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Igreja estima que 20 mil argentinos virão ao Brasil para ver o Papa Igreja estima que 20 mil argentinos virão ao Brasil para ver o Papa

Cerca de 20 mil argentinos devem viajar em julho para o Brasil para participar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e ver seu compatriota, o Papa Francisco, que fará sua primeira viagem ao exterior desde sua eleição em 13 de março.

“Estimamos que apenas da cidade de Buenos Aires teremos 5.000 participantes e acredito que seremos mais de 20.000 de todo o país”, indicou Mario Miceli, responsável pela pastoral da juventude da arquidiocese de Buenos Aires.

Sob o lema “Somos a Diocese do Papa, a Igreja de Francisco”, os jovens da capital argentina, cidade natal do ex-cardeal Jorge Bergoglio e agora pontífice, peregrinarão ao Rio de Janeiro para não perder o encontro que acontecerá entre os dias 23 e 28 de julho.

O Papa Francisco segura um pombo antes da sua audiência geral de quarta-feira na Praça de São Pedro, no Vaticano. (Foto: Stefano Rellandini/Reuters)

Miceli lembrou que na JMJ passada, realizada em Madri, participaram cerca de 6.000 argentinos, mas que agora as condições mudaram muito e, neste caso, estão fazendo grandes esforços para levar os fiéis mais pobres, e não apenas aqueles em boas condiçõess financeiras.

“Viajaremos de avião ou ônibus. Queremos que esta seja uma jornada diferente das anteriores, nas quais só puderam viajar pessoas de uma realidade socioeconômica melhor. Queremos uma representação social mais ampla e queremos que viajem pessoas das cidades mais pobres”, afirmou.

A escolha de Francisco para o trono de Pedro despertou um grande fervor religioso em um país em que 75% da população se diz católica, segundo a Igreja, principalmente nos bairros pobres que o ex-arcebispo de Buenos Aires visitava com frequência.

“Estamos trabalhando nos bairros, fazendo economias, recebendo contribuições, doações e fazendo várias atividades para arrecadar fundos para que aqueles que têm menos possam estar perto dele”, explicou Miceli.

Os argentinos já têm em suas listas 11.871 jovens entre 14 e 35 anos, além de freiras e padres. Haverá cerca de 700 voluntários de várias dioceses do país e dezenas de bispos, de acordo com a Agência de Notícias Católica Argentina (AICA).

O Papa voltou a falar de sua “pátria amada” em uma carta enviada à presidente Cristina Kirchner, em ocasião da celebração da Independência argentina, em 25 de maio.

Francisco enviou uma “cordial saudação em ocasião do Dia Nacional deste país amado” e os parabéns a “todos os argentinos”.

A JMJ, o grande encontro global de jovens com o Papa, reunirá no Rio de Janeiro cerca de 2,5 milhões de jovens, a maioria dos países da região.

Esta é a segunda vez que a conferência é realizada na América Latina, 26 anos depois da de Buenos Aires, presidida pelo então Papa João Paulo II.

“Em julho, eu estarei no Rio de Janeiro para receber o mundo, juntamente com o Papa, o nosso pastor. E você?”, indica um anúncio do site de uma empresa de viagens, que exibe com uma foto de seis freiras em hábitos brancos e, sobre eles, uma camisa com o logotipo da JMJ: um coração com o Cristo Redentor e a cruz peregrina, nas cores verde, amarelo e azul.

“Nós já estávamos organizando a viagem para a JMJ há meses, mas após a eleição de Francisco, a procura aumentou consideravelmente”, contou Lucas Saladino, da Bramasole, uma empresa de turismo especializada em excursões religiosas.

A agência, que visa um público mais velho e de alto poder aquisitivo, esgotou seu pacote de 30 lugares a um custo de US$ 1.490.

Outro pacote ainda disponível oferece mais conforto, incluindo sete noites em um hotel e translado para Guaratiba, onde o Papa celebrará a vigília e a missa da JMJ, por US$ 2.600.

A expectativa é de que os argentinos sejam os estrangeiros em maior número presentes no Brasil para o evento.

 

G1.com
Presa em Goiás quadrilha suspeita de roubar e adulterar leite Presa em Goiás quadrilha suspeita de roubar e adulterar leite

A polícia prendeu na cidade de Morrinhos sete pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha de roubo e adulteração de leite em vários municípios da região sul de Goiás. Segundo as investigações, a carga roubada era levada para uma fazenda próxima ao trevo que dá acesso à cidade de Buriti Alegre, a 192 km de Goiânia. Após ser adulterado com água, sal e açúcar, o leite era armazenado em péssimas condições de higiene, em meio a insetos como baratas.

De acordo com a polícia, o leite adulterado era vendido para laticínios clandestinos, também em Goiás. A prisão dos suspeitos aconteceu na madrugada de domingo (19). Os suspeitos serão apresentados na manhã desta segunda-feira (20) na Delegacia da Polícia Civil de Morrinhos.

Produtos usados para adulterar leite eram guardados em meio a baratas (Foto: Reprodução / Polícia Civil)

De acordo com a polícia, o crime era cometido há vários anos e toda semana, pelo menos, 10 mil litros do produto eram desviados. O prejuízo, só em Morrinhos, chega a R$ 60 mil.

A quadrilha começou a ser monitorada em novembro do ano passado. Em apenas uma das rotas feitas pelos criminosos, a polícia encontrou três caminhões que já tinham transportado 700 mil litros de leite em uma semana.

 

G1.com
Recomendado pela ONU, consumo de insetos na dieta já ocorre no Brasil Recomendado pela ONU, consumo de insetos na dieta já ocorre no Brasil

O consumo de insetos na alimentação humana, recomendado em um relatório publicado nesta semana pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), já existe em algumas espécies que são consumidas no Brasil.

A mais comum é a formiga tanajura, que é um alimento relativamente tradicional em áreas do interior de Minas Gerais e do Nordeste, em forma de farofa. Outro inseto conhecido é a larva do besouro Pachymerus nucleorum, que se instala dentro de frutos, e que por isso também é conhecida como “larva do coquinho”. Seu consumo faz parte de brincadeiras na zona rural e de treinamentos de sobrevivência na selva.

Pão de queijo recheado com larvas é uma das receitas modernas com o uso de insetos (Foto: Eraldo Costa Neto/Divulgação)

Os órgãos oficiais ainda não dão muita importância ao assunto, apesar da recente recomendação do órgão da ONU. No Guia Alimentar para a População Brasileira, o Ministério da Saúde não faz nenhuma menção ao consumo de insetos. Já a Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan) do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) entende que esse hábito alimentar não faz parte da cultura brasileira e não tem estudos neste sentido. O Ministério da Agricultura, por sua vez, afirma que não há registro oficial de estabelecimentos que produzam insetos para o consumo humano.

“Eu espero fortemente que o governo brasileiro reconheça os insetos como fonte de alimentos dos brasileiros”, afirmou Eraldo Costa Neto, professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (BA) que pesquisa as relações entre humanos e insetos. “Infelizmente, o governo brasileiro ainda vê insetos como pragas”, completou o especialista, que foi o único brasileiro a participar da convenção da FAO que deu origem ao relatório publicado na segunda.

À espera de reconhecimento
Apesar de o Ministério da Agricultura dizer que nunca registrou nenhum produtor de insetos para consumo humano, uma empresa de Minas Gerais afirma que já entrou com o pedido para obter a licença e que ainda não recebeu resposta.

Torta feita com larvas (Foto: Liza Flores/Grupo Vale
Verde/Divulgação)

Na verdade, a Nutrinsecta é especializada na produção de insetos para a alimentação de animais. No entanto, como os animais são tratados em um ambiente limpo e saudável, não há nenhum empecilho para o consumo humano. Isso atrai chefs de cozinha e curiosos, que, esporadicamente, usam esses ingredientes para desenvolver seus pratos.

Com a orientação da FAO, a empresa espera que o mercado cresça e se prepara para atender a uma possível demanda. “Hoje, eu estou muito feliz porque realmente nunca fiz nenhuma gestão para alimentação humana, exatamente pelo preconceito”, afirmou Luiz Otávio Gonçalves, presidente do Grupo Vale Verde, ao qual a Nutrinsecta pertence. “Mas agora eu posso sair do armário”, brincou o empresário.

Os insetos produzidos no local são os tenébrios — um tipo de besouro do qual se consome a larva, nos tipos comum e gigante — grilo preto, barata cinérea, larva de mosca e pupa de mosca.

A criação de insetos nasceu de um hobby de Gonçalves, que mantém um viveiro com aves raras em um parque mantido pela empresa em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, ajudando, inclusive, a reproduzir espécies em extinção.

No início, as aves eram alimentadas com sementes, como na natureza. Porém, como gastam menos energia no cativeiro, o excesso de gordura das sementes prejudicava o sistema reprodutivo das aves. O criador pediu ajuda a especialistas e foi instruído a usar insetos como ração. “O nível de reprodução das aves foi de 35% para 70%”, contou.

A partir daí, o grupo começou a criar seus próprios insetos. Hoje, a produção está em uma tonelada por mês, com planos de expansão, mas a ideia principal continua sendo o uso como ração animal.

Valores nutricionais
A recomendação da FAO pelo consumo de insetos se dá pela grande quantidade de proteínas encontrada nestes animais. Os números variam muito de acordo com o tipo de inseto, mas as espécies já consumidas no Brasil e as produzidas pela Nutrinsecta têm valores bem acima dos alimentos tradicionais, como mostra a tabela ao lado.

“As proteínas são nutrientes necessários ao organismo para o crescimento, desenvolvimento e reparação dos tecidos corporais. Além de fazerem parte de diversas estruturas do organismo, compõem enzimas, hormônios, fazem transporte de nutrientes e compõem o sistema imunológico”, explicou a nutricionista Lara Natacci, responsável técnica da Dietnet Assessoria Nutricional, de São Paulo.

A orientação dos nutricionistas é que uma pessoa consoma entre 0,8 e 1 grama diária de proteínas para cada quilo de seu peso. Em outras palavras, quem pesa 50 kg deve ingerir entre 40 e 50 gramas de proteínas em um dia.

Embora o relatório tenha sugerido os insetos como uma forma de combate a fome, esse não é o único objetivo da organização. A ideia, em longo prazo, é criar o hábito e incluí-lo no cardápio como um todo. “Inseto não é para gente pobre e desnutrida. Inseto é para ser consumido por todos”, afirmou o especialista Eraldo Costa Neto.

Por serem ricos em proteínas, os insetos conseguiriam suprir a mesma produção de nutrientes do gado gastando menos recursos – água, área e alimentos. Como a tendência é que o preço da carne bovina suba muito ao longo do século, a dieta de insetos tende a ganhar adeptos. “É uma alternativa não só econômica, como também ecológica”, apontou Costa Neto.

Os insetos também são muito ricos em gordura, mas o tipo de gordura é diferente do encontrado nos bovinos, por exemplo. “Eles têm gorduras poli-insaturadas, que não nos fazem mal, diferentemente da picanha”, indicou o pesquisador. Esse tipo de gordura é semelhante à encontrada em peixes e sementes oleaginosas, comumente indicada por médicos.

Outro ponto a favor dos insetos na tabela nutricional são os minerais – em especial o ferro, essencial para combater a anemia. Em geral, eles têm, no mínimo, a mesma quantidade de ferro presente na carne vermelha – que, por sua vez, já é considerada rica na substância.

Eles têm ainda quantidades significativas de sódio, potássio, zinco, fósforo, manganês, magnésio, cobre e cálcio, e a quantidade varia de espécie para espécie.

Cuidados
Os defensores desse tipo de alimentação não sugerem, no entanto, que insetos encontrados em casa sejam incluídos na dieta da noite para o dia. “Não se devem pegar animais a torto e a direito porque eles podem ter contaminantes”, alertou Costa Neto.

Com isso, o especialista não se refere apenas à sujeira que eles podem trazer, mas também a toxinas naturais que podem existir nesses organismos. Existem milhões de espécies de insetos e muitas delas não são comestíveis em hipótese nenhuma.

“Falta ainda muita pesquisa básica – de biologia – para saber que espécies de insetos estariam aptas para o consumo humano”, disse o especialista.

Outro cuidado necessário para quem tiver curiosidade em consumir os insetos tem que ter é em relação às alergias. Os crustáceos, como o camarão e a lagosta, pertencem ao mesmo filo que os insetos, o dos artrópodes. Assim, quem tiver alergia a um grupo possivelmente também terá reação alérgica ao outro.

 

G1.com
Embaixada acusa Brasil de usar “expediente repugnante” para reter mala diplomática Embaixada acusa Brasil de usar “expediente repugnante” para reter mala diplomática

A embaixada da Nicarágua no Brasil entrou nesta quinta-feira com mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal Federal) acusando o governo brasileiro de reter “arbitraria e ilegalmente” uma mala diplomática no aeroporto de Guarulhos.

Os advogados da representação estrangeira pedem ao presidente da Corte, Joaquim Barbosa, que determine liminarmente a devolução da correspondência, retida há quase três meses na alfândega.

Eles dizem que há ameaça iminente de dano à mala diplomática e lembram que esse tipo de carregamento pode “conter documentos sigilosos os quais, se revelados, gerarão possíveis incidentes diplomáticos internacionais”.

A Convenção de Viena, da qual o Brasil é signatário, protege esses carregamentos e determina que eles não podem ser abertos nem retidos em qualquer alfândega dos países que aderiram ao acordo.

Em 22 de fevereiro, um container despachado pela embaixada da Nicarágua na Flórida foi despachado para o Brasil. Inspetores do aeroporto de Guarulhos acharam o volume e o peso excessivos e destoantes dos padrões costumeiros. Desconfiados de seu conteúdo, decidiram retê-lo.

Em seguida, pediram ao Ministério das Relações Exteriores que comunicasse o fato à embaixada da Nicarágua, solicitando autorização para que o contêiner fosse aberto e revistado.

A embaixada respondeu então que preferia que o material fosse enviado de volta à Flórida, como determina a Convenção de Viena em casos como esse. Até agora, no entanto, isso não ocorreu.

“Resta claro que o governo brasileiro, representado pelo senhor inspetor-chefe da alfândega do aeroporto de Guarulhos, está a se utilizar de expediente repugnante e desrespeitoso das regras internacionais diplomáticas, atentando contra disposições que são verdadeiros alicerces dos princípios civilizatórios de qualquer nação”, diz a petição, assinada pelos advogados Sergio Bermudes, Andre Silveira e Ana Paula Siciliano.

 

Folha.com.br
Acesso à internet no Brasil cresce, mas 53% da população ainda não usa a rede Acesso à internet no Brasil cresce, mas 53% da população ainda não usa a rede

O acesso à internet cresceu 143,8% entre a população com 10 anos ou mais de 2005 para 2011, enquanto o crescimento populacional foi de 9,7%. Apesar da disparada, 53,5% dos brasileiros dessa faixa etária ainda não utilizam a rede. O estudo, feito com dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), foi divulgado hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). “Houve um avanço significativo, mas ainda há uma parcela considerável da população que não acessa a internet. Esse problema será resolvido conforme se reduzir a desigualdade”, afirma Cimar Azeredo, coordenador da pesquisa do IBGE. Os entrevistados foram questionados se tinham acessado a internet nos três meses que antecederam o levantamento.

Em 2011, a menor parcela de brasileiros que usaram a rede (21,4%) está entre aqueles que não têm rendimentos ou recebem o equivalente a um quarto do salário mínimo (R$ 169,50). Já a maior (76,1%) é de quem tem renda entre três e cinco pisos salariais (R$ 2.034 a R$ 3.390). Foi considerado o rendimento mensal per capita. Já os que têm ganhos maiores do que cinco mínimos tiveram um percentual menor do que aqueles com a renda imediatamente inferior, de 67,9%. A explicação está no fenômeno chamado “efeito geração”. “Entre os que têm renda mais alta há uma presença muito forte de pessoas com 50 anos ou mais, que em muitos casos não tiveram essa inclusão durante o período escolar”, diz Aze

Médico estrangeiro poderá ficar até três anos no Brasil, afirma Mercadante Médico estrangeiro poderá ficar até três anos no Brasil, afirma Mercadante

O ministro Aloizio Mercadante (Educação) informou nesta terça-feira (14), em audiência pública no Congresso, que o ingresso de médicos formados no exterior –em países como Cuba, Portugal e Espanha, por exemplo– será uma política temporária e os profissionais selecionados poderão atuar no Brasil por um prazo de até três anos.

Segundo o ministro, há uma “política estruturante” para o aumento do número dos profissionais no Brasil, que será feita com abertura de novas escolas de medicina em regiões onde hoje há carência de médicos e estrutura para recebê-los. Isso será feito por meio de editais do MEC (Ministério da Educação), que deverão ser publicados ainda neste semestre.

Ao mesmo tempo, disse o ministro, haverá uma “política de transição”. Médicos com registro em seu país virão para o Brasil e trabalharão com registro provisório em regiões onde hoje faltam esses profissionais. A atividade receberá tutoria das universidades federais.

Esses médicos não poderão atuar na rede privada e não receberão um registro definitivo no país, disse o ministro.

Durante a audiência, a senadora Kátia Abreu (PSD-TO) criticou a impossibilidade desses profissionais atuarem em consultórios particulares. “Quem é que vai controlar isso? Ninguém vai dar conta de controlar o mercado. Por que essa reserva de mercado?”, questionou.

REVALIDA

Mercadante disse ainda que o governo realiza estudos para “calibrar” o Revalida, prova de revalidação de diplomas de medicina obtidos no exterior. O ministro, entretanto, negou que isso signifique facilitar o conteúdo cobrado na prova.

“Não vamos flexibilizar o Revalida. Estamos pré-testando para ter uma régua [de avaliação]. (…) O MEC não vai resolver essa questão baixando o sarrafo para que todos possam virar médicos no Brasil”, disse.

Durante a audiência, Mercadante sugeriu debate sobre proposta do médico Adib Jatene de que, ao terminar o curso, o médico fique dois anos trabalhando no SUS (Sistema Único de Saúde).

 

Folha.com.br
Mesmo sem acordo, governo tenta aprovar MP dos Portos na Câmara Mesmo sem acordo, governo tenta aprovar MP dos Portos na Câmara

Sem acordo sobre o texto da MP dos Portos, o governo tentará nesta terça-feira (14) um consenso entre partidos da própria base para conseguir aprovar a proposta na Câmara. A votação do novo marco regulatório para o setor portuário brasileiro foi adiada na noite de segunda (13) pela segunda vez, e será novamente colocada na pauta do plenário a partir das 11h.

O presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), à dir, conversa com deputados em primeira sessão sobre MP dos Portos (Foto: Zeca Ribeiro/Ag. Câmara)

Líder do governo na Casa, o deputado Arlindo Chinaglia diz que o primeiro objetivo é evitar a paralisação forçada do andamento da votação entre os próprios governistas.

“Podemos ter ou não o ‘kit obstrução’. Não adianta fantasiar. Essa é uma possibilidade real. Meu primeiro trabalho é fazer com que os partidos da base não entrem em obstrução, o PMDB e o PP”, disse o petista.

O governo corre contra o tempo para aprovar a medida provisória, porque ela perde a validade na próxima quinta (16). Depois de passar pela Câmara, o texto ainda precisará ser votado no Senado. Para que seja respeitado o prazo de tramitação, é necessário que a proposta seja aprovada até a meia-noite desta terça (14) na Câmara.

Chinaglia afirmou que o governo já negociou “tudo o que podia” e que ficará satisfeito se obtiver um acordo de procedimento, com garantia de que não haja obstrução. “Eu já disse que o governo já negociou tudo o que podia. O acordo que eu busco agora é o acordo de procedimento. É provável que eu faça contatos bilaterais com líderes.”

Nesta segunda, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), encerrou às 20h07 a sessão extraordinária convocada exclusivamente para votação da MP dos Portos e convocou a nova sessão extraordinária com a mesma finalidade. Na sessão desta segunda,  deputados insatisfeitos com a proposta do governo não registraram presença em plenário e evitaram a votação.

Negociação
Nesta quinta (13), terminou sem acordo uma reunião de mais de quatro horas entre partidos da base aliada, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e o ministro da Secretaria dos Portos, Leônidas Cristino. Deputados da base aliada deixaram o encontro insatisfeitos e acusam o governo de querer negociar sem disposição de ceder.

Segundo o líder do PSB, Beto Albuquerque (RS), o Planalto entrou nas negociações como quem “entra  num matadouro”. “As propostas divergentes têm que ser ouvidas. O toma-lá-dá-cá e o tudo ou nada não funcionam. O governo diz que quer aprovar, mas diz que quer só de um jeito. Como é que você entra numa negociação como se entra num matadouro?”, disse.

O governo não concorda com uma emenda aglutinativa assinada pelo PMDB que altera vários pontos do texto original. A emenda reúne propostas do PMDB e de outros partidos, entre os quais PSDB e PSB. Se aprovada a emenda, todas essas propostas passam a valer, o que configura um novo texto. Restaria à presidente Dilma Rousseff a opção de vetar as alterações feitas.

Visto por integrantes do Planalto como um dos principais opositores da proposta governista, o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), rebateu nesta segunda (13) as críticas do Executivo. Para ele, o governo faz “julgamento fascista” ao sugerir que quem discorda de seu projeto está “com o mal”.

“Se com o fato de a gente discordar de detalhe, a gente pode estar dificultando o governo, isso me parece um julgamento meio fascista. Coloca as pessoas na condição de que o bem está só de um lado. Ou de quem discorda de um detalhe está com o mal. Não é assim que as coisas funcionam”, queixou-se Cunha.

‘Votar diferente’
Em sinal de apoio ao líder do PMDB, o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), saiu em defesa da emenda de Cunha. Ao chegar à Câmara na tarde desta segunda, Alves disse que o Legislativo tem o direito de “pensar e votar diferente” das orientações do Executivo.

“A presidente Dilma e a ministra Gleisi [Hoffmann, chefe da Casa Civil], que é senadora, todos nós temos uma formação democrática para entender que é um direito do Parlamento pensar diferente e votar diferente”, ressaltou o peemedebista.

O quórum mínimo para votações é de 257. No momento em que Alves anunciou o adiamento da votação, 244 deputados tinham registrado presença. Após o anúncio, mais deputados registraram presença, e o quórum chegou a 258.

“Poderíamos até aguardar mais meia hora para alcançar o quórum, mas como sabemos que partidos vão obstruir, e como não cabe mais discussão sobre a matéria, o quórum estaria muito apertado para uma votação de alto risco. E essa matéria terá que ter, sim, uma votação consciente, tranquila e serena”, explicou Alves ao encerrar a sessão.

Emenda do PMDB
Entre outros pontos, a emenda assinada pelo PMDB reduz o prazo de renovação dos contratos de arrendamento ainda em vigor. O texto original do governo prevê que a autorização para instalação portuária teria prazo de 25 anos, e poderia ser prorrogada sucessivamente por igual período. O texto da emenda, contudo, autoriza apenas uma prorrogação por 25 anos.

A emenda prevê ainda a possibilidade de a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) delegar à “administração do porto” a organização dos procedimentos de licitação para exploração de serviços portuários. O texto original faculta apenas à Antaq a prerrogativa de realizar a licitação para concessão e arrendamento dos portos.

 

 

G1.com
Citroën revela substituto do C4 Pallas Citroën revela substituto do C4 Pallas

A Citroën revelou novas fotos do sedã que substituirá o C4 Pallas. Fabricado na Argentina, o sedã chegará ao Brasil no início do próximo semestre, conforme antecipado em outubro.

Nas imagens, o modelo já aparece com o nome que será adotado no mercado brasileiro: C4 Lounge.

Divulgação

O novo modelo é 15 cm mais curto que o Pallas, com 4,62 m de comprimento. O entrei-eixos de 2,71 m foi mantido.

A Citroën ainda não confirmou detalhes técnicos, mas são esperadas versões com o motor 2.0 flex (151 cv) e com o 1.6 turbo (165 cv), já utilizado em outros carros do grupo PSA Peugeot Citroën.

Divulgação

O câmbio automático de quatro velocidades deve ser substituído por um de seis marchas, já adotado em outros modelos da marca.

Os instrumentos serão colocados no lugar convencional (à frente do motorista) e, segundo executivos da marca, a busca pelo silêncio a bordo beira a obsessão.

 

Folha.com.br

 

 

Homem de 52 anos ‘esquece’ filha de 6 meses trancada dentro de carro Homem de 52 anos ‘esquece’ filha de 6 meses trancada dentro de carro

Um homem de 52 anos foi preso em flagrante neste domingo (12), em Goiânia, suspeito de ter deixado a filha, de apenas seis meses, trancada no próprio carro. À polícia, o homem teria dito que saiu para comprar água e simplesmente “esqueceu” a criança dentro do veículo.

Bebê foi resgatado pelos políciais militares (Foto:
Reprodução/ Polícia Militar)

O carro, um Renault Clio de cor vermelha, estava estacionado na Rua 69, no Setor Norte-Ferroviário, próximo ao terminal rodoviário da capital. Testemunhas teriam visto a criança chorando e acionaram a Polícia Militar.

Como o automóvel estava trancado e nenhum dos responsáveis apareceu, os policiais tiveram que arrombar a porta do veículo para retirar o bebê, que teria ficado cerca de 20 minutos trancado sozinho dentro do carro.

A mãe da criança disse à polícia que deixou ela e o outro filho do casal, de três anos, sob os cuidados do pai, enquanto ia trabalhar em uma feira livre. Já o suspeito alegou que saiu para comprar água com o filho mais velho e esqueceu o bebê dentro do automóvel.

Eles foram levados para o 1º DP de Goiânia. O homem foi preso em flagrante e responderá por abandono de incapaz. Se condenado, pode pegara até seis anos de prisão.

Segundo a Polícia Civil, a mãe da criança não foi indiciada porque a filha não estava em sua responsabilidade no momento do crime.

 

G1.com

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