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Após 26 pênaltis, Newell’s elimina o Boca e se classifica para a semifinal Após 26 pênaltis, Newell’s elimina o Boca e se classifica para a semifinal

O poderoso ataque do Newell’s Old Boys, dono de 62 gols em 34 partidas no Campeonato Argentino – quatro em cima do próprio Boca Juniors, que jogou com os reservas no último domingo -, não conseguiu balançar a rede sequer uma vez em dois jogos contra a equipe xeneize na Libertadores. Na noite desta quarta-feira, no estádio Coloso del Parque, as equipes repetiram o 0 a 0 do jogo de ida, na Bombonera. Mas nos pênaltis (assista no vídeo ao lado) a rede estufou. Riquelme e Martínez, ex-Corinthians, desperdiçaram uma cobrança cada um, e Maxi Rodríguez converteu duas vezes após a série voltar a ele. O Rubro-Negro venceu por 10 a 9 e garantiu a suada vaga na semifinal do torneio após 26 cobranças, a maior disputa de penalidades da história da competição continental ao lado de América de Cáli, da Colômbia, e o próprio Newell’s na Libertadores de 1992 (na ocasião, os argentinos venceram por 11 a 10 após 26 cobranças e foram para a final).

Jogadores do Boca Juniors ao fim da disputa de pênaltis que durou cerca de 25 minutos (Foto: Reuters)

O Newell’s agora aguarda quem passar de Atlético-MG e Tijuana, do México. As equipes se enfrentam no último duelo das quartas de final nesta quinta-feira, às 22h (de Brasília), em Belo Horizonte. A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) ainda vai definir as datas para os confrontos da semifinal, mas a fase só será em julho, após a Copa das Confederações.

Boca anula rival em jogo nervoso

O Boca dessa vez estava completo, mas a goleada sofrida pelos reservas há três dias serviu no mínimo como um sinal de respeito. Nos primeiros 15 minutos, o time da Bombonera jogou com os 11 atrás da linha do meio de campo. Marcação atenta a Scocco, Maxi Rodríguez e Figueroa. Os dois primeiros atacantes foram discretos, enquanto o centroavante sequer foi notado em todo o primeiro tempo. Sem espaço, o Newell’s fez blitz de chuveirinhos para a área, mas só conseguiu uma cabeçada com Heinze, sem levar perigo.

Mas o respeito e o foco na marcação não impediu o Boca de atacar. Foram os visitantes que tiveram as chances mais reais de gol. Vez ou outra, Riquelme aparecia livre pelo meio. Numa oportunidade, o craque tabelou com blandi e bateu colocado, perto do ângulo de Guzmán. Depois, Heinze foi providencial ao cortar um cruzamento para Blandi, que já armava o chute de primeira na entrada da pequena área. O time rubro-nero não assustou Orión, mas a torcida sim. Vários objetos foram arremessados no goleiro, que tinha dificuldade de cobrar cada tiro de meta. O clima permaneceu nervoso até o intervalo.

Trave e expulsão salvam o Newell’s

O Boca atrasou para voltar para o segundo tempo e irritou os adversários. Valia tudo na batalha. Mais experiente nas táticas de guerrilha da Libertadores, a equipe xeneize continuava cozinhando o rival. Seguia melhor na defesa e no ataque. E sempre com Riquelme. Em jogada individual, o camisa 10 dribou o marcador e cruzou na cabeça de Blandi, que testou na trave de Guzmán. O atacante voltou a aparecer com perigo num escanteio, mas Casco salvou em cima da linha. O gol parecia questão de tempo, não fosse por Clemente Rodríguez. O experiente volante fez falta para impedir o contra-ataque do Newell’s e levou o amarelo. Irritado, peitou o árbitro Germán Delfino e foi expulso.

Mudou tudo. Carlos Bianchi sacou Blandi e colocou o meia Zárate. E o dominante Boca passou a ser ainda mais cauteloso e voltou a jogar com todos no campo de defesa. Também começou a fazer cera. O empate sem gols, que levava a decisão para os pênaltis, tornou-se agradável. O Newell’s tentou pressionar, mas estava difícil para chegar na área visitante. O jeito era arriscar de longe, e assim quase Mateo surpreendeu. A bomba passou pertinho do ângulo. Nos minutos finais, quando a zaga já não tinha mais pernas, Orión salvou e levou a disputa para as cobranças alternadas.

Vinte e seis cobranças

O duelo argentino reservou a maior disputa de pênaltis da história da Libertadores. Com um a mais, o Newell’s tirou o zagueiro Heinze da disputa, e ao todo os times executaram 26 cobranças. Todos os jogadores bateram, incluindo os goleiros, e a série voltou para os primeiros cobradores. Riquelme, que perdeu o primeiro pênalti, converteu o segundo. Martínez, ex-Corinthians, que guardou o primeiro, chutou para fora o segundo. E depois de desperdiçar duas chances de encerrar a disputa, os donos da casa se classificaram com o segundo pênalti convertido por Maxi Rodríguez. Confira como foram todas as cobranças:

Riquelme (Boca) – perdeu
Scocco (Newell’s)- converteu
Pérez (Boca) – converteu
Vergini (Newell’s) – converteu
Martínez (Boca) – converteu
Maxi Rodríguez (Newell’s) – converteu
Somoza (Boca) – converteu
Cáceres (Newell’s) – perdeu
Caruzzo (Boca) – perdeu
Urruti (Newell’s) – perdeu
Orión (Boca) – converteu
Casco (Newell’s) – converteu
Ribair Rodríguez (Boca) – converteu
Tonson (Newell’s) – converteu
Erbes (Boca) – converteu
Bernardi (Newell’s) – converteu
Zárate (Boca) – perdeu
Orzán (Newell’s) – perdeu
Marín (Boca) – converteu
Guzmán (Newell’s) – converteu
Riquelme (Boca) – converteu
Scocco (Newell’s) – converteu
Pérez (Boca) – converteu
Vergini (Newell’s) – converteu
Martínez (Boca) – perdeu
Maxi Rodríguez (Newell’s) – converteu

 

G1.com
Flu perde de virada no Paraguai e sai da Libertadores. Olimpia está na semi Flu perde de virada no Paraguai e sai da Libertadores. Olimpia está na semi

Retranca fora, alçapão e catimba em casa. O Fluminense foi a nova vítima da receita de sucesso do Olimpia, do Paraguai, na Libertadores. Após passar em branco no duelo em São Januário, o Tricolor sucumbiu à pressão e à cera no Defensores del Chaco na noite desta quarta-feira, em Assunção. Mesmo após sair na frente do placar, a equipe sofreu a virada, saiu de campo derrotada por 2 a 1 e foi eliminada do torneio sul-americano. Autor dos dois gols paraguaios, um deles em um pênalti polêmico marcado pelo arbitro uruguaio Daniel Fedorzuck, Salgueiro foi o carrasco tricolor e garantiu o Olimpia na semifinal.

Salgueiro, o carrasco: atacante marca os dois gols da virada sobre o Fluminense (Foto: Reuters)

- É uma dor irreparável. Porque não foi merecido o 0 a 0 no Rio, nem a derrota aqui. Ganhou o Olimpia, parabéns. Mas a análise tem de ser fria. Não estou analisando com o coração. No segundo tempo eles não chutaram uma bola no nosso gol. Aí começa a sumir gangula, sumir bola… – analisou Abel Braga.

Até jogadores do Fluminense se posicionaram na lateral do campo para repor bolas na ausência de gandulas. E Wagner se irritou com um que andou para trás com a bola na mão, em um lance de lateral, e o empurrou.

O Fluminense agora volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro, já que só entrará na Copa do Brasil nas oitavas de final, disputada no segundo semestre. O Olimpia, que segue na Libertadores, agora encara os colombianos do Santa Fé, que eliminaram o Real Garcilaso, do Peru. A Conmebol ainda vai definir as datas para a partida, mas a fase só será disputada em julho, após a Copa das Confederações.

Rhayner marca, mas pênalti e falha atrapalham planos

O Fluminense adotou uma tática diferente da que o Olimpia usou para atuar fora de casa. Em vez de se fechar atrás, saiu para o jogo e marcar a saída de bola do adversário. E foi numa falha da zaga que o Tricolor fez em nove minutos o que não conseguiu em 90 no Brasil: estufar a rede. Mansur recuou fraco de cabeça para Martín Silva, Rhayner foi mais rápido, chegou  primeiro na bola e tocou de chaleira por cima do goleiro. Gol que calou o Defensores del Chaco e deixou o time perto da vaga. De novo com Rhayner, o segundo só não saiu porque Miranda cortou o cruzamento certeiro que deixaria Fred com o gol aberto. Os brasileiros trocavam passes, tinham 62% de posse de bola, tudo ia de vento em popa. Até que…

O técnico Ever Almeida resolveu arriscar: tirou o meia Caballero e colocou o atacante Ferreyra. O Olimpia começou a chegar mais ao ataque, e aí a pressão deu resultado. Uma nova falha aconteceu, só que agora do Flu. Salgueiro bateu falta lateral, Cavalieri tentou adivinhar o cruzamento, mas a cobrança foi direta e encobriu o goleiro tricolor. O caldeirão voltou a ferver, e os paraguaios chegaram à virada ainda no primeiro tempo. Bareiro caiu na área ao ser marcado por Digão, e o árbitro uruguaio Daniel Fedorzuck marcou um pênalti polêmico para os donos da casa. Maior finalizador do time, Salgueiro converteu a penalidade e fez seu segundo. A vantagem só não foi maior porque o chute de Ferreyra, no minuto final, parou na trave.

Fluminense para na catimba paraguaia

O Fluminense sentiu o golpe, e os 15 minutos de intervalo não foram suficientes para assimilá-lo. O Olimpia por pouco não chegou ao terceiro gol em novos erros tricolores. Jean perdeu a bola, e os paraguaios chegaram com três contra um, mas Edinho cortou o último passe. Pouco depois, Digão recuou mal e deu de graça para Ferreyra, que chutou em cima dos zagueiros. Estava difícil para o Flu, e foi a vez de Abel Braga arriscar. Tirou Bruno, que vinha bem, para a entrada de Thiago Neves. Jean foi para a lateral direita, posição em que joga na Seleção. Mas nem deu tempo para testar. Abel resolveu lançar Samuel na vaga de Jean, e foi a vez de Rhayner ir para a lateral. A última cartada foi Rafael Sobis no lugar de Wellington Nem.

Mas àquela altura do jogo, outros adversários já surgiam. A cera para cobrar faltas e tiros de metas, vários jogadores caindo em campo pedindo atendimento médico, duas bolas em campo… Até pontapé sem bola de Ferreyra em Wagner. Jogo de Libertadores. A pressão do Fluminense não refletia em perigo de gol, exceção de uma cabeçada de Fred que raspou a trave de Martín Silva. Samuel sofreu pênalti após carrinho na área, mas o juiz ignorou. No desespero, Cavalieri, que minutos antes salvara o time num chute à queima-roupa de Ortíz, foi para a área. Era escanteio faltando ainda três minutos para o fim. E lá ele ficou. Só que de nada adiantou. O Fluminense está eliminado da Libertadores.

Fred se estranhou com Manzur, e o Flu caiu na catimba paraguaia (Foto: Ricardo Ayres / Photocamera)
Flu inicia busca de sua combinação ideal no jogo de ida contra o Olimpia Flu inicia busca de sua combinação ideal no jogo de ida contra o Olimpia

À caça do inédito título da Libertadores, o Fluminense inicia nesta quarta-feira a disputa por uma vaga nas semifinais da competição. A equipe recebe o Olimpia em São Januário, às 22h (de Brasília), em busca da combinação ideal: uma vitória sem levar gol. Para isso, conta com o apoio de seus torcedores para transformar o estádio do Vasco em um caldeirão. Até a noite da última terça-feira, mais de 15 mil ingressos já haviam sido vendidos, e restavam apenas 950 entradas de cadeira social.

Para o primeiro confronto das quartas de final, o técnico Abel Braga não poderá contar com o meia Thiago Neves, que se recupera de um edema na panturrilha esquerda. Rhayner será o substituto. Esta será a única alteração em relação à equipe que derrotou o Emelec por 2 a 0 no último dia 8 de maio. Diante de uma equipe tricampeã da Libertadores, o comandante do atual campeão brasileiro não vê favoritos no duelo.

Fred é a esperança de gols do Tricolor (Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo)

- Temos uma equipe que pode ganhar os dois jogos. Mas vamos enfrentar um adversário que também possui esta condição. É um rival técnico, com jogadores de qualidade e que possui jogadas perigosas. Passei para eles que a dificuldade será grande. Mas o importante é que estamos preparados – garantiu.

A escalação do Olimpia, por sua vez, ainda é um mistério. Isso porque o técnico Hugo Ever Almeida fechou o treinamento da última terça-feira na Gávea. O volante Aranda e o meia Salgueiro, considerado o jogador mais habilidoso do time, estão lesionados e podem não enfrentar o Tricolor. Os dois farão na manhã desta quarta uma atividade no hotel onde estão concentrados para ver se têm condições de atuar. Caso sejam vetados, Fabio Caballero deverá entrar na vaga de Aranda, enquanto o argentino Juan Carlos Ferreyra seria o substituto de Salgueiro.

O trio uruguaio formado pelo árbitro Roberto Silvera e pelos assistentes Mauricio Espinosa e Carlos Changala apita a partida. A TV Globo transmite a partida ao vivo para os estados de Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina (menos Joinville), Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Regiões Norte e Nordeste, além do Distrito Federal. O SporTV também exibe o jogo, que será acompanhado pelo GLOBOESPORTE.COM em Tempo Real.

Fluminense: o técnico Abel Braga definiu a escalação do Fluminense durante a semana. Será praticamente a mesma que derrotou o Emelec na segunda partida das oitavas de final. A única mudança será no ataque e por ordem médica. Com um edema na panturrilha esquerda, Thiago Neves será substituído por Rhayner. Assim, o Tricolor irá a campo com a seguinte formação: Diego Cavalieri, Bruno, Digão, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Jean e Wagner; Rhayner, Wellington Nem e Fred.

Olimpia: Ever Hugo Almeida fechou o treino para a imprensa e não divulgou sua equipe. As dúvidas do treinador são duas e ambas no meio de campo. Aranda e Salgueiro com lesões farão testes no hotel e se reunirem condições vão para jogo. Caballero e Ferreyra estão de sobreaviso. Com isso, o provável time paraguaio terá: Silva; Giménez, Manzur, Miranda, Candia e Ariosa; Baéz, Aranda (Caballero) e Ortiz; Salgueiro (Ferreyra); Bareiro.

Fluminense: além de Thiago Neves, Abel não poderá contar com o volante Valencia (estiramento na panturrilha direita), o lateral-direito Wellington Silva (pancada no pé direito) e Marcos Junior (estiramento na coxa direita). Sem falar no meia Deco e no atacante Michael, ambos suspensos preventivamente por doping.

Olimpia: Wilson Pittoni, ex-Figueirense, é a baixa confirmada. O volante está fora por causa de uma contratura muscular.

Fluminense: capitão do Flu e camisa 9 da Seleção, Fred está em alta e motivado. Recentemente convocado para a Copa das Confederações, o atacante decidiu a classificação para as quartas de final e teve tempo suficiente para recuperar a forma física nas duas últimas semanas.

Olimpia: com cinco gols, o atacante Fredy Bareiro é o artilheiro do time na Libertadores, e vice da competição ao lado de Scocco, do Newell’s Old Boys, Luis Fabiano, Diego Tardelli e Braian Rodriguez, do Huachipato, um atrás de Jô do Atlético-MG. Ele é a esperança do técnico Ever Hugo Almeida em balançar a rede de Diego Cavalieri.


Abel Braga, técnico do Fluminense: “Trabalhamos um ano inteiro para chegar neste momento. E o Fluminense gosta deste tipo de jogo. Vamos encará-lo com seriedade e confiança. Temos de tentar impor o nosso jogo, mas de forma organizada. Tudo deve acontecer com naturalidade. Temos conversado muito e sinto o grupo bem motivado. Por isso me sinto tranquilo. Com sinceridade, não há estresse”.

Juan Manuel Salgueiro, meia do Olimpia: “Viemos para vencer, mas um empate com gols não é ruim.  Ou até mesmo uma derrota mínima na qual a gente marque. Em casa temos a nossa força. Será uma partida difícil, mas estamos prontos para encará-los”.


* O Fluminense enfrenta o Olimpia em São Januário, onde já atuou cinco vezes neste ano, derrotando Nova Iguaçu (2 a 0), Macaé (3 a 1) e Bangu (2 a 0) pelo Campeonato Carioca, e Caracas (1 a 0) e Emelec (2 a 0) pela Libertadores. Em toda a sua história, o Tricolor disputou 197 jogos em São Januário, com 104 vitórias, 38 empates e 55 derrotas. O último revés na casa do Vasco aconteceu, curiosamente, no dia 22 de maio de 2011: 2 a 0 para o São Paulo.

* O retrospecto do Fluminense diante de equipes estrangeiras na Libertadores é de 23 vitórias, sete empates e 12 derrotas em 42 jogos.

* Ao lado do Atlético-MG, o Olimpia tem um dos melhores ataques desta Libertadores. Em dez jogos, marcou 21 gols e somente passou em branco uma vez, logo em sua primeira partida, no empate sem gols com o Defensor em Montevidéu. O Galo soma 22 gols em oito jogos.

Esta é a primeira vez que Fluminense e Olimpia se enfrentam pela Taça Libertadores da América. O Tricolor, porém, não tem boas lembranças da última vez que cruzou com uma equipe paraguaia na Libertadores. Em 2011, o time foi eliminado pelo Libertad nas oitavas de final após vitória por 3 a 1 no Rio e derrota por 3 a 0 em Assunção.

 

G1.com
Timão é prejudicado por arbitragem, empata com o Boca e está eliminado Timão é prejudicado por arbitragem, empata com o Boca e está eliminado

O sonho do bicampeonato da Libertadores chegou ao fim para o Corinthians. O Timão empatou por 1 a 1 com o Boca Juniors noite desta quarta-feira, no Pacaembu, e não avançou às quartas de final da competição sul-americana. Na partida de ida, na Bombonera, o time argentino havia vencido por 1 a 0.

(Foto: Ari Ferreira/LANCE!Press)

Antes de o Boca abrir o placar, aos 24 minutos com um golaço de Riquelme, o árbitro Carlos Amarilla deixou de marcar um pênalti e depois anulou mal o gol de Romarinho ao marcar impedimento do atacante.

A classificação do Boca tem a cara do técnico Carlos Bianchi, que soube armar sua equipe e deu um nó tático no Corinthians na etapa inicial. Experiente e multicampeão, o treinador nunca perdeu um mata-mata de Libertadores para times brasileiros.

Primeiro, Bianchi venceu o São Paulo na decisão de 1994, quando comandava o Vélez Sarsfield. Com o Boca Juniors, eliminou Palmeiras (2000 e 2001), Vasco (2001), Paysandu (2003) e Santos (2003).

Outro retrospecto impressionante contra times brasileiro em mata-mata de Libertadores é do próprio Boca Juniors: a equipe venceu 13 vezes e perdeu apenas três.

O JOGO

Quem esperava por um Boca Juniors catimbeiro e cometendo bastante faltas ficou surpreso com a postura da equipe. A cera, no entanto, foi uma das armas dos jogadores, principalmente do goleiro Orión, que recebeu cartão amarelo ainda na metade do primeiro tempo após demorar para cobrar tiro de meta.

Porém, o mais impressionante foi o gol dos visitantes logo aos 24 minutos do primeiro tempo. Depois de cobrar falta curta na meia direita, Riquelme recebeu de volta e acertou um chute de rara felicidade, à la Ronaldinho Gaúcho na Copa do Mundo de 2002. O goleiro Cássio, que esperava pelo cruzamento, nada pôde fazer.

Antes do baque, o Corinthians já parecia nervoso na partida, mas chegava com perigo ao ataque. Aos 9, Emerson Sheik dominou pela esquerda da grande área e Somoza fez um corte com a mão. Pênalti que Carlos Amarilla não marcou.

Um minuto antes de o Boca abrir o placar no Pacaembu, Romarinho havia balançado as redes de Orión após lindo passe de Sheik. No entanto, o juiz marcou impedimento inexistente.

Com o placar adverso e precisando fazer no mínimo três gols para classificar, o Timão não conseguia ficar com as bolas nos pés. Experiente, o Boca se fechou e deixava apenas os perigosos Riquelme e Blandí avançados.

Em um contra-ataque aos 32, Blandí recebeu na direita e chutou firme cruzado. Cássio fez boa defesa e mandou para escanteio.

Na volta do intervalo, Alexandre Pato e Edenílson entraram nas vagas de Romarinho e Alessandro, respectivamente. A Fiel, que lotou o Pacaembu, acreditava na classificação e empurrava o Corinthians.

Sem nada a perder, o Timão partiu para cima e conseguiu achar o gol logo aos 5 minutos, com Paulinho, que cabeceou após cruzamento de Sheik pela direita. Praticamente no lance seguinte, Paolo Guerrero perdeu a chance de fazer o segundo do Corinthians e incendiar de vez a torcida.

O Boca deu a resposta aos 12, quando Blandí perdeu uma oportunidade incrível, com o gol vazio. O atacante chutou por cima depois da rebatida de Cássio no chute de Riquelme.

Mas o grito de gol que ficou engasgado na boca da Fiel saiu aos 15 minutos. No entanto, o árbitro anulou corretamente o gol de Paulinho, que cometeu falta em Orión na pequena área.

O Corinthians continuou em cima do Boca, que sentiu claramente a pressão. No entanto, o Timão não conseguia converter o volume de jogo nos gols que faltavam para a classificação.

Aos 30, muitos torcedores no Pacaembu até comemoraram. Mas antes da hora. Alexandre Pato perdeu uma chance tão inacreditável quanto à de Blandí. O zagueiro Gil deu um balão para a área, Guerrero escorou de cabeça e a bola sobrou para o camisa 7, que, livre e sem goleiro, se atrapalhou e chutou para fora.

Nos minutos finais, o Timão continuou pressionando, mas faltava criatividade. O Corinthians chegava apenas na base do “chuveirinho”, e a defesa do Boca ganhava praticamente todas as jogadas pelo alto.

A reação da Fiel foi bonita no fim do jogo: os torcedores cantaram o hino alvinegro e incentivaram o time. Afinal, a Libertadores está perdida, mas no domingo, às 16h, o Corinthians enfrenta o Santos, na Vila Belmiro, pela segunda partida da final do Campeonato Paulista. O título estadual pode ser um consolo aos corintianos.

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 1 X 1 BOCA JUNIORS

Local: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data/Hora: 15/5/2013 – 22h
Árbitro: Carlos Amarilla (Fifa-PAR)
Auxiliares: Rodney Aquino (PAR) e Carlos Cáceres (PAR)

Renda/Público: R$ 2.709.112,50 / 36.319 pagantes
Cartões Amarelos: Alessandro, Paulinho e Emerson Sheik (COR); Orion, Blandi e Marín (BOC)
Cartões Vermelhos: -
GOLS: Riquelme, aos 24′/1ºT (0-1) e Paulinho, aos 5′/2ºT (1-1)

CORINTHIANS: Cássio; Alessandro (Edenílson, Intervalo), Gil, Paulo André e Fábio Santos; Paulinho e Ralf; Romarinho (Pato, Intervalo), Danilo (Douglas, 29′/2ºT) e Emerson Sheik; Guerrero. Técnico: Tite.

BOCA JUNIORS: Orion; Marín, Caruzzo, Burdisso e Clemente; Somoza, Erbes (Bravo, 34′/2ºT), Erviti e Sánchez Miño; Riquelme (Viatri, 22′/2ºT) e Blandi (Zárate, 38′/2ºT). Técnico: Carlos Bianchi.

Lancenet.com
Fred retorna com gol, Flu vence o Emelec e avança às quartas de final Fred retorna com gol, Flu vence o Emelec e avança às quartas de final

Se o Emelec tinha a vantagem no placar e a retranca no jogo, o Fluminense tinha Fred. Pouco mais de um mês depois de sofrer um estiramento na panturrilha direita, o atacante voltou ao time e provou por que a torcida sentiu tanto a falta de seu camisa 9. Na noite desta quarta-feira, na única chance que teve, o capitão tricolor marcou o gol que abriu o caminho para a vitória e deu alívio ao time em São Januário, em jogo que teve duas expulsões do time equatoriano: Achillier e Quiñónez. Já no fim, Carlinhos decretou o placar de 2 a 0 e assegurou a classificação do Tricolor para as quartas de final da Libertadores diante de um público de 12.323 pagantes (14.469 presentes). A renda da partida foi de R$ 449.060,00.

Apesar dos sustos com a pressão do Emelec, que havia vencido o jogo de ida por 2 a 1, a torcida voltou a cantar “time de guerreiros” após duas derrotas seguidas e a perda do título da Taça Rio, segundo turno do Campeonato Carioca. No fim do jogo, os tricolores no estádio também manifestaram apoio a Michael, atacante que foi flagrado no antidoping por uso de cocaína após a vitória sobre o Resende, no dia 6 de abril, pelo Campeonato Carioca. Os torcedores gritaram o nome do jogador, que assistiu à partida de um dos camarotes de São Januário.

- Independentemente de qualquer coisa, a gente tem que se preocupar com o lado humano. Vamos apoiar nossos irmãos, casos do Deco (também pego no antidoping) e do Michael, que é mais complicado, mas tenho certeza de que vai sair dessa – disse Fred, que sentiu o cansaço e pediu para sair no fim de jogo – Estou morto de corpo inteiro, mas zero preocupação na questão muscular. Só cansaço mesmo.

Na próxima fase, o Fluminense espera quem passar de Tigre, da Argentina, e Olimpia, do Paraguai. No jogo de ida, na Argentina, vitória dos donos da casa por 2 a 1. A partida de volta será no dia 16, às 22h (de Brasília), no Defensores del Chaco, em Assunção. Se os argentinos se classificarem, o Tricolor vai decidir a vaga em casa. Caso os paraguaios passem, o primeiro jogo do Flu será no Rio de Janeiro.

Fred e o faro de artilheiro: na volta ao Flu, fez o gol da vitória sobre o Emelec em São Januário (Foto: AFP)

Em meio a pancadas, Fred aproveita única chance

Além da retranca, com três volantes no meio e um zagueiro improvisado na lateral esquerda, as excessivas faltas do Emelec pararam o Fluminense no início de jogo. Em menos de 25 minutos, o time equatoriano já tinha três cartões amarelos, para Achilier, Bagüi e Wila. O Tricolor só conseguiu levar perigo quando o goleiro Dreer falhou e quase aceitou uma cabeçada fraca de Thiago Neves. Mas a tática visitante não foi só parar as jogadas, e sim preparar uma armadilha que por muito pouco não deu certo. Em passes errados de Thiago Neves e Jean, De Jesús e Valencia saíram na cara do gol e só pararam em Cavalieri.

Os sustos na torcida tricolor eram amenizados a cada olhar para o ataque. Fred estava lá. A esperança de gols do Flu sofreu com a dura marcação, mas conseguiu aproveitar sua única oportunidade em uma das muitas bolas paradas que o time teve no primeiro tempo. Aos 28 minutos, o camisa 9 se livrou da marcação de Nasuti na área e, de cabeça, mandou para a rede o cruzamento de Jean. A vantagem trocou de lado, e o Emelec teve que se arriscar mais no ataque. Mesmo com mais campo, o Tricolor não soube aproveitar os espaços.

Emelec perde dois, e Carlinhos faz um

O Emelec voltou para a pressão na etapa final. Aos cinco minutos, após jogada de Quiñónez, De Jesús entrou na pequena área e dividiu com Carlinhos. O lateral conseguiu o corte, mas a bola passou raspando o travessão. O Fluminense sentiu o desgaste dos últimos jogos, recuou demais e manteve os equatorianos no campo de ataque. Sorte que, a cada passe errado, os adversários não tinham paciência e arriscavam chutes de longe, ora sem força, ora sem direção. Fred, Bruno e Wagner não aguentaram o cansaço e pediram para sair. Mas Abel já havia trocado um apagado Thiago Neves por Rhayner, e só pôde atender o pedido de dois: Diguinho entrou no lugar de Bruno – deslocando Jean para a lateral -, e Samuel, no de Fred. Wagner ficou no sacrifício.

A apreensão da torcida (um gol equatoriano faria a vaga escapar) só acabou quando os adversários voltaram a abusar das faltas. Achillier, que já havia acertado o rosto de Fred, fez o mesmo com Wagner e foi expulso. Depois, foi a vez de Quiñónez entrar de carrinho em Rhayner e receber o segundo amarelo. Com mais espaço, o Flu matou o jogo no contra-ataque: Aos 39 minutos, Samuel abriu para Rhayner na direita, ele foi ao fundo e cruzou rasteiro para Carlinhos, livre, completar para a rede com o gol vazio. O placar poderia até ser maior, não fosse o nervosismo que se transformou em chutões e passes equivocados no ataque. Nada que estragasse a festa da torcida e a volta do cântico “time de guerreiros”.

 

G1.com

 

Galo dá aula de talento e dedicação ao São Paulo, e segue na Libertadores Galo dá aula de talento e dedicação ao São Paulo, e segue na Libertadores

Um dia o Atlético-MG vai perder no Independência. Um dia… Mas esse dia ainda não chegou e parece longe de chegar. O Galo encontrou no Horto seu refúgio, seu porto seguro, estádio de onde emana energia inexplicável que o torna mais forte e mais vingador. E quem caiu lá desta vez foi o São Paulo. Caiu no Morumbi, na verdade, quando perdeu um jogo que tinha sob domínio. Não conseguiu se levantar e foi massacrado com uma goleada de 4 a 1. Fora o show alvinegro sob o comando de Ronaldinho, que tirou os adversários para dançar com um repertório de dribles desconcertantes.

Como se fosse Usain Bolt contra uma tartaruga, o Atlético-MG ignorou a existência do São Paulo. A vitória atleticana (6 a 2 na soma dos jogos) confirma a campanha avassaladora, a invencibilidade de 33 jogos em seu doce lar e o favoritismo nas quartas de final, seja contra Palmeiras, seja contra Tijuana. O rival será conhecido no próximo dia 14. O Verdão precisa de uma vitória no Pacaembu para ser mais um paulista entre o sonho do Galo e a taça da Libertadores. Sonho mais do que real.

Ronaldinho e Jô: pura diversão diante de um adversário apático (Foto: AFP)

São sete vitórias em oito jogos. Números que passam pela segurança de Victor e dos gigantes Réver e Leonardo Silva, substituído por Gilberto Silva neste jogo; o equilíbrio de Marcos Rocha e Richarlyson; a marcação ferrenha de Pierre e Leandro Donizete; o talento de Ronaldinho, Bernard, Jô e Diego Tardelli. Pelo trabalho de Cuca, que também superou o trauma pessoal de ser favorito, ter sempre tudo nas mãos, mas morrer na praia. Mais um massacre marcado por inspiração e transpiração, receita infalível de sucesso.

O São Paulo está eliminado – com sua pior derrota na história da Libertadores. Paga pela demora de seu técnico em encontrar a melhor formação, pela ineficiência da diretoria em achar um substituto para Lucas, por atitudes intempestivas de alguns de seus jogadores mais experientes, como Luis Fabiano e Lúcio, e até por certa dose de azar na fase de grupos. E mesmo com tudo isso, tem bom time e pode ser protagonista no Campeonato Brasileiro. Tempo para se preparar é o que não falta. O Tricolor só voltará a campo no dia 26 de maio, contra a Ponte Preta, em Campinas, já pela competição nacional.

Já o Galo terá o tradicional duelo com o Cruzeiro pela final do Campeonato Mineiro. Neste domingo, às 16h (de Brasília), no Independência, o primeiro jogo. Na semana seguinte, assistirá de camarote ao embate entre Palmeiras e Tijuana. Contra qualquer adversário, por ter a melhor campanha, fará o primeiro jogo das quartas de final fora de casa para decidir em seu alçapão.

 

Vamos jogar videogame, São Paulo?

Sabe quando você chega em casa irritado e chama seu irmão mais novo para jogar futebol no videogame, só para relaxar os músculos? Foi mais ou menos assim que o Atlético-MG tratou o São Paulo no primeiro tempo. Para dar um simples passe lateral, os visitantes até suavam e mordiam a língua, tal qual a criança em frente à televisão. Já o Galo fazia de tudo com a maior naturalidade. Passes, dribles, chutes, desarmes…. E gol.

Com menos de 20 segundos, Jô chutou por cima. Com dois minutos, Ronaldinho bateu falta no travessão de Rogério Ceni. Não é tempo de videogame, não. É tempo real, mesmo. Tempo que castigava os são-paulinos, que precisavam de dois gols, mas ainda não haviam descoberto como passar do meio-campo.

Como Pierre não tem o hábito de fazer gols, comemorou cada lateral como se fosse um chute no ângulo. Como se fosse um chute de Jô. No ataque do Atlético é assim. Todos podem estar em todas as posições. Tardelli, na direita, lançou Bernard, como centroavante. Toloi tentou desarmar, mas a bola sobrou para Jô, recuado, fuzilar e abrir o placar. Ou melhor. Fuzilar e fazer 3 a 1 no agregado para o Galo, que já vencia desde a semana passada.

A troca de posições no São Paulo era menos inteligente, menos empolgante. Era triste. Douglas, que é e já pediu para ser lateral-direito, foi escalado no ataque mais uma vez. E pelo lado esquerdo. Após o gol, foi para o direito. E Ney Franco tinha três atacantes no banco: Wallyson, Ademilson e Silvinho. Além de Osvaldo, destaque do time no ano, vetado por dores no quadril.

Em 45 minutos, o Tricolor teve uma chance de gol. Ganso recebeu de Carleto e bateu de primeira, mas Victor saiu muito bem em seus pés e defendeu. Do outro lado… Era puro videogame. Jô e Tardelli ganharam de Rafael Toloi, em noite sofrível, mas pararam em Rogério Ceni e na falta de sorte. O zagueirão se recuperou em seguida ao salvar, em cima da linha, tal qual o lateral-esquerdo Ronaldo Luís fazia nos anos 90, um chute de Bernard. Mas era essa a única semelhança com aquele timaço de Telê Santana. E lá se foi o primeiro tempo, com dez finalizações do Galo, e duas do Tricolor. Estatísticas de videogame.

Massacre atleticano, vergonha tricolor

Há duas semanas, Silvinho treinava no Penapolense, à espera do milagre de vencer o São Paulo no Paulistão. Nesta noite, Silvinho estreou na Libertadores, à espera do milagre de virar o jogo contra o Atlético-MG. Como sua trajetória tão rápida é quase um milagre, por que não acreditar? Quando Luis Fabiano recebeu lançamento de Jadson na direita, Silvinho acreditou e correu para a área. A bola do Fabuloso passou pelas mãos de Victor e os pés de Ganso antes de chegar torta ao estreante, que não conseguiu finalizar.

Foi a grande chegada do Tricolor. A única. O cardápio do Galo era vasto. Aceita um Bernard? Vai um Tardelli? Que tal um Jô? Edson Silva quis fazer linha de impedimento e deixou Jô livre. Rafael Toloi, com as pernas trêmulas, tentou recuo para Rogério Ceni. Nem viu Diego Tardelli chegando. Wellington, o jovem Wellington, foi mole tal qual um senhor de idade na dividida com o veterano Ronaldinho. Três erros contra três talentos, e o que era para ser uma simples classificação virou uma humilhação sem precedentes na Libertadores para o São Paulo. Mais dois de Jô, mais um de Tardelli, os melhores em campo.

Precisou ficar 4 a 0 para Ney Franco decidir se preservar. Antes, havia improvisado Douglas, lançado o novato Silvinho e aberto ainda mais o time com Ademilson no lugar de Denilson. Isso que é gostar de andar na corda bamba.

Luis Fabiano aproveitou rebote de Victor em chute de Carleto para fazer um dos gols menos comemorados da história do São Paulo. E Ronaldinho, de olhares, passes e chutes imprevisíveis, não fez mais um gol que entraria para sua galeria de obras de arte. Infelizmente, a bola foi para fora. Mas o jogo já estava 4 a 1. De bom tamanho para a apatia tricolor, de ótimo tamanho para o passeio alvinegro.

 

G1.com
Com a vantagem e o ‘Horto’, Galo recebe o São Paulo, de Luis Fabiano Com a vantagem e o ‘Horto’, Galo recebe o São Paulo, de Luis Fabiano

De um lado, o caldeirão lotado onde o Atlético-MG não perde há mais de um ano. Do outro, a esperança do São Paulo depositada nas chuteiras do instável Luis Fabiano, que volta após quatro jogos de suspensão na Libertadores da América. Com esses ingredientes, o Galo recebe o Tricolor às 21h50m (de Brasília) desta quarta-feira, no Independência, em busca da vaga nas quartas de final. Enquanto o time paulista confia no poder de fogo do seu atacante, os mineiros se apegam à força dentro de casa e à vantagem de 2 a 1 obtida no jogo de ida das oitavas.

O Fabuloso ficou fora dos últimos quatro jogos do time são-paulino no torneio por conta de uma suspensão. Volta no momento crucial, com o Tricolor em desvantagem, diante de uma vibrante torcida atleticana, que promete lotar o “Gigante do Horto”.

Na primeira partida das oitavas, no Morumbi, o Galo venceu por 2 a 1. Agora, pode até perder por 1 a 0, que, mesmo assim, estará nas quartas de final da Libertadores. Caso o São Paulo vença por 2 a 1, a vaga será decidida nos pênaltis. Vitória são-paulina por diferença de um gol, desde que marque três ou mais, dará a vaga ao Tricolor.

Como a escalação de Osvaldo, destaque do São Paulo na temporada, ainda é incerta, por conta de uma lesão no quadril, a expectativa em torno de Luis Fabiano só aumenta, ainda mais depois de ele ter perdido um pênalti na semifinal do Paulistão contra o Corinthians, domingo passado.

- Tive uma conversa com o Luis Fabiano e quis lembrá-lo de alguns feitos dele no clube, os momentos de alegria com a torcida. O que é negativo está à tona. Ele tem um índice de gols muito alto vestindo a camisa do São Paulo. É a nossa grande esperança de gols para esse jogo e vai ter que assumir essa responsabilidade com todo o grupo. A conversa foi muito boa, e ele está disposto a dar uma guinada – disse o técnico Ney Franco, responsável por tentar levar o São Paulo a seu quarto título na Libertadores.

Ney Franco conversa com Luis Fabiano em treino no Independência (Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)

Já o Galo confia no incrível retrospecto no estádio Independência para seguir na luta por seu primeiro título na competição. Desde que o estádio foi reinaugurado, em abril de 2012, o Atlético-MG contabiliza 26 vitórias e sete empates. Além disso, não sabe o que é perder como mandante desde agosto de 2011 – já são 46 jogos.

O uruguaio Roberto Silveira será o árbitro do confronto. Ele será auxiliado pelos também uruguaios Carlos Pastorino e Gabriel Popovits.

A TV Globo transmite a partida, ao vivo e em alta definição, para os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina (menos Joinville), Distrito Federal, Goiás, Maranhão (menos Balsas), Sergipe e Tocantins. O Sportv também exibe o jogo. O GLOBOESPORTE.COM, em Tempo Real, acompanha todas as emoções do confronto, a partir das 19h30m.

Atlético-MG: Cuca vai aguardar até a última hora para definir se Leonardo Silva joga. Com fratura em um dos dedos da mão direita, o defensor é dúvida. Caso não reúna condições, Gilberto Silva, que atuou no jogo da ida, fará companhia a Réver. O Galo deverá entrar em campo com Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva (Gilberto Silva), Réver e Richarlyson; Pierre, Leandro Donizete, Bernard, Ronaldinho Gaúcho e Diego Tardelli; Jô.

São Paulo: como de costume, o técnico Ney Franco faz mistério para divulgar a formação inicial, mas não deve apresentar grandes novidades. O zagueiro Lúcio, expulso no primeiro jogo, dá lugar a Edson Silva. No ataque, Luis Fabiano volta, após cumprir os quatro jogos da suspensão imposta pela Conmebol. Aloísio, machucado, sai. Osvaldo se recuperou de dores no quadril e deve jogar. O time é o seguinte: Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rafael Toloi, Edson Silva e Carleto; Wellington, Denilson, Jadson e Ganso; Osvaldo e Luis Fabiano.

Atlético-MG: o meia Guilherme, com estiramento na coxa esquerda, é o único vetado.

São Paulo: os zagueiros Rhodolfo, com uma lesão na coxa esquerda, e Lúcio, que cumpre suspensão, não atuam. O atacante Aloísio, com um problema na coxa direita, é outro desfalque.

Atlético-MG: Diego Tardelli se encaixou como uma luva no time. Em 2013, tem provado que todo o esforço do clube em contratá-lo não foi em vão. Decisivo, o jogador fez o gol da vitória no primeiro jogo das oitavas e ainda não foi derrotado, desde que voltou do Catar, em fevereiro.

São Paulo: Luis Fabiano é a esperança de gols para o Tricolor ainda acreditar na classificação. A fase do centroavante não é das melhores, principalmente depois de ficar quatro partidas fora, mas ele ainda segue como o artilheiro da equipe na temporada, com 12 gols.

Diego Tardelli, atacante do Atlético-MG: “Estamos com uma vontade boa, mas temos que respeitar, nós conhecemos o São Paulo. Sei que tem um ou dois jogadores que não vão estar, mas tem que haver respeito. Não conquistamos nada ainda. Temos nosso fator fundamental, que é nossa torcida. E não perdemos há um ano nesse estadio. Envolve muita concentração”.

Ney Franco, técnico do São Paulo: “As duas atuações que tivemos contra o Atlético-MG, no Independência, são nosso ponto de referência, principalmente o segundo tempo do jogo da primeira fase. Temos condições de conseguir a classificação”.

* O Atlético-MG segue invicto desde a reabertura do Independência. Desde a vitória sobre o Goiás, no dia 3 de maio de 2012, pela Copa do Brasil, o Galo disputou 32 jogos, com 25 vitórias e sete empates.

* Neste ano, o Galo tem 100% de aproveitamento no Independência, com nove vitórias em nove jogos, com 33 gols marcados e nove sofridos.

* Vencer a primeira partida nos play-offs de Libertadores é uma boa vantagem. Nas últimas sete edições, de 2006 para cá, em 57 oportunidades, o vencedor do jogo da ida se classificou para a sequência da competição, e, em apenas 14 vezes, o perdedor da primeira partida reverteu a situação e seguiu no torneio.

* Ao longo de toda a história, Atlético-MG e São Paulo já se enfrentaram 38 vezes em Belo Horizonte, com pequena vantagem do Galo. O Atlético-MG venceu 12 vezes, contra dez vitórias são-paulinas e 16 empates, com 48 gols marcados pelo São Paulo e 46 pelo Galo.

Na última quinta-feira, dia 2 de maio, o Galo venceu o São Paulo, por 2 a 1, no Morumbi, no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores. Mas foi o Tricolor que abriu o placar, com Jadson. Os mineiros viraram a partida com Ronaldinho Gaúcho e Diego Tardelli, após a expulsão de Lúcio, ainda no primeiro tempo.

 

 

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De virada e com um a mais, Galo bate o São Paulo e fica perto da vaga De virada e com um a mais, Galo bate o São Paulo e fica perto da vaga

O Atlético-MG está bem perto das quartas de final da Libertadores. Com justiça. O São Paulo está longe da próxima fase da competição sul-americana. Por culpa própria. Na noite desta quinta-feira, no Morumbi, pela ida das oitavas de final, o Galo venceu por 2 a 1 (assista aos gols no vídeo), de virada, e mostrou por que foi o melhor da fase de grupos. E o Tricolor deixou claro o motivo de tanta instabilidade na temporada.

Diante de mais de 57 mil pessoas, o São Paulo talvez tenha feito seus melhores 30 minutos da temporada. Sob a batuta de Ganso, Jadson abriu o marcador, Ademílson teve três chances claras e Osvaldo foi agudo e perigoso como sempre. Mas um ato isolado, de um dos jogadores mais experientes do elenco, estragou o jogo são-paulino – Lúcio foi expulso de forma infantil por falta dura em Bernard.

Gilberto Silva comemora com Ronaldinho o gol do Atlético-MG (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Aí entrou em ação a experiência que rima com inteligência, não com imprudência. Ronaldinho Gaúcho chamou a responsabilidade para si e comandou o Atlético-MG em uma virada importantíssima. Além de ter feito o primeiro gol, de cabeça, ele liderou o Galo na noite desta quinta-feira, que terminou de forma brilhante para o time mineiro com um gol de Diego Tardelli, após lindo passe de Marcos Rocha.

No duelo anterior, pela fase de grupos, Ronaldinho causou polêmica no intervalo ao dizer que se tratava de um “treino” para as oitavas e que o time precisava “se divertir e jogar com alegria”. Ao final do jogo desta quinta, ao ser quesitonado se havia se divertido em campo, Ronaldinho sorriu e disse:

- O que você acha?

O sorriso do camisa 10 do Galo resume a vitória de um time que soube se impor sobre outro que não conseguiu se controlar. Vale lembrar que, na primeira fase, no último jogo da fase de grupos, o Atlético-MG teve chances de eliminar o São Paulo – bastaria o empate no Morumbi. Mas, naquela noite, um Tricolor raçudo, focado e vibrante bateu um Galo “em ritmo de treino”, como definiu o próprio Ronaldinho.

Na quarta-feira que vem, dia 8 de maio, às 22h, no estádio Independência, em Belo Horizonte, o Atlético-MG pode empatar e até perder por 1 a 0. Já o São Paulo precisa de uma vitória por dois gols de diferença. Ou então devolver os 2 a 1 para tentar a vaga nos pênaltis. Quem passar encara na quartas de final o vencedor de Palmeiras e Tijuana, que empataram em 0 a 0 o primeiro duelo, no México.

São Paulo domina, mas Lúcio vacila e Ronaldinho brilha

Antes de a bola rolar no Morumbi, Ney Franco pediu o básico ao São Paulo: fazer valer o mando de campo e tentar a vitória a todo custo. Do outro lado, Cuca pediu equilíbrio ao Atlético-MG. Mais do que isso, o Galo, melhor time da fase de grupos da Libertadores, precisou de paciência. E um pouco de sorte também.

Em ritmo forte, o Tricolor sufocou o Atlético-MG nos primeiros minutos de jogo. Abriu o marcador aos 8. Aloísio avançou pela direita e cruzou. Gilberto Silva desviou, mas Ganso ficou com a bola, fez linda jogada individual e rolou para Jadson bater de direita: 1 a 0 para os donos da casa.

Dois minutos depois, o São Paulo teve uma baixa. Aloísio sentiu lesão muscular e deixou o gramado chorando muito. Em seu lugar entrou Ademílson. O jovem atacante são-paulino, de 19 anos, teve a chance de se consagrar como herói da partida. Mas perdeu três chances incríveis de gol. Oportunidades que um centroavante experiente não desperdiçaria.

Aos poucos, o paciente Atlético-MG cresceu na partida. Com o rival menos ofensivo, sobrou espaço para Ronaldinho Gaúcho dar trabalho à defesa tricolor. Todas as bolas importantes do Galo passavam por seus pés. A experiência de pentacampeão do meia, no entanto, não se fez presente em Lúcio esta noite.

Advertido com o cartão amarelo anteriormente, por falta na lateral, o zagueiro do São Paulo acertou duramente Bernard aos 35 minutos e levou o vermelho. Justamente. Não demorou muito, então, para a superioridade numérica do Galo ser transformada em gol. Aos 41, após cobrança de escanteio de Bernard, Ronaldinho cabeceou e Rogério Ceni não pulou: 1 a 1.

Na comemoração, o craque do Atlético-MG correu batendo firme no braço e gritando: “É Galo, é Galo, é Galo!”. Ele sabe da importância do gol fora de casa.

Tardelli resolve

Era evidente que o segundo tempo não teria a mesma intensidade do primeiro. Não só por cansaço, mas principalmente porque com um a menos o São Paulo não poderia se arriscar tanto. E o Atlético-MG, com as vantagens de ter um a mais e de já ter marcado um gol fora de casa, se deu ao luxo de cadenciar a partida.

Postura inteligente, de um time que tem qualidade para esperar a hora certa de arriscar e fazer o gol. Deu certo. Aos 14 minutos, Diego Tardelli recebeu ótimo passe de Marcos Rocha em profundidade e, já dentro da área, tocou na saída do goleiro Rogério Ceni. A virada fora de casa deixava o Galo mais perto da classificação.

Abatido pelo resultado e por ter visto a vitória escapar pelas travas da chuteira de Lúcio que acertaram as costas de Bernard, o São Paulo recuou e se mostrou intimidado. Reflexo, talvez, das campanhas na fase de grupos. O Galo teve a melhor, e o Tricolor, classificado na raça, a pior.

No mesmo ritmo que o Atlético-MG se aproximava da vaga, o São Paulo ficava mais longe dela. Para piorar, aos 25 minutos, Rhodolfo saiu de campo machucado. Douglas entrou. O Tricolor ficou com apenas um zagueiro: Rafael Toloi. Sem força para tentar o empate, o time de Ney Franco apenas se protegeu.

Ao Galo, então, restou controlar a partida e tentar, de pouco em pouco, sem se arriscar muito, o terceiro gol. Não veio. Mas a vitória por 2 a 1 foi maiúscula.

 

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Após atuação ‘muito abaixo’, Sheik cobra postura vitoriosa do Timão Após atuação ‘muito abaixo’, Sheik cobra postura vitoriosa do Timão

“Eu não me lembro de o time ter jogado tão mal em uma partida de tamanha importância”. Emerson Sheik foi veemente ao avaliar a atuação do Corinthians na derrota por 1 a 0 para o Boca Juniors, na Argentina, na última quarta-feira, pelas oitavas de final da Libertadores. O atacante foi quem mais criticou a equipe.

Tite até admitiu a má atuação, mas minimizou pelo fato de o jogo ter sido truncado. Já os demais jogadores, em sua maioria, preferiram falar do otimismo para a partida de volta, dia 15 de maio, no Pacaembu. Mas Sheik não poupou críticas e fez um alerta: é preciso recuperar a postura vitoriosa.

- Ao longo desses anos, nós criamos uma forma de jogar vitoriosa. Não podemos deixar de jogar assim. Fomos muito abaixo do que podemos produzir – avaliou.

Emerson Sheik disputa a bola com marcador do Boca Juniors, em La Bombonera (Foto: Reuters)

O atacante corintiano se esquiva quando questionado sobre o favoritismo, mas lembra que se o Timão encaixar seu estilo de jogo a vitória estará mais perto. E o Corinthians precisa de um triunfo por dois gols de diferença para avançar às quartas de final da Taça Libertadores da América.

- É difícil falar de favoritismo quando se fala de Boca e Corinthians. Mas vou repetir: se a gente jogar em casa, com o apoio do nosso torcedor, e conseguirmos encaixar nosso estilo de jogo, vamos ficar mais fortes e a possibilidade de vencer fica maior – acrescentou Emerson Sheik.

No ano passado, na decisão da Libertadores da América, o Timão teve melhor sorte. Empatou por 1 a 1 em La Bombonera e venceu por 2 a 0 no Pacaembu. Agora, o Corinthians recebe os argentinos em São Paulo já perdendo de 1 a 0. Se devolver o placar, a decisão será nos pênaltis. Qualquer empate dá a vaga aos xeneizes.

 

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Riquelme vê Boca favorito na Libertadores; “temos 6 títulos” Riquelme vê Boca favorito na Libertadores; “temos 6 títulos”

O meio-campista Riquelme rejeitou o favoritismo do Corinthians no duelo desta quarta-feira, pelas oitavas de final da Copa Libertadores, em confronto marcado para o Estádio La Bombonera. O atleta disse nesta terça-feira que o Boca Juniors é o time a ser batido no jogo de ida e ainda ironizou a pouca tradição alvinegra na competição continental.

Riquelme mostrou conhecimento sobre o time do Corinthians Foto: Diego Garcia / Terra

“Não entendo. Nós ganhamos seis Copas, o Corinthians ganhou uma só”, disse Riquelme. “Amanhã (quarta-feira) o favorito é o Boca, que joga em casa, e vamos tentar ganhar”, continuou o meio-campista, que vê a Bombonera como principal trunfo do clube de Buenos Aires para bater o atual campeão do mundo nesta quarta.

“Sabemos que vamos enfrentar um grande time, que vamos enfrentar grandes jogadores, com muita categoria, sabemos que é forte no Brasil, que o Pato é um fenômeno, Guerrero, Ralf e Paulinho são fenômenos, mas no campo somos 11 contra 11. Queremos ganhar, fazer um grande partida, e por isso vamos ao campo, senão ficaríamos em casa”, disse Riquelme.

O Boca Juniors foi derrotado pelo Corinthians na decisão da Libertadores passada, ao empatar por 1 a 1 na Bombonera e perder por 2 a 0 no Pacaembu. O time argentino perdue a chance de somar sua sétima taça e igualar o Independiente, recordista absoluto. Mas Riquelme rejeitou o clima de revanche de sua parte.

TERRA

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