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Quadrilha invade frigorífico, rende 10 funcionários e leva dois cofres Quadrilha invade frigorífico, rende 10 funcionários e leva dois cofres

Uma quadrilha com seis integrantes roubou dois cofres em frigorífico em Nova Andradina (MS), depois de render funcionários na madrugada desta segunda-feira (1º). De acordo com o Jornal da Nova, eles estavam armados com revólveres e pistolas, e chegaram até o local em uma Kombi com placas de Indaiatuba (SP).

Komi foi encontrada em chamas no Jardim Monte Carlo, em Nova Andradina (Foto: Germino Roz/Nova News)

Três dos criminosos estavam encapuzados. Cinco pessoas desceram do veículo e abordaram o segurança na portaria da empresa, enquanto o condutor dava cobertura do lado de fora. Os funcionários que chegavam para trabalhar iam sendo rendidos e levados para uma sala.

Ainda segundo o site, os bandidos queria que o segurança apontasse onde ficavam os cofres. O trabalhador sabia apenas da existência de um deles, mas os ladrões tinham conhecimento de dois. Fios de telefonia, entre outras instalações elétricas, foram cortadas com um alicate que o bando carregava. Dentro das repartições do escritório, os bandidos estouraram as portas onde estavam os cofres e colocaram na Kombi.

Eles fugiram em seguida, deixando cerca de 10 funcionários presos em uma sala no escritório. Assim que conseguiram se libertar, os trabalhadores acionaram a Polícia Militar, que conseguiu encontrar a Kombi utilizada no crime. O veículo estava queimado, com um dos cofres aberto e destruído pelo fogo. Conforme o Jornal da Nova, cerca de R$ 8 mil, cheques da empresa, notas e documentos estavam dentro dos cofres.

O Núcleo de Perícias de Nova Andradina periciou a Kombi e a empresa, onde possíveis digitais dos bandidos foram coletadas. O caso esta sendo investigado pelo Serviço de Investigação Geral (SIG). A Polícia Civil não descarta o envolvimento de funcionários ou ex-funcionários do frigorífico

Quadrilha ‘falsifica’ cão pintando vira-lata como yorkshire Quadrilha ‘falsifica’ cão pintando vira-lata como yorkshire

Animal foi vendido por R$ 400. Dono descobriu fraude quando cão passou mal

Rio – Um morador de Vila Valqueire quis fazer uma surpresa para a namorada, mas acabou passando por constrangimento: comprou, por R$ 400, um cachorro supostamente da raça yorkshire pela Internet, mas, no mesmo dia, depois de dar o presente para a amada,descobriu que tinha sido enganado. O cão, de quatro meses, é um simpático vira-lata, que tinha sido pintado com Color Jet, uma tinta spray indicada para pintura de móveis de aço, madeira, armários, e outros objetos.

O Yorkshire Terrier é um cão de pequeno porte, vigoroso, com uma pelagem sedosa
Foto: Reprodução

O animal foi vendido através de um site, por uma mulher que se identificou apenas como Priscila. O caso está sendo investigado pela 33ª (Realengo). A diretora da Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (Suipa), Izabel Cristina do Nascimento, disse já ter recebido vários cachorros pintados de forma grotesca. “Aconselhamos às pessoas a não comprarem animais pela internet. A orientação é para que os interessados não comprem, mas adotem os animais (as dicas estão na página www.suipa.org.br). Só aqui na Suipa temos 4,5 mil cães, de todas as raças, à espera de adoção”, explicou Izabel Cristina.

O simpático vira-lata ganhou nome de Thor e, na casa da família do engenheiro em Vaz Lobo, se recupera dos problemas causados pela pintura para ser vendido como yorkshire
Foto: Fabio Gonçalves / Agência O Dia

O veterinário Heitor Iglesias, da Clínica Chip Dog, que descobriu a farsa, disse que o animal chegou ao consultório muito debilitado e anêmico. “Foi preciso usar vários remédios, inclusive antibiótico. O que fizeram foi uma crueldade”, disse Heitor, revelando que já atendeu outros casos semelhantes. “Tem uma quadrilha especializada nesse tipo de golpe agindo no Rio. Tenho conversado com colegas do setor e percebido que casos desse tipo estão se tornando comuns”, adverte.

O engenheiro mecânico X., de 29 anos, detalhou a fraude: “Um homem em uma moto me entregou o cão em casa, mas não me deu nenhuma nota fiscal pela compra. À noite, o bicho, que estava com os olhos vermelhos, começou a passar mal com diarreia e vômitos. O veterinário constatou que ele tinha sido pintado e estava intoxicado pela tinta. Também estava com o rabo quebrado, indicando que houve maus-tratos e orelhas com talas para mantê-las em pé, imitando a raça”, afirma ele, indignado.

Internado por três dias

O engenheiro conta que o cachorro, que agora se recupera na casa de parentes, em Vaz Lobo, teve que ficar internado por três dias. “Fiquei envergonhado perante a minha namorada e parentes. Todos, a princípio, acharam que eu é que tinha pintado o cachorro. Foi muito constrangimento. No dia que fechei o negócio (25 de setembro) a propaganda saiu do ar e voltou hoje (ontem)”, lamentou X., que batizou o cachorro de Thor.

Tratamento comparado a criança

Abusos e maus-tratos contra animais configuram crime ambiental, de acordo com a Lei Federal número 9.605 de 1998 (Lei de Crimes Ambientais) e devem ser comunicados à polícia, que registrará ocorrência, instaurando inquérito. Caso maus tratos sejam comprovados, os agressores podem pegar de três meses a um ano de prisão. Izabel Cristina, da Suipa, faz uma série de alertas para quem deseja ter um cão em casa.

“A pessoa deve ter em mente que qualquer animal de estimação é como uma criança e deve ser tratada como tal, com alimentação adequada, higiene, vacinação banho, enfim, com todos os cuidados necessários”, adverte Izabel. O instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) recebe denúncias pela chamada Linha Verde (0800-618080).

O DIA
Gaeco suspeita que agentes públicos ajudavam quadrilha de traficantes Gaeco suspeita que agentes públicos ajudavam quadrilha de traficantes

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) suspeita que a quadrilha que usava carros de luxo para traficar drogas do Paraguai a várias regiões do Brasil tinha acordos com agentes públicos para alterar a documentação de veículos roubados. A informação foi passada pelo coordenador do Gaeco, promotor Marcos Alex Oliveira, em coletiva realizada na tarde de quinta-feira (27).

Documentos dos veículos roubados eram alterados G1MS

A operação, batizada de dublês, foi realizada em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás. No total foram expedidos 21 mandados de prisão preventiva, alguns deles para serem cumpridos em presídios. No estado foram cumpridos 11, nas cidades de Amambai, Caarapó, Coronel Sapucaia, Dourados e Jateí, todas localizadas na região de fronteira do Paraguai com o Brasil.

Não há informações sobre quantos mandados foram cumpridos nos outros estados ao fim do dia. Pela manhã, um havia sido cumprido em uma penitenciária feminina no estado de Goiás, um na penitenciária em Aparecida de Goiânia (GO) e um no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, em São Paulo.

Suspeita de integrar a quadrilha postou foto exibindo lancha em rede social Foto Reprodução/TV Globo

Também foram cumpridos no estado quatro mandados de busca e apreensão e quatro bens que teriam sido adquiridos com dinheiro do tráfico de drogas foram sequestrados pela Justiça.

Em Dourados, quatro dos presos, sendo duas mulheres e dois homens, atuavam como batedores no esquema, ou seja, iam na frente dos carros com drogas para verificar se havia policiamento na rodovia.

A investigação do Gaeco começou há oito meses. Segundo o coordenador do Gaeco, as informações que deram início ao trabalho eram de que um goiano, estabelecido em Coronel Sapucaia (MS), fornecia mais de duas toneladas de maconha por mês para Goiás e São Paulo. Após ser identificado, o suspeito foi morto, mas familiares dele continuaram na chefia tráfico.

A quadrilha, além de fornecer e transportar o entorpecente, também chefiava um grupo de pessoas que roubava caminhonetes e carros de luxo. Os veículos, conhecidos como “dublês”, porque tinham placas e chassis adulterados, eram utilizados para o transporte das drogas.

Segundo o Gaeco, alguns veículos roubados eram levados em caminhões cegonha, misturados a outros veículos, para não levantar suspeitas.

Nas estradas, a quadrilha mantinha “olheiros” que avisavam os suspeitos que levavam a maconha sobre a presença da polícia nos locais. A logística do transporte, muitas vezes, era coordenada por presos e negociada de dentro dos presídios, por celular.

Durante a investigação, 20 pessoas foram presas, 14 veículos e 8,1 toneladas de entorpecentes foram apreendidos.

Gaeco desmantela quadrilha que usava carros de luxo para levar drogas Gaeco desmantela quadrilha que usava carros de luxo para levar drogas

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) cumpre 44 mandados em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás de São Paulo.

A droga apreendida com os acusados Foto: Reprodução/TV Globo

A operação deflagrada pelo grupo do Ministério Público, por volta da 6 horas de hoje, é decorrente de investigação que durou oito meses e visa desmantelar o crime organizado que envolve tráfico de drogas e roubo de carros de luxo que serviam para o transporte do entorpecente para vários estados do Brasil.

Parte das operações criminosas eram comandadas por detentos que cumprem penas em oito presídios de MS, MT, SP e GO. Durante a ação de hoje, o Gaeco apreendeu drogas inclusive em penitenciárias de segurança máxima.

Durante as investigações, mais de oito toneladas de maconha foram apreendidas e 20 pessoas presas, anteriormente. Hoje, mais 21 mandados de prisão estão sendo cumpridos no MS e outros três Estados. São 15 mandados de busca e apreensão e oito de sequestro de bens.

A maior parte da maconha, que era comercializada pelo cartel em todo País, vinha da cidade fronteiriça de Coronel Sapucaia (MS), era estocada em Dourados e municípios vizinhos.

O entorpecente vendido sob o comando de presidiários era transportado em carros de luxo, roubados em Goiás e São Paulo, abastecidos com a droga e levados da fronteira até o Mato Grosso do Sul, inclusive em caminhões-cegonha, entre outros veículos. Olheiros eram posicionados em trechos de rodovias para avisar da presença da polícia.

O MP gravou conversas entre traficantes, em escutas autorizadas pela Justiça. Alguns já falavam de fugir da cadeia e viver, fora do País, com o dinheiro do tráfico.

PF deflagra ação contra quadrilha do tráfico; droga entrava no Brasil por Corumbá PF deflagra ação contra quadrilha do tráfico; droga entrava no Brasil por Corumbá

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (25), a Operação Krull, com o objetivo de desarticular uma quadrilha especializada em tráfico internacional de drogas. Segundo a PF, o grupo criminoso era chefiado por um dos principais fornecedores de drogas para o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Caminhão foi apreendido durante operação Foto: Polícia Federal/Divulgação

Cerca de 100 policiais cumprem 16 mandados de prisão e 15 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo e Minas Gerais. Dos mandados de prisão, 13 já foram cumpridos. A PF investigava a organização criminosa há um ano e meio. O líder da quadrilha, que cumpria pena em regime aberto em Juiz de Fora (MG), articulava, desde Iturama (MG), todos os movimentos do grupo. Nessa cidade, ele se apresentava como pecuarista.

A PF também identificou outro integrante, que ficou conhecido por envolvimento no furto ao Banco Central de Fortaleza, em 2005, e atualmente controlava o tráfico de drogas na segunda maior favela paulista. A quadrilha adquiria a cocaína na Bolívia e a transportava por meio de aeronaves, utilizando pistas de pouso localizadas nas divisas entre os estados de Minas Gerais e Goiás. A droga também era transportada por terra, entrando no Brasil por Corumbá (MS).

Depois de entregue, o entorpecente era armazenado e posteriormente transportado em veículos com compartimentos ocultos até os compradores finais, em São Paulo e no Rio de Janeiro. O pagamento era feito por envio ou coleta de dinheiro (reais ou dólares), depósitos em contas bancárias próprias ou de terceiros, ou, ainda, por remessa de dólares por meio de casas de câmbio.

Durante as investigações, foram presas em flagrante 16 pessoas e apreendidos 721 quilos de cocaína, um caminhão, cerca de R$ 400 mil e 400 mil dólares. Os presos responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de tráfico internacional de drogas e organização criminosa, podendo cumprir até 23 anos de reclusão.

PF cumpre mandados em MS, SP e PR contra quadrilha de cigarros PF cumpre mandados em MS, SP e PR contra quadrilha de cigarros

Polícia Federal, Receita Federal e Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal deflagraram na manhã de hoje (17) a Operação Delivery para desarticular organização criminosa que contrabandeava carretas carregadas com cigarros de origem paraguaia, pelas fronteiras do Paraná e as transportava até a capital de São Paulo, onde as cargas eram fracionadas e vendidas no varejo.

Agentes federais em ação contra o contrabando de cigarros

As investigações se iniciaram há um ano.

Cerca de 150 policiais federais, 12 da Receita Federal e quatro da Corregedoria cumprem 33 mandados de prisão preventiva e 35 de busca e apreensão nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Durante as investigações, 37 pessoas foram presas em flagrante, 65 veículos apreendidos e mais de 24 mil caixas de cigarros paraguaios também apreendidos – o equivalente a pouco mais de 12 milhões de maços de cigarros – que causariam um prejuízo de cerca de R$ 105 milhões em tributos evadidos.

Quadrilha atira em carro, sequestra vendedor e rouba R$ 26 mil Quadrilha atira em carro, sequestra vendedor e rouba R$ 26 mil

Um vendedor douradense foi sequestrado e roubado quando retornava para casa pela Perimetral Norte, no sentido BR-163 à MS-156 que liga Dourados a Itaporã. O crime aconteceu ontem por volta das 19 horas nos fundos da Reserva Indígena.

Tiro atingiu lataria do veículo – Foto: Osvaldo Duarte

Ele seguia num veículo Gol de Dourados quando o condutor de um Toyota Corolla emparelhou o carro junto ao dele. O homem estava acompanhado por, pelo menos, três passageiros. Um desses saiu pela janela, ficando com metade do corpo para fora e, empunhando uma arma, atirou contra o veículo do vendedor que prefere não ter no nome divulgado, por motivo de segurança.

O assaltante gritou para parar, senão iria atirar na cabeça dele. O douradense foi obrigado a estacionar o Gol. Dois membros da quadrilha entraram e o condutor foi colocado no banco traseiro. Ele foi deixado num matagal localizado em estrada vicinal entre Dourados e Panambi, com o carro mas sem as chaves.

A quadrilha fugiu no veículo Corolla, levando um total de R$ 26 mil sendo R$ 15 mil em espécie, R$ 7 mil em cheques e outros R$ 4 mil em recargas de celular.

A polícia fechou as saídas da cidade e mobilizou vários organismos policiais para localizar a quadrilha, que desapareceu.

Dourados Agora
Polícia Federal prende integrantes de quadrilha que roubava carros em MS Polícia Federal prende integrantes de quadrilha que roubava carros em MS

A PF (Polícia Federal) prendeu nesta sexta-feira (31) quatro integrantes de uma quadrilha de roubo de carros. Os criminosos foram detidos na rodovia BR-060, no município de Chapadão do Sul.

Foto Cesar Rodrigues/Chapadense News

Eles estavam com dois veículos furtados, sendo uma caminhonete Hilux e um Renault Duster. Um veículo Voyage era utilizado como batedor.

Os presos foram encaminhados para a 1ª Delegacia de Polícia Civil do município. A apreensão ocorreu durante uma fiscalização de rotina.

Foto Cesar Rodrigues Chapadense News
Quadrilha do RJ fazia abortos até em meninas de 13 anos Quadrilha do RJ fazia abortos até em meninas de 13 anos

A polícia fazia uma operação nesta terça-feira (14) para desarticular uma quadrilha que realizava abortos no Rio de Janeiro. Ao todo, são 75 mandados de prisão e 118 mandados de busca e apreensão contra integrantes da organização apontada como a principal responsável pela prática de abortos no estado. Segundo a Corregedoria da Polícia Civil no Rio de Janeiro, há registros de que a quadrilha desmantelada nesta terça-feira (14) realizava abortos em meninas de 13 anos de idade. Até as 11h40, 55 pessoas já tinham sido presas, em vários pontos do estado e uma no interior de São Paulo.

Entre os presos na operação Herodes está o médico Aloísio Soares Guimarães, considerado pela polícia como um dos chefes da quadrilha. Ele, que é morador do Leblon, faria abortos desde 1972 em uma clínica clandestina em Copacabana. Também foram presos três médicos, quatro policiais civis, dois policiais militares –- entre eles um major – e um bombeiro. Há também apreensão de material, como medicamentos e documentos.

Polícia prende um dos 75 suspeitos de integrar
quadrilha de aborto no Rio (Foto: Reprodução/
TV Globo)

 

De acordo com o delegado da corregedoria, Felipe Bittencourt do Vale, a demanda era muito maior do que a oferta. “Em determinadas clínicas, o médico chegava a se recusar a atender mais de 10 gestantes por dia”, afirmou.

Outro médico foi preso na cidade de Cruzeiro, no interior de São Paulo. O ginecologista foi detido em casa, no bairro Retiro da Mantiqueira.

Na ação, a polícia apreendeu pelo menos R$ 532 mil, grande parte em dólares. O dinheiro foi encontrado na casa do médico Aloísio Soares Guimarães (a maior parte) e do inspetor da Polícia Civil Francisco de Paula da Silva.

Polícia apreende dinheiro durante Operação
Herodes contra quadrilha de abortos no RJ
(Foto: Janaína Carvalho/G1)

A investigação, que durou 15 meses, é a maior já realizada para combater esse tipo de prática criminosa no Brasil, em um inquérito policial com 56 volumes e 14.108 páginas. O levantamento mostrou que duas mil mulheres teriam se submetido a alguma intervenção em clínicas clandestinas e 80 delas já foram ouvidas pela polícia.

Durante a apuração, a Corregedoria Interna da Polícia Civil do Rio de Janeiro (Coinpol) constatou que a organização criminosa era dividida em sete núcleos – Campo Grande, Copacabana, Botafogo, Bonsucesso, Rocha, Tijuca, Guadalupe – com área de atuação na capital e na Região Metropolitana.

De acordo com as investigações, o público alvo da quadrilha eram mulheres, inclusive menores de idade, nas mais variadas etapas de gestação, até o sétimo mês de gravidez. Os valores cobrados pelo grupo por procedimento abortivo é de até R$ 7.500. Por mês, cada núcleo chegava a lucrar até R$ 300 mil.

Indiciados por integrar quadrilha de prática de
aborto no Rio (Foto: Janaína Carvalho/ G1)

Com base em documentos apreendidos pela Coinpol em uma clínica em Bonsucesso, no Subúrbio do Rio, foi possível identificar cerca de dois mil procedimentos realizados, com receita provável acumulada de R$ 2.771.150.

A organização criminosa, além de atender gestantes do Rio de Janeiro, prestava serviços para mulheres grávidas de outros estados, atendendo sempre em locais sem quaisquer condições de higiene e salubridade, expondo a risco a integridade física e a saúde das pacientes.

A Operação Herodes conta com a participação de 70 delegados e 430 agentes da Polícia Civil, com o uso de 150 viaturas e apoio da Corregedoria Geral Unificada (CGU), da Corregedoria Interna da Polícia Militar e do Exército Brasileiro. Havia equipes de policiais civis também em São Paulo e Espírito Santo para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão.

‘Marco’
Segundo o chefe de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Fernando Veloso, a operação representa um marco na história desse tipo de crime. “A história dessas pessoas demonstra que eles já vêm há muitos anos numa história de crimes sem punição. A legislação é muito benevolente com esse tipo de crime”, afirmou Veloso, destacando que até hoje essas pessoas eram presas apenas em flagrante e depois acabavam sendo soltas por alguma medida cautelar. Na ação desta terça a polícia visa cumprir mandados de prisão preventiva contra os 75 indiciados.

Para fugir da ação policial, a quadrilha chegou a usar o esquema de clínica itinerante. “Usavam, inclusive, a residência de seus integrantes para burlar a polícia. Há registros também de membros da clínica de Campo Grande atuando em Xerém, em Duque de Caxias”, afirmou o delegado Felipe Bitencourt.

De acordo com a polícia, entre os médicos presos na operação desta terça há casos como o do médico Aloísio Soares Guimarães, que teve a primeira anotação criminal pelo crime de aborto em 1972, e o do médico Bruno Gomes da Silva, que teve a primeira anotação em 1977. Ambos continuavam cometendo o crime de prática abortiva até hoje. Além de 180 mil dólares apreendidos na casa do médico, também foram encontrados documentos da abertura de uma conta na Suíça e um extrato de 5 milhões, que a polícia está apurando se na moeda real ou dólar.

Na casa de Aloísio também foram encontrados dois aparelhos de sucção utilizados para realizar abortos. “Os médicos que estão sendo presos hoje são açougueiros humanos. Eles matam como se estivessem matando bezerros. Essa é a visão dessas pessoas”, criticou o delegado Glaudiston Galeno, ressaltando que apenas a médica Ana Maria G. Barbosa, presa na manhã desta terça, já havia sido denunciada em 2001 pela prática de 6.352 abortos.

Crimes além do aborto
Os 75 indiciados respondem pela prática de 37 abortos, mas ao longo dos 15 meses de investigação também forma apurados diversos crimes que foram imputados diversos deles de formas variadas, são eles: corrupção passiva, prevaricação, exercício ilegal da medicina, associação para o tráfico de drogas, corrupção ativa e associação criminosa armada.

Entre os agentes públicos presos na ação estão o major da Polícia Militar Paulo Roberto Nigri, e o inspetor da Polícia Civil Alexandre Vieira de Lima, que dariam proteção ao esquema da clínica de abortos de Copacabana, uma das que possuía maior faturamento.
Ainda de acordo com a Corregedoria, a sensação de impunidade e a alta lucratividade motivavam médicos indiciados. “Essas apreensões são só o começo. Todos eles moravam na Zona Sul e na Barra, tinham carros como Mercedes Bens, Audi e Toyota Corola e moravam em apartamentos de luxo”, afirmou Galeno.

Beltrame: ‘Nossa função é cortar na própria carne’
Para o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, a polícia do Rio deu um passo a frente no combate a esse tipo de crime. “A polícia do Rio de Janeiro da um exemplo para todo o Brasil. Esses não é um problema aqui do Rio de Janeiro, é um problema recorrente em varios lugares, mas o Rio de Janeiro na dimensão desse trabalho arranca na frente”, disse Beltrame.

Sobre a atuação de policiais civis e militares na quadrilha, Beltrame voltou a garantir que qualquer policial que cometa crimes será investigado e punido. “Não escolhemos trabalho. Se for policial civil ou militar a gente tem que fazer esse trabalho. É função nossa cortar a própria carne. Eu acho que a polícia ela só ganha com isso. Mostra para a sociedade que ela busca a autoria em quem tiver praticando esse tipo de ato”, garantiu o secretário que não descarta a possibilidade de expulsão dos agentes, mas lembrou que é preciso dar a esses policiais a chance da ampla defesa, como determina a constituição.

Casos recentes
Dois casos recentes de abortos chamaram a atenção da sociedade. Jandira Magdalena dos Santos, de 27 anos, morreu durante o procedimento de aborto. O corpo foi encontrado dentro de um veículo queimado na Zona Oeste da cidade. Depois de mais de um mês de investigações, nove pessoas foram indiciadas pelos crimes de homicídio qualificado, aborto, ocultação de cadáver e formação de quadrilha.

Jandira dos Santos morreu durante procedimento de
aborto (Foto: Reprodução / Facebook)

Elizângela Barbosa, de 32 anos, também morreu depois de ser submetida a um aborto em Niterói, Região Metropolitana do Rio. A mulher, que tinha três filhos, estava grávida de cinco meses e decidiu não ter o quarto filho. Na operação, um tubo de plástico foi deixado dentro do útero, fato que foi comprovado pelos legistas. Na delegacia, o marido dela disse que deixou a esposa na periferia de São Gonçalo, onde ela se encontrou com um homem que a levaria à clínica de aborto. Na bolsa, a vítima levava R$ 2,8 mil para pagar pelo procedimento.

 

G1.com

Operação contra quadrilha de aborto prende médicos e PMs Operação contra quadrilha de aborto prende médicos e PMs

Quadrilha faturou cerca de R$ 2 milhões com 2.500 abortos
Criminosos trabalhavam em sete núcleos espalhados pela cidade e o lucro era de R$ 300 mil por mês

Rio – Considerada a maior quadrilha especializada em abortos do Rio foi desmantelada na manhã desta terça-feira na Operação Herodes, da Corregedoria Interna da Polícia Civil do Rio de Janeiro (Coinpol). De acordo com os policiais, eles trabalhavam em sete núcleos espalhados pela cidade e cobravam até R$ 7.500,00 por procedimento. Ainda segundo a investigação, a quadrilha realizou por volta de 2.500 abortos, com um lucro estimado de R$ 2 milhões. Nesta terça, foram apreendidos R$ 532 mil em espécie, entre reais e dólares.

Policiais civis, PMs, médicos, advogados, um bombeiro e um militar do Exército estão entre os presos na operação para desmantelar uma quadrilha especializada em abortos Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia

A operação contou com a participação de 70 delegados e 430 agentes da Polícia Civil e apoio da Corregedoria Geral Unificada (CGU), da Corregedoria Interna da Polícia Militar e do Exército Brasileiro. Durante entrevista coletiva na Cidade da Polícia, que teve a participação do chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, a Corregedora da Polícia Civil, delegada Adriana Mendes, e os delegados Glaudiston Galeano e Felipe Bittencourt, da Coinpol, foi explicado como agia a quadrilha.

A investigação durou 15 meses e até o momento, 56 pessoas foram presas por envolvimento no esquema. Desse total, cinco já estavam presas. O objetivo era cumprir 75 mandados de prisão e 118 mandados de busca e apreensão. Entre os presos, há três médicos, quatro policiais civis, dois PMs e um bombeiro. Há também apreensão de material, como medicamentos e documentos. Guilherme Estrela Aranha, Evangelista Pinto da Silva Pereira, Iracema Ferreira Piske, José Luís Pereira, André Luiz da Silva, Aloísio Soares Guimarães e José Luiz Gonçalves são considerados os líderes da quadrilha.

Um médico acusado de fazer parte da quadrilha especializada em abortos foi preso nesta terça-feira, na Av. Atlântica, em Copacabana Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia

Na Avenida Atlântica, 3.700, na orla de Copacabana, Zona Sul do Rio, policiais da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) prenderam o perito legista aposentado. No apartamento do acusado foram apreendidos documentos, computadores e alguns objetos de interesse específico da investigação, segundos agentes.

Na Rua Antônio Basílio, 493, na Tijuca, na Zona Norte, agentes da Coinpol prenderam um major que seria lotado em um batalhão da PM na Zona Sul. Os presos estão sendo levados para a Cidade da Polícia.

Ao longo das últimas décadas, eles realizavam manobras abortivas em mulheres nas mais variadas fases de gestação, incluindo as avançadas, pelas quais eram cobradas quantias mais elevadas. Além disso, eles atendiam gestantes de outros estados. O atendimento acontecia sempre em locais sem quaisquer condições de higiene e salubridade, expondo a risco a integridade física e a saúde das pacientes.

Traficantes atiram contra policiais na Zona Oeste

Durante a operação, os policiais civis que estão na Vila Vintém, em Realengo, na Zona Oeste, encontraram resistência dos traficantes. Houve troca de tiros e moradores da região ficaram assustados. No entanto, não há registro de feridos.

O DIA

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