| Em balanço da Virada Cultural 2013, PM diz ter prendido 28 pessoas A Polícia Militar afirma que 28 pessoas foram presas durante a operação da Virada Cultural 2013, segundo balanço preliminar divulgado às 18h deste domingo (19). Duas pessoas morreram: uma com suspeita de overdose e outra baleada com um tiro no rosto ao reagir a um assalto. Os casos foram registrados na região central de São Paulo, onde mais de 900 atrações foram apresentadas entre 18h deste sábado (18) e 18h de domingo. A estimativa é que cerca de 4 milhões de pessoas tenham participado do evento. Prefeito Haddad participa da coletiva com balançoda Virada Cultural (Foto: Roney Domingos/G1) Segundo o balanço da PM, houve 17 prisões em flagrantes, 12 roubos, 12 tumultos, seis pessoas esfaqueadas, nove menores presos e uma arma apreendida. Entre os detidos estão suspeitos de roubos de celulares, bolsas, vandalismo e tráfico de drogas. Ao todo, quatro pessoas foram baleadas, incluindo o padeiro Elias Martins Moraes Neto, de 19 anos, que morreu. Além disso, ao menos 1.800 pessoas tiveram de ser atendidas em quatro unidades montadas pelo Samu, sendo que foram necessárias 260 remoções causadas sobretudo por problemas relacionados ao consumo de álcool. O comandante da operação, Reynaldo Simões Rossi, disse que os números podem ser alterados com a conclusão de ocorrências. O prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou que, com base na observação do Centro de Comando, a organização percebeu o aumento na criminalidade. “A constatação foi a de que o número de ocorrências foi maior do que o previsto, mas havia contingente para atender essas ocorrências e reforçar o policiamento onde era necessário”, disse Haddad. “O que mais preocupou foi a questão da segurança, principalmente nos episódios da madrugada, das 2h30 às 5h”, afirmou o prefeito. Haddad destacou que houve um contingente recorde com 3,8 mil PMs e 1,4 mil guardas-civis para monitorar um público estimado em 4 milhões de pessoas. Após Haddad afirmar que houve aumento no total de ocorrências, o representante da PM pediu a palavra para afirmar que ainda é preciso analisar os números finais para constatar se houve recorde. “Peço licença, mas gostaríamos de aguardar o total do cômputo de ocorrências para dizer se houve aumento”, disse. “Presumimos que, com o aumento do público, o número de ocorrências ia aumentar, mas mesmo assim temos que concluir esse levantamento”, completou. Questionado sobre os arrastões na madrugada, o coronel admitiu que a polícia acompanhou a atuação de alguns grupos que cometeram crimes patrimoniais. De acordo com ele, no entanto, qualquer intervenção em evento público deste porte tem de ser “muito bem pensada”. “A prioridade é preservar a integridade das pessoas”, completou. Sobre possíveis omissões de policiais militares relatadas por participantes da Virada, o comandante da PM afirmou que “os desvios de conduta vão ser apurados”. “Há problemas? Há problemas, mas não podemos esquecer a envergadura (do evento)”, disse. O prefeito disse que não houve qualquer tipo de crise entre governo municipal e PM. Segundo Haddad, ele conversou pela manhã com os representantes da polícia em reuniões de trabalho. “Não tenho autonomia para pedir para a PM não dar coletiva”, afirmou. Perguntado se a Virada Cultural foi segura, Haddad respondeu: “Eu participei da Virada, meus filhos participaram e vamos continuar participando”. Ao comentar sobre o comportamento de criminosos que aproveitaram a aglomeração para roubar, o prefeito citou o discurso de Mano Brown, vocalista do Racionais MC’s, durante o show do grupo neste domingo. “É o depoimento mais insuspeito que poderia haver”, concluiu Haddad. Em seu show, Mano Brown foi direto. “A gente fala da polícia, mas ontem estive aqui de madrugada e vi muita covardia nas ruas do centro. Vários malandros ‘ramelando’, se agredindo, se desrespeitando. Vi dez manos roubando o Mizuno do moleque. O que vi ontem no Centro está longe de ser evolução”, disse o vocalista. Arrastões e morte de padeiro Elias e os amigos, então, correram atrás dos criminosos, quando o jovem levou um tiro no rosto. Ele foi levado para a Santa Casa, mas não resistiu. O caso foi registrado pelo 3º Distrito Policial, em Santa Ifigênia, como latrocínio (roubo seguido de morte). Além de Elias, a PM registrou outra morte na Virada Cultural. Um jovem de 21 anos morreu por suspeita de overdose. Jonatan Santos Nascimento foi encontrado caído na região de Santa Ifigênia, no Centro, e socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) à Santa Casa. No sábado, o senador Eduardo Suplicy (PT) teve carteira, celular e documentos furtados durante o show de Daniela Mercury e Zimbo Trio. O senador foi vítima do furto enquanto cumprimentava o público na Praça da Estação Júlio Prestes. Após o show terminar, Daniela voltou ao palco e fez um apelo para que devolvessem os pertences de Suplicy. Quinze minutos após o apelo, ela voltou ao palco informando que os documentos foram entregues. Os criminosos ficaram com R$ 400 e um smartphone.
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| Avião que ia de São Paulo para Miami pousa em Aruba após falha mecânica Um avião da American Airlines que decolou no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e seguia para Miami, no estado da Flórida (EUA), desviou a rota e pousou na ilha de Aruba, no Caribe, depois que foi descoberto um problema mecânico. Equipes de manutenção checaram o avião e conseguiram fazer o reparo. A aeronave chegou com cerca de quatro horas de atraso em Miami. Veja nota da assessoria de imprensa da American Airlines: “A American Airlines informa que o voo AA234 desta sexta-feira (17), de São Paulo para Miami, operado por um Boeing 777-200, com 218 passageiros e 14 tripulantes, alternou pouso em Aruba devido a um problema mecânico. A aeronave partiu de São Paulo às 10h45 e pousou normalmente no Aeroporto Internacional Reina Beatrix, em Aruba (AUA), às 16h01 (horário local). Os passageiros foram reacomodados à noite em um voo de Aruba para Miami. A companhia lamenta por qualquer inconveniente e esclarece que a segurança dos passageiros e da tripulação é a prioridade da companhia”. Avião chegou com cerca de quatro horas de atraso nos EUA (Foto: Globo News)
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| Gripe A matou 23 pessoas desde janeiro na capital paulista O vírus do H1N1 já matou 23 pessoas neste ano na capital paulista. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, foram confirmados 216 da gripe A de janeiro até o dia 14 de maio. Durante o ano de 2012, foram registrados 48 casos de contaminação e nove mortes por causa do vírus da gripe em toda a cidade. Para a Prefeitura de São Paulo ,a situação ainda não é grave, mas preocupa. Por isso, a campanha de vacinação que ia até o dia 26 de abril já foi prorrogada duas vezes e irá até 29 de maio. Segundo balanço da administração municipal, apenas 67,8% do público-alvo foi imunizado. Vacinação
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| Ator Paulo de Tarso morre aos 52 anos em São Paulo O ator, poeta e músico Paulo de Tarso foi encontrado morto por seu pai na noite de terça (14), em seu apartamento, localizado na avenida São Luís, região central de São Paulo. A causa da morte ainda está sendo investigada. Tarso, que tinha 52 anos, era integrante da companhia Cemitério de Automóveis, grupo de teatro do circuito marginal paulistano. Segundo Mário Bortolotto, diretor e dramaturgo do grupo, o corpo de Paulo será velado na sede da companhia, na rua Frei Caneca, no bairro da Consolação. O corpo será cremado, mas o local ainda não foi definido. Paulo de Tharso (dir.) com Jiddu Pinheiro em cena da peça “Borrasca” (Lenise Pinheiro/Folhapress)Entre os trabalhos realizados por Paulo junto ao Cemitério de Automóveis estão suas atuações nos espetáculos “Música para Ninar Dinossauros” e “Medusa de Ray Ban”. Ele estava no elenco da peça “Borrasca”, que havia entrado em cartaz na semana passada, também com direção de Bortolotto. Como músico, Paulo participou das bandas A Casa Caiu e Big Balls. Tinha músicas compostas em parcerias com Fernando Carvalho, Alexandre Bessa, Jorge Mautner, Fabio Brum, Alexandre Zuppo, Nelson Brito e Arthur Conrad, entre outros.
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| Cachaça falsa era vendida por até R$ 1.000 em Minas, Bahia e SP Cachaças compradas por R$ 5 a R$ 10 em Salinas (norte de Minas Gerais) eram vendidas como se fossem de marcas famosas por até R$ 1.000 em mercados de Belo Horizonte, Montes Claros, cidades do sul da Bahia e na capital paulista. A polícia suspeita que o esquema era comandado havia pelo menos três anos por Claudemiro Modesto da Silva, 50, preso em flagrante na sexta-feira (10) durante a “Operação Aguardente”. Na casa de Claudemiro, em Salinas, a polícia encontrou cerca de 400 garrafas de cachaças falsas (prontas para venda) e mais de mil rótulos das marcas Indaiazinha, Havana, Canarinha, Nova Aliança e Anísio Santiago, as mais sofisticadas do Brasil e produzidas na cidade mineira. Segundo a polícia, após comprar as cachaças baratas, Claudemiro colocava rótulos falsos, supostamente fabricados em gráficas de Montes Claros e Belo Horizonte. Ele vendia falsificações da marca Canarinha saíam por R$ 70 a R$ 80; já as da Havana, por até R$ 400. Depois, ela era revendida por R$ 1.000 em casas especializadas em cachaça –o mesmo valor da original. Cachaças falsificadas de marcas como Canarinha e Havana que foram apreendidas pela polícia em Salinas, em Minas Gerais (Divulgação)O delegado José Eduardo dos Santos, de Salinas, desconfia que Claudemiro atuava junto com outras pessoas. “Na delegacia, ele [Claudemiro] preferiu ficar calado.” Defensor de Claudemiro, o advogado Dairton dos Anjos não foi localizado. A polícia chegou até o suspeito após denúncias de fabricantes de cachaças. As investigações foram iniciadas há oito meses. Fabricante da marca Canarinha, Eilton Santiago Soares, que tinha a informação que seu produto estava sendo falsificado, disse que há três anos vem observando a venda de cachaças falsas nos mercados centrais de Montes Claros e Belo Horizonte. “Nesse tempo, tive prejuízo de uns R$ 80 mil”, afirmou Soares. “Já falei com ele [Claudemiro] várias vezes sobre as falsificações, mas ele sempre negava, dizia que não tinha nada a ver, e a gente não podia fazer muita coisa porque não tinha prova de que ele era o falsificador”, completou. Outro fabricante, Osvaldo Santiago, dono das marcas Havana e Anísio Santiago, disse que amigos, por diversas vezes, compraram as falsificações em casas especializadas de São Paulo e Minas Gerais. “Eles compravam e traziam pra me mostrar”, disse Santiago, sem estimar o prejuízo. Para combater as falsificações, os fabricantes de cachaça de Salinas estudam implantar, a partir de julho, um selo de indicação geográfica, que atesta que a cachaça foi produzida em certo local. A colocação do selo nos rótulos foi autorizado ano passado pelo INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. “O selo não é imune à falsificação, mas sem dúvida dificultará em muito a ação de falsificadores”, disse o presidente da APACS (Associação de Produtores Artesanais de Cachaça de Salinas), Nivaldo Gonçalves das Neves.
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| Ferrari de R$ 1,5 milhão fica destruída em acidente na Marginal Tietê, em SP Uma Ferrari avaliada em mais de R$ 1,5 milhão ficou destruída na madrugada desta segunda-feira (13) na altura do Cebolão – complexo viário que liga a Marginal Tietê à Marginal Pinheiros, em São Paulo. O carro bateu em um poste e depois em uma mureta do Cebolão – faltou pouco para o carro despencar de uma altura de cerca 20 metros. Segundo testemunhas, o motorista e uma mulher saíram do carro sem ferimentos e foram embora. O motorista ainda não foi identificado. Um dos relatos diz que quem dirigia o carro era a mulher, que é uma pessoa pública e não teve seu nome citado. Outra testemunha afirmou que o homem, um empresário do setor imobiliário, estava ao volante. Com o impacto, dois pneus e algumas peças foram parar embaixo do viaduto. Funcionários do dono da Ferrari recolheram tudo, inclusive as placas do carro. Ferrari de R$ 1,5 milhão fica destruída em acidente na Marginal Tietê (Foto: Edison Temoteo/ Futura Press/ Estadão Conteúdo)
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| Presidente do São Paulo promete cinco contratações A reformulação do São Paulo começou ontem pelo afastamento de sete jogadores –todos da reserva–, a reintegração de outro que estava encostado e a promoção de quatro atletas da base. O presidente Juvenal Juvêncio disse que manterá o técnico Ney Franco. Prometeu ainda trazer ao menos cinco reforços para o grupo. Juvenal Juvêncio dá entrevistaO clube tentará, com urgência, achar um zagueiro e um atacante com experiência, já que Lúcio e Luis Fabiano, apesar de não estarem oficialmente na lista de negociáveis, podem sair. Por ora, os laterais Cortez e Henrique Miranda, os zagueiros João Filipe e Luiz Eduardo, o volante Fabrício, o meia Cañete e o atacante Wallyson não treinarão com o restante do elenco. O São Paulo tentará negociá-los. Com as contratações de Cortez e Cañete, o clube gastou cerca de R$ 12 milhões. O lateral Juan, dono de um dos maiores salários do time e que trabalhava sozinho no CT de Cotia, foi reintegrado. O desastroso primeiro semestre –com eliminações no Paulista e na Libertadores– fez Juvenal conceder ontem rara entrevista no CT. Ao seu lado estavam Ney Franco e o diretor de futebol Adalberto Baptista, convocados pelo cartola para mostrar que estão “prestigiados”. Juvenal elogiou a própria gestão. “Sou o maior vencedor da história [do São Paulo]. Não tem ninguém que venceu mais que eu como diretor ou presidente”, disse.
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| Fifa usa foto de Macau como se fosse em São Paulo no site oficial da Copa A Fifa usou em seu site oficial a foto das ruínas de St. Paul’s, em Macau, na China, como se fosse em São Paulo. A imagem veio acompanhada de outras três imagens que mostram pontos turísticos da cidade, como o Pateo do Collegio, o parque do Ibirapuera e a ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira. A entidade diz que a imagem foi publicada por uma empresa terceirizada. Mas não há somente esta gafe na página dedicada a São Paulo pela Fifa. No texto de introdução, São Paulo é apresentada para o mundo como o centro financeiro e de negócios do Brasil, com atrações culturais, gastronômicas e turísticas. Ao lado do texto há um desenho que deveria ilustrar o estádio do Itaquerão, mas a imagem na verdade é da arena Fonte Nova, em Salvador, na Bahia. Já na projeção em 3D do estádio do Itaquerão, com destaque na parte superior da página, aparecem as imagens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente do Corinthians André Sanchez no canto inferior esquerdo, em meio à torcida fictícia. Editoria de Arte/FolhapressSegundo apuração em 2011, a brincadeira foi uma homenagem criada por Aníbal Coutinho (arquiteto principal do Itaquerão) e aprovada pela Odebrecht, empresa responsável pela construção do estádio. A foto, que mostra Lula acenando positivo com uma camisa metade amarela e metade branca, foi tirada enquanto ele assistia a partida entre São Bernardo e Corinthians, seus dois times do coração, na reinauguração do estádio Primeiro de Maio, em São Bernardo do Campo (Grande ABC). OUTRO LADO A Fifa afirma que as informações foram publicadas pela empresa MATCH Hospitality, uma parceira na prestação de serviços de informação, e que levou os problemas apontados pela reportagem aos responsáveis. A MATCH Hospitality lamenta o ocorrido e diz que já fez correções referentes a foto da cidade e também ao estádio. Já a projeção onde estão as figuras de Lula e André Sanchez, a empresa afirma que foi uma cortesia do escritório de arquitetura e que solicitará outra. A Odebrecht não quis comentar o assunto. Em imagem colocada no site da Odebrecht, a ilustração no dia da abertura do Itaquerão mostra Andres Sanchez e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na torcida (no canto inferior à esquerda). Na versão original, ambos estão fora
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| São Paulo dispensa sete e mantém Ney. Concentração começa segunda O técnico Ney Franco, do São Paulo, está mantido no cargo, mas sete jogadores não fazem mais parte dos planos e treinarão separadamente a partir de segunda-feira, quando, por determinação do presidente Juvenal Juvêncio, o elenco ficará em regime de concentração no CT de Cotia. O confinamento só termina na véspera da estreia do Tricolor no Campeonato Brasileiro, dia 26, contra a Ponte Preta. Os jogadores afastados são: zagueiro João Filipe (zagueiro), Cañete (meia), Wallyson (atacante), Fabrício (volante), Cortez (lateral-esquerdo), Luiz Eduardo (zagueiro) e Henrique Miranda (lateral-esquerdo). Todos serão negociados. Juvenal (à direita) e Ney Franco (centro) em coletiva no CT (Foto: Carlos Augusto Ferrari)Essa é a primeira medida tomada pela diretoria após as eliminações no Campeonato Paulista e na Taça Libertadores. No estadual, o time caiu na semifinal, diante do Corinthians. No torneio continental, o Tricolor foi goleado pelo Atlético-MG, por 4 a 1, na última quarta-feira, e caiu nas oitavas de final. - O primeiro semestre de 2013 foi perdido – afirmou Juvenal Juvêncio, em entrevista coletiva nesta sexta-feira, no CT da Barra Funda. O clima foi muita apreensão nesta sexta-feira pela manhã, no local de treinos do Tricolor. Ney Franco não apareceu no campo para comandar a atividade, apenas para reservas. Ao mesmo tempo, Juvenal Juvêncio entrava no vestiário. Rumores sobre a demissão do treinador aumentaram. No entanto, o presidente garantiu que o técnico permanece. Ney, inclusive, esteve ao lado do dirigente durante a coletiva. - A partir de segunda-feira, o elenco vai para Cotia e lá ficará até o início do campeonato nacional. Os atletas João Filipe, Cañete, Wallyson, Fabrício, Cortez, Luiz Eduardo, Henrique Miranda não irão. Ficarão na Barra Funda treinando com outro preparador ou treinador que o técnico vai designar. São jogadores que serão emprestados, sobretudo os garotos. Já há interessados. Precisamos de uma certa reciclagem – afirmou Juvenal. Juvenal explicou a presença de Ney a seu lado na coletiva. Ele disse que o treinador não comandou o treino porque eles estavam reunidos definindo a lista de dispensas e a programação para os próximos dias. - Trouxemos aqui o técnico para mostrar que ele está de acordo e participou desse processo. Não há como dizer que é medida draconiana da direção. É consensual.
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| Galo dá aula de talento e dedicação ao São Paulo, e segue na Libertadores Um dia o Atlético-MG vai perder no Independência. Um dia… Mas esse dia ainda não chegou e parece longe de chegar. O Galo encontrou no Horto seu refúgio, seu porto seguro, estádio de onde emana energia inexplicável que o torna mais forte e mais vingador. E quem caiu lá desta vez foi o São Paulo. Caiu no Morumbi, na verdade, quando perdeu um jogo que tinha sob domínio. Não conseguiu se levantar e foi massacrado com uma goleada de 4 a 1. Fora o show alvinegro sob o comando de Ronaldinho, que tirou os adversários para dançar com um repertório de dribles desconcertantes. Como se fosse Usain Bolt contra uma tartaruga, o Atlético-MG ignorou a existência do São Paulo. A vitória atleticana (6 a 2 na soma dos jogos) confirma a campanha avassaladora, a invencibilidade de 33 jogos em seu doce lar e o favoritismo nas quartas de final, seja contra Palmeiras, seja contra Tijuana. O rival será conhecido no próximo dia 14. O Verdão precisa de uma vitória no Pacaembu para ser mais um paulista entre o sonho do Galo e a taça da Libertadores. Sonho mais do que real. Ronaldinho e Jô: pura diversão diante de um adversário apático (Foto: AFP)São sete vitórias em oito jogos. Números que passam pela segurança de Victor e dos gigantes Réver e Leonardo Silva, substituído por Gilberto Silva neste jogo; o equilíbrio de Marcos Rocha e Richarlyson; a marcação ferrenha de Pierre e Leandro Donizete; o talento de Ronaldinho, Bernard, Jô e Diego Tardelli. Pelo trabalho de Cuca, que também superou o trauma pessoal de ser favorito, ter sempre tudo nas mãos, mas morrer na praia. Mais um massacre marcado por inspiração e transpiração, receita infalível de sucesso. O São Paulo está eliminado – com sua pior derrota na história da Libertadores. Paga pela demora de seu técnico em encontrar a melhor formação, pela ineficiência da diretoria em achar um substituto para Lucas, por atitudes intempestivas de alguns de seus jogadores mais experientes, como Luis Fabiano e Lúcio, e até por certa dose de azar na fase de grupos. E mesmo com tudo isso, tem bom time e pode ser protagonista no Campeonato Brasileiro. Tempo para se preparar é o que não falta. O Tricolor só voltará a campo no dia 26 de maio, contra a Ponte Preta, em Campinas, já pela competição nacional. Já o Galo terá o tradicional duelo com o Cruzeiro pela final do Campeonato Mineiro. Neste domingo, às 16h (de Brasília), no Independência, o primeiro jogo. Na semana seguinte, assistirá de camarote ao embate entre Palmeiras e Tijuana. Contra qualquer adversário, por ter a melhor campanha, fará o primeiro jogo das quartas de final fora de casa para decidir em seu alçapão.
Vamos jogar videogame, São Paulo? Sabe quando você chega em casa irritado e chama seu irmão mais novo para jogar futebol no videogame, só para relaxar os músculos? Foi mais ou menos assim que o Atlético-MG tratou o São Paulo no primeiro tempo. Para dar um simples passe lateral, os visitantes até suavam e mordiam a língua, tal qual a criança em frente à televisão. Já o Galo fazia de tudo com a maior naturalidade. Passes, dribles, chutes, desarmes…. E gol. Com menos de 20 segundos, Jô chutou por cima. Com dois minutos, Ronaldinho bateu falta no travessão de Rogério Ceni. Não é tempo de videogame, não. É tempo real, mesmo. Tempo que castigava os são-paulinos, que precisavam de dois gols, mas ainda não haviam descoberto como passar do meio-campo. Como Pierre não tem o hábito de fazer gols, comemorou cada lateral como se fosse um chute no ângulo. Como se fosse um chute de Jô. No ataque do Atlético é assim. Todos podem estar em todas as posições. Tardelli, na direita, lançou Bernard, como centroavante. Toloi tentou desarmar, mas a bola sobrou para Jô, recuado, fuzilar e abrir o placar. Ou melhor. Fuzilar e fazer 3 a 1 no agregado para o Galo, que já vencia desde a semana passada. A troca de posições no São Paulo era menos inteligente, menos empolgante. Era triste. Douglas, que é e já pediu para ser lateral-direito, foi escalado no ataque mais uma vez. E pelo lado esquerdo. Após o gol, foi para o direito. E Ney Franco tinha três atacantes no banco: Wallyson, Ademilson e Silvinho. Além de Osvaldo, destaque do time no ano, vetado por dores no quadril. Em 45 minutos, o Tricolor teve uma chance de gol. Ganso recebeu de Carleto e bateu de primeira, mas Victor saiu muito bem em seus pés e defendeu. Do outro lado… Era puro videogame. Jô e Tardelli ganharam de Rafael Toloi, em noite sofrível, mas pararam em Rogério Ceni e na falta de sorte. O zagueirão se recuperou em seguida ao salvar, em cima da linha, tal qual o lateral-esquerdo Ronaldo Luís fazia nos anos 90, um chute de Bernard. Mas era essa a única semelhança com aquele timaço de Telê Santana. E lá se foi o primeiro tempo, com dez finalizações do Galo, e duas do Tricolor. Estatísticas de videogame. Massacre atleticano, vergonha tricolor Há duas semanas, Silvinho treinava no Penapolense, à espera do milagre de vencer o São Paulo no Paulistão. Nesta noite, Silvinho estreou na Libertadores, à espera do milagre de virar o jogo contra o Atlético-MG. Como sua trajetória tão rápida é quase um milagre, por que não acreditar? Quando Luis Fabiano recebeu lançamento de Jadson na direita, Silvinho acreditou e correu para a área. A bola do Fabuloso passou pelas mãos de Victor e os pés de Ganso antes de chegar torta ao estreante, que não conseguiu finalizar. Foi a grande chegada do Tricolor. A única. O cardápio do Galo era vasto. Aceita um Bernard? Vai um Tardelli? Que tal um Jô? Edson Silva quis fazer linha de impedimento e deixou Jô livre. Rafael Toloi, com as pernas trêmulas, tentou recuo para Rogério Ceni. Nem viu Diego Tardelli chegando. Wellington, o jovem Wellington, foi mole tal qual um senhor de idade na dividida com o veterano Ronaldinho. Três erros contra três talentos, e o que era para ser uma simples classificação virou uma humilhação sem precedentes na Libertadores para o São Paulo. Mais dois de Jô, mais um de Tardelli, os melhores em campo. Precisou ficar 4 a 0 para Ney Franco decidir se preservar. Antes, havia improvisado Douglas, lançado o novato Silvinho e aberto ainda mais o time com Ademilson no lugar de Denilson. Isso que é gostar de andar na corda bamba. Luis Fabiano aproveitou rebote de Victor em chute de Carleto para fazer um dos gols menos comemorados da história do São Paulo. E Ronaldinho, de olhares, passes e chutes imprevisíveis, não fez mais um gol que entraria para sua galeria de obras de arte. Infelizmente, a bola foi para fora. Mas o jogo já estava 4 a 1. De bom tamanho para a apatia tricolor, de ótimo tamanho para o passeio alvinegro.
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