear as fotos e sair do Facebook. Mas para dar prosseguimento às investigações policiais, eles voltaram atrás. “Logo que isso aconteceu meu namorado fechou todas as fotos. Eu desativei minha conta, mas agora está ativada porque o delegado pediu. Tem quase mil comentários. Alguns de apoio, mas a maioria racista”, disse à apresentadora.

Maria das Dores também falou em entrevista à Fátima Bernardes que nunca havia passado por uma situação destas antes. “Eu achei que era mentira porque nunca passei por isso, nem nós dois juntos. Esperamos que achem os culpados porque eles não podem ficar impunes. Foi muto triste o que aconteceu. Durante um tempo eu não queria ver ninguém, mas meu namorado me deu bastante apoio e pediu para eu não chorar”, lembrou.

EXTRA
Quadrilha é presa em Sonora envolvida com tráfico Quadrilha é presa em Sonora envolvida com tráfico

Após alguns meses de intensa investigação, que contou com apoio de três delegados, 12 investigadores e policiais de Coxim e Pedro Gomes, na manhã desta quinta-feira (7), a Polícia Civil de Sonora prendeu uma quadrilha acusada de envolvimento no tráfico de drogas que atuava no município e na região.

Carla Sampaio

José Adriano Candido da Silva, de 31 anos, apontado como peça chave da quadrilha; Edmilson Alves de Souza, de 43 anos, vulgo “Fala Grossa”; Cláudia Darc de Souza, de 33 anos, conhecida como “Claudinha”; Paulo Gomes de Lima, de 23 anos, vulgo “Galego”; Silviane Coutinho Garcia, de 19 anos, conhecida como “Gê” e Keteln Almeida Schimanski, de 22 anos, foram surpreendidos pela ação dos policiais, através de um mandado de prisão e apreensão de bens expedido pela Comarca de Sonora, e acabaram presos em suas residências.

Apesar de estar desempregado, Silva possui bens como imóveis e veículos e ostentava uma vida luxuosa no município. Entre os bens de Silva, os policiais apreenderam duas motocicletas, entre elas uma Yamaha XVS950A avaliada em R$ 31,050, um veículo Fiat Stilo, celulares, joias e uma quantia em dinheiro que ainda não foi divulgada, tudo adquirido através do tráfico de drogas.

As investigações apontaram que Silva trazia a droga até Sonora, entregava para os comparsas que realizavam o trabalho de distribuição, denominado “correria”, pelas ruas e bares da cidade.

No momento das prisões não foram encontrados entorpecentes com nenhum dos suspeitos, mas a participação deles foi comprovada através de imagens e escutas telefônicas efetuadas durante as investigações.

Marlene Alves de Souza, que é irmã de “Fala Grossa”, também foi detida por desacatar um dos policiais quando tentou impedir a prisão do irmão.

Segundo a Polícia Civil, a quadrilha deve permanecer presa por pelo menos 30 dias, sem direito a fiança, até que as investigações sejam concluídas.

Eles foram encaminhados para a Cadeia Pública de Sonora onde permanecem à disposição da Justiça.

Edição MS
PM do Batalhão de Campo Grande é preso em ação contra milícia no Rio PM do Batalhão de Campo Grande é preso em ação contra milícia no Rio

Agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas (Draco) fazem desde o início da manhã desta quinta-feira (7), em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, uma grande operação contra a milícia que atua na região. Como mostrou o Bom Dia Rio, cerca de 350 agentes participavam da ação contra grupo que, entre os crimes apontados, criou uma máfia de exploração em um condomínio do programa “Minha Casa, Minha Vida”, do Governo Federal. Até as 9h30, dos 27 mandados de prisão, 17 haviam sido cumpridos (dois já estavam presos), incluindo contra um policial militar suspeito de chefiar a quadrilha.

Foto: Reprodução/TV Globo)

Segundo a polícia, uma pessoa que não era investigada também foi presa na operação por ter um outro mandado de prisão por assalto. A operação “Tentáculos” tem o objetivo de cumprir ainda 90 mandados de busca e apreensão.

O PM João Henrique Barreto, o Cachorrão, do 40º BPM (Campo Grande), foi preso por suspeito de comandar a milícia. A prisão ocorre dois dias após José de Lima Gomes, o Gão, também apontado pela polícia com um dos chefes da quadrilha, também ser preso. Segundo a Secretaria de Estado de Segurança (Seseg), eles estariam no comando após a prisão do miliciano Toni Ângelo Souza de Aguiar, em 2013.

‘Minha casa, Minha Vida’
De acordo com as investigações da polícia, o grupo de milicianos cobrava taxas de segurança, de energia, de TV a cabo e cestas básicas dos moradores de um condomínio do “Minha Casa, Minha Vida”. Os que não pagavam poderiam ser expulsos de casa ou até mortos. O síndico também foi preso. Na residência de Ademir Horácio de Lima, foram encontradas anotações que fariam referência às pessoas que estavam em débito.

Em nota, a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança do Rio informou que, em razão da ampla área geográfica, a milícia diversificou o comando para dificultar as investigações e diminuir a exposição.

A ação teve apoio do Ministério Público (MP), Subsecretaria de Inteligência (SSINTE) da Secretaria de Segurança, Polícia Civil, Corregedoria Geral Unificada, Corregedoria da Polícia Civil, Corregedoria da Polícia Militar e Corregedoria da Secretaria de Administração Penitenciária.

Ação de mílicias na região
Em abril deste ano, famílias beneficiadas pelo programa “Minha Casa, Minha Vida”, do Governo Federal, denunciaram ameaças e assassinatos comandados por milicianos na região de Campo Grande ao RJTV. Beneficiados pelo programa que receberam um imóvel no bairro teriam sido expulsos de residências em um condomínio na Estrada dos Caboclos. Os criminosos teriam ameaçado matar quem não obedecesse à ordem de deixar a casa.

Após a retirada dos moradores, os criminosos teriam colocado as residências à venda na internet. Segundo denúncias, eles faziam ameaças aos residentes quando o dono não pagava taxas cobradas pela milícia. A equipe de reportagem ligou para um dos anúncios dos milicianos, expostos na internet. Os avisos cobram ainda taxas de água, luz e gás, que chegam a até R$ 500.

“Ali, pagamento só à vista, tá? O imóvel tá em R$ 52 mil. A pessoa vai levar um documento que está comprando, né? Um contrato, que está comprando, a pessoa vendendo, vai assinar comprador e vendedor, a pessoa vai ter todos os documentos originais do imóvel, tá?”, disse um homem, que atendeu a ligação.

Em julho deste ano, outro homem acusado de chefiar milícias na região de Campo Grande foi preso. Charles Santos Pamplona, de 35 anos, foi capturado em Cosmos e um helicóptero foi usado para levá-lo até a Barra da Tijuca, onde fica a sede da DH. Na ocasião, informações da polícia davam conta de que ele era suspeito de ser um dos assassinos do agente penitenciário Anderson Terra dos Santos, em 2013.

 

G1.com

Polícia captura quadrilha acusada de roubar joias Polícia captura quadrilha acusada de roubar joias

A polícia prendeu nesta sexta-feira (1º) quadro jovens acusados de praticar assalto em uma joalheria, na região de Dourados (MS), na última quinta-feira (31). Fernando Augusto Rohr, 19 anos, Sidney Moreira de Souza, 21, e os irmãos Welington Henrique da Silva, 19, e Wesley Marcos da Silva, 21, foram detidos e encaminhados ao 1º Distrito Policial.

Algumas joias roubadas foram recuperadas Foto: Osvaldo Duarte – Dourados News

Segundo as investigações, Fernando e Welington entraram no estabelecimento comercial e anunciado o roubo, enquanto os outros dois deram suporte do lado de fora da empresa.

Com o grupo, os policiais apreenderam duas motos, uma Honda Tornado e uma CG Titan, um revólver calibre .32, quatro munições do mesmo calibre e outras duas de calibre 22. Boa parte das joias roubadas também foram recuperadas.

Com informações do Dourados News
Quadrilha de estelionatários nordestinos é presa na Capital Quadrilha de estelionatários nordestinos é presa na Capital

Grupo se fazia de “coitadinhos” para aplicar golpes na cidade

Uma quadrilha de estelionatários foi presa ontem (29), na Capital.

Diego da Silva dos Santos, 29 anos, Edivaldo Santos Costa, 30 anos, Mário Diego Santos Bezerra, 26 anos, Denisson Santos Fontes, 26 anos, José Paulo da Silva dos Santos, 25 anos, Waltsom José dos Santos, 21 anos, Alexsandra Costa dos Santos, 25 anos e Ana Carolina da Silva Santos, 21 anos, eram todos da cidade de Laranjeiras, no Sergipe, e aplicavam golpes em várias cidades do país e, em Campo Grande, estavam agindo há um mês.

Grupo aplicava golpe na Capital há um mês (Foto: Luciano Muta)

De acordo com o delegado titular do 5º DP, Jairo Carlos Mendes, o grupo vendia livros com preços superfaturados. “Eles contavam várias histórias para convencer as pessoas de comprarem os livros.

Uma hora falavam que o dinheiro seria usado para pagar faculdade e, outra, falavam que eram ex-usuários de drogas e que precisavam de uma oportunidade, por isso vendiam os livros. Eles se faziam de coitadinhos”, explicou.

Ainda segundo o delegado, eles usavam da boa fé das pessoas para aplicarem o golpe. “Através de supostas histórias de vida tristes, eles acabavam fazendo as pessoas pagarem os valores altíssimos dos livros. O livro mais barato, que tinha o preço de R$ 100, eles conseguiam vender por até R$ 900. Induzir as pessoas e mantê-las no engano, é crime”, contou.

A quadrilha, que era muito organizada, fazia gráficos de desempenho de cada integrante e metas a serem cumpridas por cada um. “O esquema era muito bem armado, eles tinham até uma página na internet com o nome da suposta empresa, que se chamava PDL- Papelaria e distribuidora de Livros de Laranjeiras.

Eles abordavam as pessoas porta-a-porta, usavam uniformes e crachás, tudo para não levantar suspeitas. Também aceitavam cheque e cartão de crédito e débito”, explicou o delegado.

Os integrantes da quadrilha moravam todos na mesma casa, no bairro Tijuca e pretendiam permanecer na cidade até o final do ano. Ontem, eles foram presos em flagrante, no momento em que tentavam aplicar golpes no Jardim São Bento.

A Polícia Civil está investigando quantas pessoas caíram no golpe na Capital. Em Sergipe, o grupo já estava sendo procurado pela aplicação do mesmo crime.

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