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Governo admite negociar com PMDB na MP dos Portos Governo admite negociar com PMDB na MP dos Portos

O líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia, afirmou nesta quarta-feira (15) que poderá ceder e apoiar alguma proposta de alteração à MP dos Portos defendida pelo PMDB. O objetivo seria acelerar a votação da medida, que se arrasta devido à apreciação individual de 13 emendas e destaques que modificam o texto.

O líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), confirmou a negociação com o governo, mas não deu detalhes sobre o teor da proposta que poderá ganhar o aval do Planalto. “O PMDB está negociando. Ainda estamos vendo o que pode ser votado”, disse.

Nesta terça (14), o plenário da Câmara derrubou emenda encabeçada por Cunha, com alterações à proposta que contrariavam o Planalto. Em resposta, Eduardo Cunha resolveu que o partido discutiria cada uma das demais emendas apresentadas no plenário, em vez de votar em bloco.

A decisão fez com que a sessão de votação se estendesse por 18 horas e terminasse por volta das 5h sem a aprovação final da MP dos Portos. A votação foi retomada nesta quarta (15), com a apreciação de emendas que ainda não haviam sido apreciadas.

“Tem um requerimento que o Eduardo Cunha vinha negociando com o governo, que eu não sei dizer qual é. Houve uma aproximação sucessiva, mas o governo foi contrário que ele fosse aprovado pela emenda aglutinativa. Como a proposta foi derrotada ontem, não sabemos o que pode substituir”, disse Chinaglia.

De acordo com o líder do governo na Câmara, PMDB e governo verificam se há alguma emenda ou destaque com igual teor ou conteúdo parecido com as propostas apresentadas no texto assinado por Cunha e que foi derrubado pelo plenário. “Estou disposto a fazer um acordo para que não haja obstrução. O governo poderá apoiar [alguma emenda]”, afirmou.

Com uma série de modificações ao texto acordado com o governo, a emenda original assinada pelo PMDB exigia licitação para portos privados (o governo quer apenas em públicos); dava a estados prerrogativa de realizar licitações (o governo federal quer concentrar esse poder); além de prever mudanças na resolução de conflitos entre governo e operadores privados.

Chinaglia disse ainda que negocia com outros líderes da base aliada a possibilidade de eles retirarem algumas das 13 emendas em votação no plenário. “Ando conversando com os líderes da base, tentando fazer algum tipo de negociação para que determinados destaques ou emendas possam ser retirados. É óbvio que depois de uma guerra política é minha responsabilidade tratar com todos os partidos políticos”, afirmou.

Emenda
A emenda do PMDB rejeitada nesta terça já havia sido reduzida quando o PT retirou uma proposta do deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) que exigia a realização de licitações também para autorizar o funcionamento de portos privados. O governo quer que apenas as concessões de áreas em portos públicos passem por licitação; autorização para portos privados dispensaria licitação, senfo feita somente mediante chamada pública.

Diante do novo cenário, o PMDB apresentou um texto mais enxuto que o anterior e motivou uma troca de acusações no plenário da Casa. Mesmo assim o governo não cedeu e decidiu aprovar apenas o texto inicial, aprovado em comissão.

A emenda de Cunha ainda permitia Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) delegar aos estados a realização de licitações para terminais privados em portos públicos. O texto do governo, que acabou prevalecendo, reserva esse poder para a Antaq, concentrando no governo federal o poder de contratação e elaboração de editais.

A alteração feita pelo PMDB era apoiada pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), potencial candidato à Presdiência, porque garantiria maior participação do estado na administração do Porto de Suape.

A emenda do PMDB também previa a possibilidade de ampliar a área dos portos públicos, que compreende instalações e infraestrutura de proteção e acesso, somente após realização de audiência pública em caso de “justificado interesse público”, o que o governo considerava um problema.

Um outro artigo derrubado muito criticado pelo governo previa a possibilidade de os concessionários e a União resolverem litígios relativos a débitos através da arbitragem, mesmo se estivessem em curso processo administrativo ou judicial. O texto do governo prevê a possibilidade de utilização da arbitragem, mas não simultaneamente a outras formas de resolução de conflitos.

Novas emendas
Enquanto o governo se esforça para acelerar a votação da MP dos Portos, a oposição tenta obstruir e postergar ao máximo a apreciação da matéria. No início da sessão, o DEM apresentou nove novas emendas aglutinativas, com o objetivo de atrasar a votação.

A iniciativa, contudo, não foi adiante porque o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, não acolheu as propostas. Ele argumentou que elas continham alterações previstas em emendas já votadas e derrubadas pelo plenário na sessão desta terça (14). O DEM, então, protocolou outras emendas aglutinativas, dessa vez reunindo propostas ainda não analisadas pelos deputados.  Henrique Alves aceitou quatro.

 

G1.com
Para enfrentar adversários em 2014, PMDB anuncia candidato em julho Para enfrentar adversários em 2014, PMDB anuncia candidato em julho

O governador André Puccinelli (PMDB) não vai participar da escolha do candidato do PMDB para disputar a sucessão estadual de 2014 e até 2 julho o partido vai definir o nome.

André garante não escolher candidato do PMDB Foto Divulgação

Por enquanto, três nomes estão sendo avaliados nos quadros peemedebistas: o ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, a vice-governadora Simone Tebet e o secretário de Obras Públicas e de Transportes, Edson Giroto.

O candidato do PMDB será escolhido por uma comissão criada pelo próprio governador, integrada pelo deputado estadual Júnior Mochi, presidente da executiva regional, pelo senador Waldemir Moka e pelos dois pré-candidatos Nelsinho e Simone.

“Eu não vou ser responsabilizado por acerto na escolha ou por erro na escolha”, afirmou André Puccinelli durante entrevista à imprensa na sexta-feira após ato solene na Capital. “O quarteto é que vai dizer quem vai seguir”, reafirmou.

No entanto o governador ressaltou candidatura própria do PMDB em 2014 e o desejo de apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). “Vamos ter candidato próprio e eu gostaria de apoiar a Dilma”, afirmou. A disputa do PMDB pela sucessão estadual está mais certa do que o apoio a Dilma. Isso porque o PT, adversário ferrenho do PMDB no Estado, também terá candidato próprio e a possibilidade dos dois partidos dividirem o mesmo palanque em Mato Grosso do Sul é quase nula. André quer apoiar a reeleição da presidente, mas exige igualdade na campanha com dois palanques para Dilma.

Po enquanto a disputa ao governo têm dois pré-candidos, o senador Delcídio do Amaral (PT) e o deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB).

Com informações do Correio do Estado)
André faz balanço de ações e defende continuidade do PMDB no Governo André faz balanço de ações e defende continuidade do PMDB no Governo

Durante reunião para reorganização do PMDB com vistas às próximas eleições no Estado, realizado nesta segunda-feira (25), em Campo Grande, o governador André Puccinelli, principal liderança do partido, falou aos membros do sobre os pontos principais da administração em comparação com gestões anteriores, e deixou clara a necessidade de que o partido esteja preparado para o debate político em todas as instâncias.

Foto Divulgação

“Ainda falta muito para terminar nosso mandato e o saldo até o momento já é mais que suficiente para mostrarmos às pessoas o porque de não mudar o que está indo bem”, disse o governador, durante encontro realizado na sede do Sindicato Rural de Campo Grande e que atraiu lideranças de vários municípios do Estado.

Os presentes no encontro definiram ainda pela realização de grandes reuniões regionais com as bases do partido a fim de unificar o discurso da legenda e, principalmente, levar aos correligionários informações consistentes sobre o governo do PMDB à frente da administração estadual, bem como os números que asseguram o sucesso da gestão.

Além do governador, participaram o deputado federal Fábio Trad, o deputado estadual e presidente estadual do partido, Junior Mochi, o secretário estadual de Habitação e das Cidades, Carlos Marun, o vice-presidente da legenda em MS e presidente do Conselho Curador da FUG (Fundação Ulysses Guimarães) nacional, Esacheu Nascimento, a presidente da FUG em MS, Maria Emilia Ramalho Sulzer, a vereadora de Campo Grande e presidente do PMDB Mulher em MS, Carla Stephanini e o ex-prefeito da Capital, Nelson Trad Filho.

O partido vai realizar sete plenárias regiões, para ouvir todas as bases no Estado sobre o processo eleitoral de 2014, começando por Nova Andradina – dias 12 e 13/04, depois Três Lagoas – dias 26 e 27/04, Bodoquena – dias 10 e 11/05, Dourados – dias 24 e 25/05, Coxim – dias 07 e 08/06, Amambai – dias 21 e 22/06 e Campo Grande – dias 05 e 06/07.

PSDB admite recompor aliança com PMDB visando governo em 2014 PSDB admite recompor aliança com PMDB visando governo em 2014

O presidente regional do PSDB, deputado federal Reinaldo Azambuja, admitiu nesta terça-feira recompor aliança com o PMDB, com o qual rompeu nas eleições municipais do ano passado em Campo Grande, visando a disputa para o governo de Mato Grosso do Sul em 2014.

Foto Divulgação

Recentemente, o governador André Puccinelli (PMDB) também deu sinais de que pretende voltar a negociar com os tucanos ao dizer, durante entrevista à imprensa, que não faz política com o fígado e que há, sim, interesse de sua parte na aliança com os ex-aliados.

“Se o governador disse que não faz política com o fígado a recíproca ele tem de todos nós do PSDB. Tudo o que a gente precisa é sentar e conversar e não é impossível o PSDB voltar a compor um arco de alianças com o PMDB. De repente, o PMDB resolve apoiar um nome do PSDB ou montar um projeto conjuntamente”, declarou Azambuja, em entrevista ao site folhacg.com.br.

Sobre isso, o presidente do PSDB lembrou que seu partido ajudou a eleger e reeleger André Puccinelli governador do Estado, contudo, teve de romper a aliança na Capital por considerar que houve um erro de estratégia por parte do peemedebista.

“Na questão da Capital, eles realmente cometeram um erro estratégico na montagem da própria cúpula do PMDB (…). O que o povo não aceita mais é a imposição. Você querer impor nomes, definir pelas pessoas. Isso o eleitor não aceita mais. A nossa campanha em Campo Grande teve sucesso porque foi uma campanha que ouviu as pessoas. Quando você ouve as pessoas, você erra menos e para isso é preciso conversar e elaborar um bom projeto”,observou, ao destacar as eleições em que ele ficou em terceiro lugar entre os candidatos a prefeito.

Durante o segundo turno das eleições do ano passado, o tucano pediu votos para Alcides Bernal (PP), que se elegeu prefeito de Campo Grande ao derrotar o deputado federal Edson Giroto (PMDB), apoiado pelo governador e pelo então prefeito Nelsinho Trad (PMDB).

Ao mesmo tempo em que revelou estar mantendo conversações com lideranças políticas do PT, como o senador Delcídio do Amaral e os deputados federais Antonio Carlos Biffi e Vander Loubet, visando eventuais aliança, Azambuja admitiu disputar o governo do Estado dentro de uma estratégia que reúna as principais forças políticas em torno de um projeto sólido.

“Eu sempre digo que você nunca é candidato de você mesmo. A candidatura é um conjunto, principalmente das instâncias e dos partidos. Eu fui candidato a prefeito pelo PSDB na Capital porque eu tinha segurança do apoio do meu partido. Tivemos alguns companheiros nossos que sucumbiram a promessas, ao canto das sereias, mas aqueles que se uniram, que disputaram as eleições e levaram nosso nome, nos motivaram a ser candidato a prefeito da Capital. Em 2014 nós faremos da mesma forma. Vamos ouvir os companheiros de partido. Existem hoje siglas que estão nos procurando para conversar. É importante o diálogo para tentarmos formatar alianças políticas”, sugeriu.

Azambuja considerou cedo fazer qualquer tipo de avaliação a respeito da administração do prefeito Alcides Bernal por entender que o progressista ainda está tentando de organizar.

“Não se pode avaliar um mandato com apenas dois meses. Avaliações devem ser feitas no conjunto da montagem de governo que a pessoa faz e neste momento é muito precoce para isso”.

 

Dilma diz que aliança com PMDB terá ‘vida longa’ Dilma diz que aliança com PMDB terá ‘vida longa’

Em uma demonstração de valorização da parceria com o PMDB, a presidente Dilma Rousseff não poupou elogios ao vice Michel Temer durante convenção nacional neste sábado (2). A presidente desejou “vida longa” à aliança com o partido.

PMDB realiza convenção nacional do partido em Brasília; a presidente Dilma Rousseff participa do evento Foto Alan Marques/Folhapress

Apesar de não ter explicitado que Temer será o vice em 2014, o discurso agradou a cúpula do partido.

“É uma grande honra participar da convenção nacional do partido, que é o maior parceiro do meu governo. O convite do PMDB para estar aqui ofereceu uma oportunidade extraordinária para que, juntos, possamos celebrar essa parceria sólida, produtiva e que sem duvida alguma terá uma longa vida.”

Entre os peemedebistas, havia a expectativa de que Dilma aproveitasse a convenção do PMDB para enfatizar a manutenção de Temer como seu vice na disputa pela reeleição, no ano que vem. Essa explicitação não veio. E não foi por esquecimento. O discurso foi lido, não de improviso.

Pelo contrário, Dilma buscou, nas sutilezas do discurso, deixar as portas abertas ao PSB, partido do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que vem se posicionando no tabuleiro político para lançar sua própria candidatura em 2014 –movimento que em nada interessa ao PT e a Dilma. Uma possibilidade de arrefecer a intenção de Campos seria abrir espaço para que ele seja seu vice em 2014.

Ao citar a excelência da aliança com o PMDB, em pelo menos três oportunidades Dilma acrescentou “e os demais partidos da base aliada” como protagonistas do sucesso de seu governo, conforme ela propagandeia. Segundo ela, o PMDB “é um dos protagonistas” da coalizão que sustenta seu governo. Ao destacar a importância da coalizão para o bom exercício de um governo, disse que são as coalizões “mais amplas, mais bem construídas, que oferecem mais estabilidade política”.

Ainda assim, não faltaram elogios diretos e exclusivos ao PMDB. E foram muitos. Dilma começou reforçando as palavras ditas por ela em 2010, quando, também em convenção do PMDB, o partido decidiu apoiar sua candidatura, lançando Michel Temer como seu vice. Segundo Dilma, todas as palavras ditas na época continuam válidas.

“Quero aqui reconhecer que o PMDB nunca faltou ao meu governo. Independentemente das eventuais contradições e diferenças que existem numa coalizão, o PMDB soube ser o partido da estabilidade, da governabilidade. Esse é o reconhecimento que o país deve ao PMDB”, afirmou a presidente, diante dos olhares de mais de 150 políticos do PMDB que se aglomeravam no palco do centro de convenções em Brasília, onde está sendo realizado o encontro.

Em seguida, Dilma emendou em homenagens a Temer, seu “grande amigo”. Segundo ela, Temer é o “grande parceiro que eu poderia ter para as responsabilidades inerentes [ao cargo]“.

“O PMDB me ajuda a governar e, sobretudo, me deu uma de suas maiores contribuições: o vice-presidente Michel Temer, que divide comigo a responsabilidade pela condução do país, e reforça com as suas qualidades de político competente, sério e excepcional negociador a capacidade de articulação do governo”, afirmou Dilma.

Nesse momento, em vez de projetar um futuro juntos, Dilma adotou um discurso implícito de despedida.

“Só tenho a agradecer pelo trabalho do Temer, pela sua solidariedade e parceria”, disse.

EDUARDO CAMPOS

Desde os sinais emitidos pelo governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, no sentido de lançar uma candidatura própria, PT e PMDB vêm buscando garantir a continuidade da aliança para 2014, com a manutenção de Michel Temer como vice-presidente.

O PMDB é dono da maior bancada do Congresso, com 103 parlamentares (83 deputados e 20 senadores). Fundamental, portanto, para a aprovação de projetos estratégicos de interesse do Palácio do Planalto.

Para tentar solucionar a fissura na aliança com os peemedebistas. Dilma, normalmente avessa a contatos mais tradicionais com políticos, promoveu um jantar no Palácio da Alvorada, em novembro passado, com toda a cúpula do PMDB.

Também é discutida a ampliação do espaço do PMDB no governo numa iminente reforma ministerial. O partido tem cinco ministérios, e deseja mais espaço. Depois das eleições das mesas diretoras, em fevereiro, o PMDB passou a comandar a Câmara, com Henrique Eduardo Alves (RN), e o Senado, com Renan Calheiros (AL).

No Rio de Janeiro, um novo ponto de fissura preocupa o PT. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) se coloca como candidato à sucessão do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), que também já colocou na rua a candidatura de seu vice, o também peemedebista Luiz Fernando Pezão.

Folha.com
Pacto federativo e reforma política são prioridades do PMDB, diz Giroto Pacto federativo e reforma política são prioridades do PMDB, diz Giroto

O deputado federal Giroto (PMDB/MS), vice-líder do PMDB na Câmara dos Deputados, participou, na manhã de hoje (26), de reunião com o líder do partido, Eduardo Cunha, vice-líderes da legenda e o líder do Governo na Casa, deputado Arlindo Chinaglia (PT/SP). No encontro foi decidido que a Reforma Política, o Pacto Federativo e o fim dos 14º e 15º salários dos parlamentares serão prioridades dos peemedebistas.

Reunião do PMDB esta manhã em Brasília

O parlamentar sul-mato-grossense enfatizou que no caso das Medidas Provisórias (MPs) ficou definido também que serão apreciadas somente após um período para discussão da matéria na Casa, “não votaremos de afogadilho”, destacou Giroto.

Entre as prioridades do PMDB está a votação do Pacto Federativo, que vai buscar uma distribuição mais igualitária das receitas da União entre os estados. Outro assunto é a Reforma Política, que “se mostra necessária para garantir a maior participação da sociedade nas esferas decisórias do Brasil”, afirmou o deputado. A Câmara reservou os dias 2 e 3 de abril para colocar em discussão e votação projetos relacionados à reforma política.

Também o grupo definiu que é prioridade do PMDB o fim dos 14º e 15º salários dos deputados federais e senadores, tanto que após esta reunião, os líderes dos partidos – em outra reunião – decidiram colocar em votação o requerimento de urgência para a matéria (PDC 569/12). O requerimento deve ser apreciado ainda hoje durante a sessão ordinária da Câmara.

Giroto é escolhido vice-líder do PMDB na Câmara e interlocutor do partido Giroto é escolhido vice-líder do PMDB na Câmara e interlocutor do partido

O deputado federal Giroto (PMDB/MS) foi escolhido, na manhã de hoje (06), vice-líder do PMDB na Câmara dos Deputados e coordenador da bancada do partido – composta por 80 parlamentares – junto à Presidência da República para tratar sobre as liberações de emendas e sobre a execução do Orçamento da União.

Foto Divulgação

A escolha de Giroto ocorreu dois dias após a eleição de Eduardo Cunha (RJ) para líder do PMDB na Câmara dos Deputados. Giroto apoiou sua candidatura e fez campanha pela eleição do parlamentar fluminense, que obteve 46 votos.

“Reuni os demais parlamentares do partido, eu e outros deputados que apoiam Cunha fizemos encontros na semana passada e até pouco antes da votação, no domingo. Defendemos a união do partido como sendo primordial ao fortalecimento da legenda no Congresso Nacional. Mesmo com a disputa, que sempre é válida no processo democrático, o partido está mais coeso”, completando que por esse motivo a sua indicação a vice-líder teve apoio unânime dos peemedebistas.

Entre suas atribuições, cabe substituir o líder nas reuniões que definem a pauta de votação da Câmara dos Deputados; passa a ter o direito a usar a tribuna do plenário por mais tempo e representa os 81 deputados do PMDB em decisões da Casa.

Na função de coordenador da bancada do partido junto ao Palácio do Planalto, Giroto passa a ser o responsável por apresentar as demandas dos parlamentares à Presidência da República; conversar e cobrar a liberação de emendas e viabilizar projetos de interesse de todos os peemedebistas. “Cunha me designou para esta missão, comunicando a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e demais integrantes do Palácio do Planalto que represento o parlamentares do PMDB da Câmara para apresentar sugestões e resolver as pendências referentes ao Orçamento Geral da União. Vai ser um grande desafio, uma responsabilidade enorme que vou cumprir com muita determinação”, destacou Giroto.

Outra atribuição que a bancada do PMDB deu ao parlamentar sul-mato-grossense é a de integrar o Conselho Político do PMDB. Desta maneira, Giroto participará das decisões da legenda na Câmara, definindo as prioridades e as estratégias de atuação para consolidá-las.

André Puccinelli apoia candidato do PMDB à presidência da Câmara André Puccinelli apoia candidato do PMDB à presidência da Câmara

O governador André Puccinelli recebeu em audiência nesta quarta-feira (16) o deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RO), candidato à presidência da Câmara dos Deputados. No encontro, o parlamentar destacou as 14 propostas que defende na disputa pelo comando da Casa e abordou temas que são do interesse do Estado de Mato Grosso do Sul.

Candidato à presidência discutiu temas de interesse ao Estado Foto: Edemir Rodrigues

Conforme Alves, dois pontos principais são a reforma política e a revisão do Pacto Federativo. No caso do primeiro tema, ele admitiu que o próprio parlamento é responsável pela demora na votação e precisa corrigir esse erro. Sobre o Pacto, Alves defende mudanças no modelo atual em favor dos Estados e Municípios. “Essas são duas pautas prioritárias. No caso do Pacto Federativo, essa relação [entre] União, Estados e Municípios está esgotada. Nós precisamos buscar uma nova relação, que estabeleça mais igualdade de pleitos, igualdade de direitos de cada um”, afirmou, em entrevista após a reunião com Puccinelli e integrantes da bancada de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional.

Um dos principais temas de interesse de Mato Grosso do Sul em discussão na Câmara atualmente, a lei da redistribuição dos royalties do petróleo também está na agenda do parlamentar. A matéria aprovada pelos deputados foi vetada pela presidente Dilma, e, para vigorar, depende agora da derrubada do veto. “Na prática, é uma questão que precisa ser votada rapidamente. Tem o impasse da cronologia dos vetos, que foi levantada pelo Supremo Tribunal Federal, e isso nos cria uma situação de impasse com três mil vetos [na frente]. Foi uma omissão nossa deixar acumular 12 anos sem votar os vetos, mas agora queremos corrigir. É preciso encontrar uma saída política para que alguns vetos fundamentais nós possamos priorizar e votar e a questão dos royalties. Isso é muito importante, porque é a distribuição de uma riqueza nacional”, analisou.

“Nós estamos apoiando o nome do nosso candidato, que é do PMDB. Não existe troca, isso é coisa que a imprensa coloca. O Eduardo é meu amigo, fui deputado junto com ele. Na Câmara irá cuidar dos interesses do Estado”, comentou Puccinelli.

PMDB fecha acordo com Mochi presidente, Esacheu vice PMDB fecha acordo com Mochi presidente, Esacheu vice

Não se sabe ainda se a crise interna no PMDB está superada, mas o certo é que o partido colocou ponto final na disputa pelo comando regional da legenda a partir do recuo do atual presidente Esacheu Nascimento, que decidiu abrir mão para o deputado estadual Júnior Mochi.

Mochi ganha queda de braço no PMDB

Portanto, o tão sonhado consenso foi anunciado pelo secretário estadual de Habitação e deputado estadual licenciado Carlos Marun, por meio de seu twitter.

“Chegamos a um acordo no PMDB. Chapa de consenso, Mochi presidente e Esacheu vice. Valeu”, postou o secretário, escolhido pelo governador André Puccinelli para pagar o princípio de incêndio nos quadros peemedebistas.

A crise no partido eclodiu a partir de declarações públicas feitas por Esacheu, que disparou contra o prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, após a derrota do deputado federal Edson Giroto no segundo turno das eleições municipais para o deputado estadual Alcides Bernal (PP).

Esacheu atribuiu a derrota ao prefeito, coordenador da campanha de Giroto na Capital. Irritado, Nelsinho pediu a cabeça do correligionário.

O próprio governador havia tentado a unidade no PMDB, mas deixou a missão para Marun. Em entrevista à imprensa no sábado, durante o encontro regional do DEM, na Assembleia Legislativa, André Puccinelli ainda falava com a possibilidade de um racha, ou seja, uma disputa na convenção marcada para o próximo dia 20 entre os dois peemedebistas.

No entanto, o partido deverá eleger o novo diretório regional este mês em chapa de consenso.

PMDB sem consenso deve bater chapa em convenção estadual PMDB sem consenso deve bater chapa em convenção estadual

O atrito exposto no PMDB a partir de divergências entre o prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho e o presidente da executiva regional, Esacheu Nascimento, tornou inevitável a disputa interna pelo comando da legenda em Mato Grosso do Sul.

Mochi é o preferido da maioria

Os dois se desentenderam desde o resultado negativo nas eleições de outubro quando o PMDB perdeu a hegemonia na prfeitura de Campo Grande, quando teve seu candidato, o deputado federal Edson Giroto, derrotado no segundo turno para o deputado estadual Alcides Bernal (PP).

Indignado com o resultado das urnas, Esacheu partiu para a ofensiva, mirando o prefeito e ex-coordenador da campanha de Giroto na Capital como principal responsável pela derrota .

Esacheu também saiu publicamente em defesa da candidatura da vice-governadora Simone Tebet (PMDB) à sucessão do governador André Puccinelli (PMDB) em 2014.

A manifestação pública na imprensa do dirigente peemedebista irritou o prefeito, que reagiu ao pedir sua cabeça. Por causa disso, o prefeito se articula na tentativa de isolar o correligionário, montando uma chapa de consenso com a participação dos principais líderes do partido na composição do diretório regional a ser eleito este mês durante convenção.

Esacheu avisa que vai para o confronto

A preferência de Nelsinho é eleger o deputado estadual Júnior Mochi, líder do governo na Assembleia Legislativa, para o comando partidário.

Além de Nelsinho, devem integrar a chapa o senador Waldemir Moka, o governador André Puccinelli, deputados federais, estaduais, prefeitos e prefeitos eleitos.

Apesar das articulações de bastidores encabeçadas por Nelsinho, Esacheu promete ir para o confronto durante a convenção do PMDB. “Nossa chapa ao diretório estadual do PMDB MS, com meu nome (Esacheu Cipriano Nascimento) para presidente é a chapa Ulysses Guimarães” (…). Peço aos amigos peemedebistas para ajudar a divulgar e pedir apoio aos convencionais”, postou o dirigente em sua página no Facebook.

Esacheu usa o curso que o partido oferece aos cerca de 9 mil filiados como uma das principais armas de campanha rumo à sua reeleição. “Nós queremos que a base respeite as nossas lideranças, mas também estamos cobrando que as lideranças respeitem o sentimento de nossa militância”, sugere o presidente do PMDB.

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