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PM resgata jovem torturado em ‘tribunal do tráfico’ em favela no Rio PM resgata jovem torturado em ‘tribunal do tráfico’ em favela no Rio

Policiais militares resgataram um jovem, de 20 anos, de uma sessão de tortura no “tribunal do tráfico”, na Favela do Rola, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, na tarde desta quarta-feira (15). Os agentes prenderam Gabriel Andrade de Oliveira, de 18 anos, apontado como gerente do tráfico na comunidade. Outros cinco criminosos conseguiram fugir. O caso foi registrado na 36ª DP (Santa Cruz).

Gerente do tráfico foi preso no “tribunal do tráfico”
(Foto: Divulgação/ Polícia Militar)

A vítima foi identificada como Diogo Farias de Souza, de 20 anos, que teria uma dívida com traficantes. O rapaz foi amarrado, espancado e seria morto pelos traficantes, de acordo com a polícia. Os policiais foram alvejados pelos criminosos ao chegarem ao local onde ocorria a tortura, mas ninguém se feriu. A PM foi acionada após denúncias de moradores.

Diogo foi encaminhado ao Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz. Segundo a polícia ele parecia confuso e falava coisas desconexas. Ele foi submetido a uma cirurgia de drenagem no tórax e seu estado de saúde é estável, de acordo com a Secretaria municipal de Saúde.

Operação no Rola
A delegada Martha Rocha, chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, informou que vai punir “erros e excessos” na operação da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) em 2012 na Favela do Rola, que deixou cinco mortos. Na ocasião, uma das vítimas, que estava desarmada, teve o corpo carregado para um bar onde estavam as armas e outros mortos pela operação. A ação foi flagrada por imagens publicadas pelo jornal Extra.

 

G1.com
Bombeiro acusado de fazer sexo em quartel no Rio diz que fotos foram montadas Bombeiro acusado de fazer sexo em quartel no Rio diz que fotos foram montadas

A Polícia Civil, que deve entrar em greve na sexta-feira (17), pediu na sessão desta manhã (15), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, para que os deputados não votem o reajuste de 5%. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol-MS), Alexandre Barbosa da Silva, pediu que, quando o projeto chegar à Casa, os parlamentarem excluam a tabela referente à categoria.

O bombeiro Anderson Luiz Santana Machado, acusado de manter relações sexuais com um casal dentro do quartel do 4º GBM (Grupamento de Bombeiro Militar), no bairro da Posse, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, negou as denúncias em depoimento à Auditoria da Justiça Militar na última segunda-feira (13). Ele disse à juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros que as relações sexuais aconteceram do lado externo do quartel e que as fotos foram montadas.

O sargento Vagner da Silva Oliveira, que teria consentido com os atos libidinosos e permitido a entrada do casal no quartel, também negou as acusações, segundo informações do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio). O suposto crime teria ocorrido em junho do ano passado.

As relações sexuais foram fotografadas e filmadas pelo casal, e o material acabou sendo divulgado em um blog. Segundo denúncia do MPE (Ministério Público Estadual), os três aparecem em cenas de sexo explícito tendo como cenário viaturas do Corpo de Bombeiros. O encontro teria sido marcado pela internet.

A juíza marcou para 1º de julho a audiência em que ouvirá as testemunhas de acusação e de defesa arroladas no processo. Os bombeiros respondem pelos crimes previstos no artigo 235 do Código Penal Militar (praticar ou permitir a prática de ato libidinoso, homossexual ou não, em lugar sujeito a administração militar) e ficaram presos por mais de 20 dias. Se condenados, a pena prevista é de seis meses a um ano de detenção.

UOL
Vídeo mostra policiais civis forjando auto de resistência em favela do Rio Vídeo mostra policiais civis forjando auto de resistência em favela do Rio

O vídeo de uma operação da Polícia Civil na Favela do Rola, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, uma das mais perigosas da cidade, mostra os agentes forjando um auto de resistência, mudando o corpo de um dos mortos de lugar – segundo a corporação, foram cinco vítimas ao todo na ocasião. As imagens, obtidas com exclusividade pelo EXTRA, são produto de duas câmeras, uma num helicóptero e outra afixada à cabeça de um dos policiais. A ação aconteceu no dia 16 de agosto de 2012.

A gravação tem início com um helicóptero (Águia 3) monitorando um bar, onde há venda de drogas e dois bandidos portam fuzis. Moradores – incluindo crianças e mulheres – passam normalmente pelo local. Minutos depois, já com as ruas desertas, uma segunda aeronave (Águia 2) abre fogo por seis minutos contra o refúgio dos traficantes. Não é possível ver, em momento algum disparos feito da terra em direção à aeronave.

Mais tarde, após desembarcarem de um dos helicópteros, policiais correm até o bar metralhado. Lá, ao lado da equipe que chegou por terra, em um veículo blindado, todos comemoram com abraços e sorrisos ao encontrar três corpos. Os agentes falam repetidamente em acionar o socorro, embora as mortes já tenham sido constatadas.

Em seguida, uma outra vítima é encontrada numa casa próxima. “Ele ‘tava’ com arma?”, pergunta um agente, recebendo uma negativa como resposta. “Tem que fazer a contagem rápida, irmão”, afirma outro. É a deixa para o grupo, com a ajuda de um lençol vermelho, transportar o corpo em ritmo acelerado por cerca de 70 metros e abandoná-lo no bar que era reduto do tráfico.

Polícia Civil envia nota

Procurada pelo EXTRA, a chefe da Polícia Civil, Martha Rocha, se manifestou por meio de nota: “Em relação à operação na Favela do Rola, em Santa Cruz, há um inquérito em andamento na 36ª DP (Santa Cruz) que investiga os homicídios. Testemunhas ouvidas no dia do fato confirmam que houve confronto entre policiais e traficantes. Na ocasião, policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) apreenderam quatro fuzis, uma espingarda, duas pistolas, 67 cartuchos, além de drogas e dinheiro. Também foi realizada perícia de local e do material apreendido. O caso foi registrado como homicídio proveniente de auto de resistência”.

O delegado Ricardo Barbosa, titular da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), não foi encontrado para comentar as imagens. Também contatados, não quiseram falar sobre o caso o subchefe operacional da Polícia Civil, Fernando Veloso, e Adonis Lopes de Oliveira, que comandava o Serviço Aeropolicial (Saer) na época. Adonis pilotava um dos helicópteros, a exemplo do que ocorreu na ação que matou o traficante Matemático, em abril de 2012, na Favela da Coreia, em Senador Camará, também na Zona Oeste.

EXTRA
Condutor perde controle da direção é caminhão cai no rio Anhandui Condutor perde controle da direção é caminhão cai no rio Anhandui

Um caminhão de mudanças caiu no Rio Anhanduí na manhã de hoje (4), na avenida Thirson de Almeida (prolongamento da avenida Ernesto Geisel), no Bairro Guanandi, perto do Hospital Regional, em Campo Grande (MS). Dois homens estvam no veículo na hora do acidente ocorrido por volta das 9h30 .

O caminhão 608, trafegava sentido Bairro-Centro, quando o motorista perdeu o controle da direção Foto Karin Seben/midiamax.com

O caminhão 608, trafegava sentido Bairro-Centro, quando o motorista João Joaquim Justino, de 58 anos perdeu o controle da direção em uma curva, saiu da pista, derrubou um poste e caiu no rio. Condutor e passageiro saíram sozinhos do caminhão. Segundo o Corpo de Bombeiros, a queda ocorreu de uma altura de oito metros.

Eles sofreram escoriações, mas apenas o motorista precisou ser encaminhado pelo Corpo de Bombeiros para receber atendimento médico, ele teve um corte na cabeça e foi encaminhado para o Centro de Saúde 24 horas do bairro Guanandi. Joaquim e o pedreiro Ricardo Marques Niveiro, de 36 anos, voltavam de uma mudança para a residência da dupla, no Jardim Tijuca.

Os dois saíram sozinhos do caminhão e subiram o barranco, onde ficaram aguardando a chegada do Corpo de Bombeiros.

Na avenida, sentido centro-bairro, ficaram inúmeras marcas de frenagem. Já no córrego foram espalhados alguns entulhos e o veículo, um Mercedes Benz Azul, de placas HQU 8303, aguarda um guincho para ser retirado.

Homem morre afogado no Rio Paraná Homem morre afogado no Rio Paraná

Um homem cuja identidade não foi divulgada foi encontrado morto na sexta-feira (26), às margens do Rio Paraná, próximo à cascalheira, em Três Lagoas.

Foto Rádio Caçula

De acordo com o boletim de ocorrência, denúncias apontavam de que havia o corpo de uma pessoa próximo ao barranco e ao checarem as informações, os militares constataram o fato encontrando a vítima.

A vítima não portava documentos pessoais e até o momento não foi identificada. O homem tinha aproximadamente 1,78 de altura e na ocasião, estava trajando bermuda da cor azul e cueca branca. Além disso, ele ainda apresentava uma cicatriz no antebraço direito e estaria aparentemente com lesões corporais.

O corpo dele foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil.

RÁDIO CAÇULA
Vídeo mostra tentativa de corrupção a policial de UPP no Rio Vídeo mostra tentativa de corrupção a policial de UPP no Rio

Rio – Um vídeo divulgado pela Polícia Militar mostra um policial fingindo aceitar propina de um traficante no Morro da Mangueira, aréa de uma das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), para flagrar o suborno do crime organizado no local. Três acusados foram presos até o momento.

A operação conjunta do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e da Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar do Estado do Rio busca cumprir seis mandados de prisão, nesta terça-feira. Veja o vídeo abaixo.

Foram denunciados por oferecer propina e por associação para o tráfico, o gerente das bocas de fumo na Mangueira, Jean Carlos Ramos Tomaz, conhecido como Beni; os irmãos Wagner Palomo Ferreira, o Waguinho, e Marcelo Palomo Ferreira, administradores de um bar que atuavam para facilitar o comércio de drogas na região; e Claudio de Oliveira Dias, o Belo.

O MP também denunciou por associação para o tráfico Alexandro Costa Borges, conheido como Sandro Negão, homem de confiança do gerente da boca; e o motoboy Jony Ramos, o Jony, responsável pelo transporte de drogas na Mangueira.

A tentativa de corrupção ocorreu no dia 13 de agosto de 2012 quando Wagner Palomo Ferreira, dono de um bar na Mangueira ofereceu propina a um policial militar que atua na UPP da comunidade. O objetivo era evitar o patrulhamento do local e a repressão ao tráfico de drogas. A oferta foi comunicada ao comando da UPP, que começou a operação para identificar os demais criminosos.

As negociações foram feitas por meio de um telefone comprado por Marcelo, irmão de Wagner e sócio do bar, e entregue ao policial. No dia 8 de setembro, Marcelo avisou que o contato seria feito por volta de 20h. De acordo com as investigações, o traficante Jean Carlos informou ao PM sobre o acordo e perguntou sobre o valor desejado “para que ele não atrapalhasse os negócios”. Em continuidade à ação controlada, o policial infiltrado garantiu que não haveria patrulhamento ostensivo no local.

Jean voltou a entrar em contato com o agente no dia 24 de setembro, reclamando que as viaturas da UPP estariam atrapalhando o negócio. Em seguida definiu o valor de R$ 700,00 para facilitar as atividades ilícitas da boca de fumo da localidade. O dinheiro foi entregue pelo denunciado Cláudio de Oliveira Dias em um bar no bairro do Maracanã. A negociação e a entrega do dinheiro foram filmadas pela polícia.

A ação contou com agentes da Coordenadoria de Inteligência da PM e da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do MPRJ. Os presos serão encaminhados para a 17ª DP (São Cristóvão). A denúncia é assinada pelos promotores Rogério Lima Sá Ferreira e Marcelo Muniz Neves e pelo Coordenador do GAECO, Alexandre Themístocles de Vasconcelos.

O Dia
Suspeito de agredir motorista no Rio pode ser indiciado por homicídio doloso Suspeito de agredir motorista no Rio pode ser indiciado por homicídio doloso

O universitário suspeito de agredir o motorista do ônibus que caiu de um viaduto na tarde de terça-feira (2) no Rio pode ser indiciado por homicídio doloso –quando há a intenção de matar–, segundo a Polícia Civil. O jovem, que não teve a identidade revelada, deve ser ouvido ainda hoje, no Hospital Miguel Couto, na Gávea, na zona sul, onde está internado.

Ônibus despenca de viaduto e interdita trecho da avenida Brasil, no Rio; sete pessoas morreram e nove ficaram feridas Foto Bruno de Lima/Frame/Folhapress

Três testemunhas confirmaram que o estudante agrediu com chutes o rosto do motorista que dirigia o veículo antes do acidente, o que teria provocado a queda do viaduto. De acordo com informações da polícia, ele teve um ferimento na boca e foi levado para o hospital.

“O agressor pode responder por homicídio doloso. Se caracterizado que o acidente foi em decorrência do ataque que ele [universitário] fez ao motorista, ele irá responder por homicídio doloso. Se não houver essa confirmação, o motorista responderá por homicídio culposo (quando não há a intenção de matar)”, disse o delegado titular da 21ª DP (Bonsucesso), José Pedro Costa da Silva, ao deixar o Hospital Estadual Getúlio Vargas na Penha, zona norte.

O delegado foi ao local para conversar com o motorista do veículo, mas Silva afirmou que o condutor não tem condições de prestar esclarecimentos. “Ele ainda está em estado de choque e não se recorda do acidente. A memória recente dele está prejudicada”, afirmou.

Segundo o delegado, o motorista só se recorda do que aconteceu até segunda-feira (1º). “Ele disse que não se recorda nem de ter ido trabalhar no dia do acidente”, disse Silva.

O veículo caiu de uma altura de cerca de 10 metros do viaduto Brigadeiro Trompowski –que liga a Ilha do Governador à avenida Brasil– e ficou de cabeça para baixo. O ônibus, da empresa Paranapuan, estava com o licenciamento vencido. De acordo com o Detran, a última vistoria foi feita em 2011. A empresa não foi localizada para comentar o assunto.

Folha.com
Testemunha diz que jovem agrediu motorista de ônibus que caiu no Rio Testemunha diz que jovem agrediu motorista de ônibus que caiu no Rio

O delegado que investiga a queda do ônibus 328 do Viaduto Brigadeiro Trompowski, na Avenida Brasil, perto da Ilha do Governador, no Rio, na tarde desta quarta-feira (3), disse que a agressão de um jovem ao motorista pode ter causado o acidente que deixou sete mortos. José Pedro Costa da Silva, titular da 21ª DP (Bonsucesso), ouviu sobreviventes, inclusive o motorista do veículo, e contou que os primeiros relatos confirmam a discussão entre os dois e que o veículo estava em alta velocidade. As informações são do Jornal da Globo.

Ônibus caiu de um viaduto deixando 7 mortos e 11 feridos no Rio de Janeiro. (Foto: Sergio Moraes/Reuters)

O motorista do ônibus, André Luiz Souza Oliveira, de 33 anos, está internado com fratura na perna, traumatismo craniano e em estado de choque. O quadro dele é estável. O delegado José Pedro Costa da Silva, da 21ª DP (Bonsucesso) chegou a conversar com ele, mas quer ouvi-lo de novo porque disse que o motorista não estava em condições de prestar depoimento.

“Nós temos duas testemunhas que estão lúcidas, mas que nos falaram que ele vinha em alta velocidade e isso causou a insatisfação de um passageiro por ele não ter parado no ponto”, conta o delegado .

Nelson Martins e o balconista Arioslvado Lima estavam no ônibus que caiu do viaduto. Eles desceram momentos antes do acidente e contaram uma história que pode ajudar a revelar o que aconteceu.

De acordo com o relato das testemunhas, um homem não conseguiu descer onde desejava e, a partir daí, começou uma discussão. Segundo uma das testemunhas, o homem pulou a roleta e passou a gritar com o motorista, que também se exaltou. As duas testemunhas, então, deixaram o ônibus.

“O motorista parou, levantou, discutiu verbalmente, xingando palavrões, e os passageiros começaram a reclamar, que moram longe e tal, ele seguiu adiante. Ao descer eu olhei para trás, eu vi os dois discutindo, principalmente o passageiro, fazendo gesto e tal”, conta Ariosvaldo.
“A única coisa do ônibus que eu ouvi quando desci foi motorista falando ‘você não vai pular de volta não, então você vai comigo até o Centro’”, conta Nelson.

O ônibus tinha uma câmera interna que registrou tudo o que aconteceu dentro do veículo e a câmera já está com a polícia. A perícia já foi feita no local do acidente e a polícia tenta agora localizar o passageiro que teria brigado com o motorista.

“Vamos apurar também a responsabilidade desse passageiro que agrediu e ver a extensão dessa agressão teria sido um chute e que ele teria dado sinais de desmaio”, diz o delegado.

Sobreviventes relatam alta velocidade

Os sobreviventes do acidente disseram que o veículo estava em alta velocidade quando caiu do viaduto sobre a Avenida Brasil, no Subúrbio do Rio.

A filha caçula de Marcius Flávio nascimento, de 42 anos, um dos sete mortos no acidente, faz um ano nesta quarta-feira (3). Os planos de comemoração foram brutalmente interrompidos.

“Ele era um pai de família dedicado, um marido amoroso e vai fazer muita falta. O que eu vou dizer pra minha filha de quatro anos?”, diz a esposa de Marcius, Michele Nascimento.

Além de Marcius, também morreram no local: José Adailton de Jesus, 42 anos, Ângela Maria Reis da Silva, 62 anos, Luis Antônio do Amaral, 41 anos, Francisco Batista de Souza, de 40 anos, Oseias da Silva Cardoso, de 39 anos e Luciana Chagas da Silva, que ainda não teve a idade confirmada.

O ônibus ficou amassado, como se fosse de papel. Os bombeiros de seis quartéis foram mobilizados para salvar vidas.

O acidente aconteceu no viaduto que liga a Ilha do Governador, onde fica o Aeroporto Internacional Tom Jobim, e a Avenida Brasil, uma das principais vias de acesso do Rio. O ônibus despencou de uma altura de dez metros.

‘Primeiro a chegar’

O motorista Fernando Almeida conta que ajudou a socorrer as vítimas. “Eu vi como se fosse uma cena de terror. Eu estava do outro lado da pista e ali eu escutei como se fosse barulho de um granada ou de uma bomba e quando eu olhei para o outro lado eu vi a cena o ônibus de cabeça pra baixo. Então na hora que passou pela minha cabeça. Ali no momento eu não pensei duas vezes, atravessei a seletivas e fui a primeira pessoa a chegar. Entrei no ônibus, as pessoas gritavam, outras já estavam mortas, consegui puxar algumas pessoas”, conta o motorista Fernando Almeida.

O veículo só foi retirado da Avenida Brasil quase três horas depois da queda, o que causou um caos no trânsito da cidade. No Instituto Médico Legal (IML), havia uma dolorosa espera dos parentes das vítimas pela liberação dos corpos. Nos hospitais, os parentes das vítimas buscavam notícias.
“Eu soube pela minha nora que ligou pra mim. Meu filho falou que só a cabeça, que acho que é na cabeça, faz a transferência pra uma cirurgia, que meu filho é da marinha”, conta a aposentada Elzemir Campos Leite

“Quando eu atendi ao telefone, que ela ligou, ela pediu que eu viesse correndo pro hospital, que ela tinha sido cuspida quando o ônibus. Ela teve uma fissura da coluna e foi uma que eu dessas vítimas que não aconteceu coisa mais grave”, diz o padrasto de uma das vítimas,Manuel Monteiro.

Hospitalizados

O Hospital de Bonsucesso recebeu uma ferida, uma jovem de 17 anos que estava com o corpo pintado, já que tinha acabado de sair do trote da faculdade. A menina, que não teve o nome revelado, sofreu fratura na clavícula e traumatismo craniano. Ela está em observação e vai passar pelo exame de tomografia. Uma mulher de de 59 anos também foi encaminhada à unidade porque passou mal ao presenciar o acidente. Como não estava no ônibus, essa paciente não entra na contagem do Corpo de Bombeiros.

No Hospital Souza Aguiar, no Centro, deram entrada dois passageiros, um homem e uma mulher. A assessoria da unidade informou que o homem sofreu fratura no fêmur e a mulher está com escoriações no braço.

Também foram levadas quatro vítimas para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha. A Secretaria estadual de Saúde informou que deram entrada três homens e uma mulher. Um dos pacientes, que ainda não foi identificado, chegou em estado gravíssimo e foi levado diretamente para o centro cirúrgico. Ainda não há informações sobre o estado de saúde.

Dois feridos chegaram de helicóptero ao Hospital Miguel Couto, na Zona Sul. Eles sofreram politraumatismo e estão em estado grave. Outras duas vítimas foram encaminhadas ao Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, na Baixada Fluminense. A Secretaria estadual de Saúde informou que uma das pacientes é uma mulher, que está em estado muito grave. A outra vítima chegou de helicóptero ao local e ainda não havia sido identificada até as 19h.

O ônibus, da Viação Paranapuã, do Consórcio Internorte, fazia a linha 328, Bananal-Castelo. O veículo ficou com as rodas para cima.

Câmera de segurança

A Secretaria de Transportes, o Centro de Operações e a empresa de ônibus verificavam se o veículo possuía câmera de segurança, para apurar as causas do acidente e verificar sobre a possível discussão entre motorista e passageiro.

Discussão

Um passageiro que saltou um ponto antes do local do acidente, disse que o motorista estava discutindo com um homem que pulou a roleta. O passageiro disse que desceu do ônibus com medo da briga.

De bicicleta, diretora de TV é atropelada por ônibus e morre no Rio De bicicleta, diretora de TV é atropelada por ônibus e morre no Rio

A diretora de TV Gisela Matta, 36, morreu ontem (1°) no Rio de Janeiro após ser atropelada por um ônibus. De acordo com familiares da vítima, ela estava de bicicleta na faixa de pedestres quando foi atingida.

A diretora Gisela Matta morreu no Rio após ser atropelada por um ônibus; vítima gostava de usar bicicleta como meio de transporte Foto Reprodução/Facebook/Gisela Matta

O acidente aconteceu na noite de domingo (31) no cruzamento das ruas General San Martin e Bartolomeu Mitre, no Leblon (zona sul do Rio). Gisela chegou a ser socorrida ao Hospital Municipal Miguel Couto, mas não resistiu aos ferimentos.

O motorista do ônibus, segundo a polícia, parou para prestar socorro à vítima e prestou depoimento na 14ª DP (Leblon). O nome dele não foi divulgado. Segundo o seu depoimento, ele estava virando à direita para entrar na rua Bartolomeu Mitre quando ouviu um barulho. Ao descer, ele viu a ciclista caída.

Ainda segundo a versão apresentada por ele, o semáforo estava aberto para os carros. Ele vai responder ao processo em liberdade.

A irmã de Gisela, Priscila Matta, diz que ela não tinha carro e sempre optava em utilizar a bicicleta como meio de transporte. Segundo ela, a diretora voltava da casa de uma amiga quando ocorreu o acidente. “Ela é mais uma vítima do trânsito. Mais uma ciclista morta. Muita propaganda é feita sobre os ciclistas, mas as cidades não estão preparadas”, lamenta a irmã.

Gisela era casada e não tinha filhos e morava há cerca de seis meses no Rio. Segundo a irmã, ela vivia em Nova York, nos Estados Unidos, onde fazia diversos trabalhos nacionais e internacionais.

De acordo com o site da diretora, entre os trabalhos mais recentes estão a co-produção do programa “Amor e sexo”, da TV Globo, que é apresentado por Fernanda Lima. Gisela também participou da produção do show de Ivete Sangalo no Madison Square Garden, entre outros trabalhos, como o programa “Lugar Incomum”, do Multishow.

Como a família de Gisela e boa parte dos amigos são de São Paulo, o corpo será enterrado na tarde de hoje no Cemitério dos Protestantes, na Consolação (região central de SP).

OUTROS CASOS

Um ciclista morreu atropelado por uma carreta na tarde de ontem (1°) quando trafegava pela rodovia Cônego Domênico Rangoni, na região do Guarujá (no litoral de São Paulo). Ele estava com uma outra ciclista, que teve ferimentos leves.

Segundo a Polícia Rodoviária Estadual, o acidente aconteceu por volta das 16h20, no km 248, no sentido Guarujá, quando o casal acessou a faixa de rolamento. De acordo com a polícia, eles não conseguiram desviar e foram atingidos lateralmente pela carreta que já seguia pela via.

O homem chegou a ser atropelado e morreu ainda no local. Já a mulher teve ferimentos leves e foi encaminhada para o Hospital Santo Amaro, no Guarujá. A Polícia Civil foi procurada, mas não deu detalhes sobre o caso.

No último dia 10, o ciclista David Santos Sousa, 21, foi atropelado por um carro quando trafegava pela ciclofaixa da avenida Paulista, na região central de São Paulo. Com a batida, ele teve o braço decepado. O motorista fugiu sem prestar socorro e jogou o braço, que ficou preso em seu carro, em um córrego da zona sul.

O motorista Alex Siwek foi preso, mas a Justiça concedeu uma liminar (decisão provisória) libertando o universitário. O desembargador que julgou o pedido da defesa do jovem determinou ainda a suspensão da carteira de habilitação dele.

Há pouco mais de um ano, uma ciclista morreu na avenida Paulista após ser atingida por um ônibus. Segundo testemunhas, ela estaria discutindo com um outro motorista de ônibus, gesticulando bastante, quando se desequilibrou e caiu embaixo da roda traseira de um segundo ônibus que vinha atrás e fazia a linha Sacomã-Pompeia.

Ela chegou a ser arrastada por cerca de quatro metros. Juliana Dias, 33, bióloga e funcionária do hospital Sírio-Libanês. Na época, um grupo de ciclistas realizou um ato de protesto na via.

Em 2009, outro atropelamento envolvendo ônibus e ciclista na Paulista gerou repercussão e protestos por mais segurança no trânsito.

Na ocasião, Márcia Regina de Andrade Prado, 40, morreu após ser atingida na pista sentido Consolação, perto da alameda Campinas. A vítima era ativista no uso de bicicletas como forma de melhorar o trânsito e a qualidade do ar da cidade.

Para marcar o acidente, foi instalada uma “ghost bike” (uma bicicleta branca) no mesmo local em que ela morreu.

Folha.com
Caseiro de Eldorado é encontrado morto no rio Paraná Caseiro de Eldorado é encontrado morto no rio Paraná

Por volta de 15h de ontem, o Corpo de Bombeiros de Mundo Novo foi requisitado e fez o trabalho de resgate do corpo do caseiro que tomava conta de uma ilha, no rio Paraná, entre os municípios de Eldorado (MS) e Altônia (PR).

Foto Divulgação

Ademir estava desaparecido desde a tarde de sábado passado, quando saiu para nadar, na Prainha do Morumbi.

O corpo dele foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Naviraí e após passar pelo exame de necropsia, foi liberado, por volta de 8 horas de hoje e, já está sendo transladado em viagem de volta para Eldorado, onde deve haver o velório e o sepultamento.

Sul News

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